Autor Tópico: Tarot - Como utilizar  (Lida 56 vezes)

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Offline Ricardo

Tarot - Como utilizar
« em: Março 03, 2018, 11:40:52 pm »
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As instruções para o uso

Sugestão nº 1: aproxime-se do Tarot sem conceitos pré-definidos e sem se deixar aprisionar pelas superstições ou imposições ritualísticas de muitos autores. A primeira razão para isso é que o baralho não surgiu como aparato mágico ou religioso, mas sim como um jogo recreativo. Outra razão para nos afastarmos dos dogmas tarólogos é que nenhum instrutor contemporâneo pode se arvorar em autoridade absoluta sobre o sentido e aplicação dos símbolos das cartas.
Muitos estudantes acabam por complicar os seus estudos querendo saber qual é a forma “certa” de utilizar as cartas, quais são os ritos de baralhar, de cortar, etc. Por analogia, contudo, é possível afirmar que não existem normas absolutas e que, tal como no baralho comum, tudo depende das regras do jogo acertadas entre os participantes. É assim que jogamos de modos diferentes a canastra, o buraco... De facto, devemos aprender a definir as nossas próprias regras de utilização das lâminas (ou cartas), em função do que estamos a procurar compreender ou praticar.

Sugestão nº 2: tome o Tarot como ferramenta simbólica com múltiplas e criativas utilidades: diagnósticos, prognósticos, aconselhamento, fonte de inspiração e de reflexão.
Uma incompreensão frequente resulta de experiências que muitas pessoas tiveram com alguns cartomantes, adivinhos ou paranormais em que predominava o clima sombrio e as previsões fatídicas. As cartas vão muito além dos vaticínios da cartomancia e das tentativas de adivinhação factual.

Sugestão nº 3: se tem estima pelos ritos ou orações prévias antes de uma sessão de estudo, recorra apenas ao que faz parte da sua familiaridade, da sua tradição religiosa. Não faz sentido o praticante se converter a uma religião diferente, nem se submeter a gestos estranhos para utilizar as lâminas. O “Sábio Senhor do Tarot” tem se mostrado aberto e acolhedor dos gestos espontâneos e genuínos, dispensando os formalismos.

Sugestão nº 4: Evite seguir cegamente as receitas prontas indicadas nos sumários e "bulas" que acompanham a maior parte dos jogos. É importante consultar diferentes fontes. Procure aprender com quem tem experiência e trate de cultivar a sua capacidade inata de estabelecer analogias, de pensar de modo simbólico e de alcançar as fontes interiores de inspiração. Confie na experiência, nos estudos práticos que depuram o conhecimento e que separam o imaginário do verdadeiro.

    
por Constantino K. Riemma

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Sobre Higiene e Cuidados

- Reforço a dica para que você lave as mãos antes do atendimento e recomende o mesmo a seus clientes.
- Guarde as cartas numa caixa de madeira, ou num armário fechado envoltas em um pano de fibras naturais. A luz solar, e mesmo a artificial, danifica a coloração das imagens dos arcanos.
- Caso seu baralho tenha criado orelhas por causa do manuseio, ou envergado, lembre-se de que o papel se conforma. Use sobre o maço de cartas um peso, como livros grandes de capa dura ou outras superfícies pesadas e retas, por uma tarde ou um dia todo na semana. Com o tempo a forma côncava ou as orelhas viram leves ondulações, quase imperceptíveis, que conferem até um charme todo especial ao baralho quando este é deslizado sobre a mesa.
- Não use incenso a base de carvão para limpar energeticamente suas cartas, com o tempo a fuligem do carvão vai deixando o baralho imundo, todo preto e chamuscado. Fica um troço nojento! Use os incensos que possuam masala, uma mistura de ervas e resinas que com o tempo deixa o papel amarelado como as páginas de um livro antigo! Além de lindo fica muito perfumado!
- Evite também a mistura de água e sal, seu uso frequente mancha ou apaga as imagens, e faz descolar o plástico protetor nos baralhos que os possuem como o Voyager e o Mitológico. A umidade nunca deve ser excessiva nem usada amiúde, mesmo na receita que ensinei no início. O papel sofre muito com a ação da água.
- Já ouvi uma variação enorme sobre rituais de consagração, há os que enterram as cartas, que as lavam no mar, ou as põe em repouso na beira da praia. Isso deixa as cartas, além de sujas e debilitadas, totalmente impregnadas de micro-organismos que vivem no meio ambiente. Ou seja, um criadouro de bactérias! Use cristais, velas, símbolos sagrados, símbolos radiestésicos, mantras, preces... Lembre-se de que não é só você que irá manusear esse baralho!

Por Jaime E. Cannes



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