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Assuntos Místicos Generalistas / Septem Sermones ad Mortuos: Sete Sermões aos Mortos
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:10:33 pm »
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Sete exortações aos mortos, escritas por Basilides em Alexandria, a cidade onde Oriente e Ocidente se encontram.

O PRIMEIRO SERMÃO

Os mortos retornaram de Jerusalém, onde não encontraram o que buscavam. Eles pediram para serem admitidos à minha presença e exigiram ser por mim instruídos; assim, eu os instruí:

Ouvi: Eu começo com nada. Nada é o mesmo que plenitude. No estado de infinito, plenitude é o mesmo que vazio. O Nada é ao mesmo tempo vazio e pleno. Pode-se também afirmar alguma outra coisa a respeito do Nada, ou seja, que é branco ou negro, existente ou inexistente. Aquilo que é infinito e eterno não possui qualidades porque contém todas as qualidades.

O Nada ou plenitude é por nós chamado de o PLEROMA. Nele, pensamento e existência cessam, porque o eterno é desprovido de qualidades. Nele, não existe ninguém, porque se existisse alguém, este então se diferenciaria do Pleroma e possuiria qualidades que o distinguiriam do Pleroma.

No Pleroma não existe nada e existe tudo: não é bom pensar sobre o Pleroma, pois fazê-lo significaria dissolução.

O MUNDO CRIADO não está no Pleroma, mas em si mesmo. O Pleroma é o princípio e o fim do mundo criado. O Pleroma penetra o mundo criado como a luz solar penetra toda a atmosfera. Embora o Pleroma penetre-o por completo, o mundo criado não participa dele, da mesma forma que um corpo sumamente transparente não se torna escuro ou colorido como resultado da passagem da luz por ele. Nós mesmos, no entanto, somos o Pleroma e assim sendo, o Pleroma está presente em nós. Mesmo no ponto mais minúsculo, o Pleroma está presente sem limite algum, eterna e completamente, porque pequeno e grande são qualidades estranhas ao Pleroma. Ele é o nada onipresente, completo e infinito. Eis porque vos falo do mundo criado como uma porção do Pleroma, mas unicamente em sentido alegórico; pois o Pleroma não se divide em partes, por ser o nada. Somos também o Pleroma como um todo; visto que num aspecto figurativo o Pleroma é um ponto excessivamente pequeno, hipotético, quase inexistente em nós, sendo igualmente o firmamento ilimitado do cosmo à nossa volta. Por que então discorremos sobre o Pleroma, se ele é o todo e também o nada?

Eu vos falo como ponto de partida, e também para eliminar de vós a ilusão de que em algum lugar, dentro ou fora, existe algo absolutamente sólido e definido. Tudo o que chamam de definido e sólido não é mais do que relativo, porque somente o que está sujeito a mudança apresenta-se definido e sólido.

O mundo criado está sujeito a mudar. Trata-se da única coisa sólida e definida, uma vez que possui qualidades. Em verdade, o próprio mundo criado nada mais é que uma qualidade.

Indagamos: como se originou a criação? As criaturas de fato têm origem, mas não o mundo criado, porque este é uma qualidade do Pleroma, da mesma forma que o incriado; a morte eterna também representa uma qualidade do Pleroma. A criação é eterna e onipesente. O Pleroma possui tudo: diferenciação e indiferenciação.

Diferenciação é criação. O mundo criado é de fato diferenciação. A diferenciação é a essência do mundo criado e, por essa razão, o que é criado gera também mais diferenciação. Eis porque o próprio homem é um divisor, porquanto sua essência é também diferenciação. Eis por que ele distingue as qualidades do Pleroma, qualidades essas que não existem. Essas divisões, o homem extrai de seu próprio ser. Eis por que o homem dicorre sobre as qualidades do Pleroma, que são inexistentes

Vós me dizeis: Que benefício existe então em falar sobre o assunto, uma vez que se afirmou ser inútil pensar sobre o Pleroma?

Eu vos digo essas coisas para libertar-vos da ilusão de que é possível pensar sobre o Pleroma. Quando falamos de divisões do Pleroma, falamos da posição de nossas próprias divisões, falamos de nosso próprio estado diferenciado; mas embora procedamos desta forma, na realidade nada dissemos sobre o Pleroma. No entanto, é necessário falarmos de nossa própria diferenciação. Eis por que devemos distinguir qualidades individuais.

Dizeis: Que mal não decorre do discriminar, pois nesse caso transcendemos os limites de nosso próprio ser; estendemo-nos além do mundo criado e mergulhamos no estado indiferenciado, outra qualidade do Pleroma. Submergimos no próprio Pleroma e deixamos de ser seres criados. Assim, tornamo-nos sujeitos à dissolução e ao nada.

Essa é a verdadeira morte do ser criado. Morremos na medida em que não somos capazes de discriminar. Por essa razão, o impulso natural do ser criado volta-se para a diferenciação e para a luta contra o antigo e pernicioso estado de igualdade. A tendência natural chama-se Princípio de Individuação. Esse princípio constitui de fato a essência de todo ser criado. A partir de tudo isso, podeis prontamente reconhecer por que o princípio indiferenciado e a falta de discrininação representam um grande perigo para os seres criados. Eis por que devemos ser capazes de distinguir as qualidades do Pleroma. Suas qualidades são os PARES DE OPOSTOS, tais como:

o eficaz e o ineficaz

plenitude e o vazio

o vivo e o morto

diferença e igualdade

luz e treva

quente e frio

energia e matéria

tempo e espaço

bem e mal

beleza e fealdade

o um e os muitos

e assim por diante.

Os pares de opostos são as qualidades do Pleroma: também são na verdade inexistentes, porque se anulam mutualmente.

Como nós mesmos somos o Pleroma, também possuímos essas qualidades presentes em nós. Visto que a essência do nosso ser é a diferenciação, possuímos essas qualidades em nome e sob o sinal da diferenciação, o que significa:

Primeiro: que em nós as qualidades estão diferenciadas, separadas, umas das outras e, dessa forma, não se anulam mutualmente; ao contrário, encontram-se em atividade. Eis por que somos vítimas dos pares de opostos. Porque em nós o Pleroma divide-se em dois.

Segundo: as qualidades pertencem ao Pleroma, e nós podemos e devemos partilhá-las somente em nome e sob o sinal da diferençiaão. Devemos nos separar dessas qualidades. No Pleroma, elas se anulam mutualmente; em nós não. Porém, se soubermos percebermo-nos como seres à parte dos pares de opostos, obteremos a salvação.

Quando lutamos pelo bom e pelo belo, esquecemo-nos de nosso ser essencial, que é a diferenciação, e nos tornamos vítimas das qualidades do Pleroma, os pares de opostos. Lutamos para alcançar o bom e o belo, mas ao mesmo tempo obtemos o mau e o feio, porque no Pleroma estes são idênticos àqueles. Todavia, se permanecermos fiéis à nossa natureza, que é a diferenciação, então nos diferenciaremos do mau e do feio. Só assim não imergimos no Pleroma, ou seja, no nada e na dissolução.

Discordareis, dizendo: Afirmastes que diferenciação e igualdade constituem também qualidades do Pleroma. O que ocorre, quando lutamos pela diferenciação? Não somos no caso fiéis à nossa natureza e, portanto, devemos também ficar eventualmente em estado de igualdade , enquanto lutamos pela diferenciação?

O que não deveis esquecer jamais é que o Pleroma não tem qualidades. Somos nós que criamos essas qualidades através do intelecto. Quando lutamos pela diferenciação ou pela igualdade, ou por outras qualidades, lutamos por pensamentos que fluem para nós a partir do Pleroma, ou seja, pensamentos sobre as qualidades inexistentes do Pleroma. Enquanto perseguis essas idéias, vós vos precipitais novamente no Pleroma, chegando ao mesmo tempo à diferenciação e à igualdade. Não a vossa mente, mas o vosso ser constitui a diferenciação. Eis por que não deveríeis lutar pela diferenciação e pela discriminação como as conheceis, mas sim por VOSSO PRÓPRIO SER. Se de fato assim o fizéssemos, não teríeis necessidade de saber coisa alguma sobre o Pleroma e suas qualidades e, ainda assim, atingiríeis o vosso verdadeiro objetivo, devido à vossa natureza. No entanto, como o raciocínio aliena-vos de vossa real natureza, devo ensinar-vos o conhecimento para que possais manter vosso raciocínio sob controle.

O SEGUNDO SERMÃO

Os mortos se ergueram durante a noite junto às paredes e gritaram: Queremos saber sobre Deus! Onde está Deus?

-Deus não está morto; Ele está tão vivo quanto sempre esteve. Deus é o mundo criado, na medida em que é algo definido e, portanto, diferenciado do Pleroma. Deus é uma qualidade do Pleroma, e tudo o que afirmei sobre o mundo criado é igualmente verdadeiro no que a Ele se refere.

Entretanto, Deus se distingue do mundo criado, pois é menos definido e definível do que o mundo cirado em geral. Ele é menos diferenciado que o mundo criado, porque a essência do seu SER é a efetiva plenitude; e só na medida se Sua definição e diferenciação que Ele é idêntico ao mundo criado; portanto, Ele representa a manifestação da efetiva plenitude do Pleroma.

Tudo o que não diferenciamos precipita-se no Pleroma e anula-se com seu oposto. Portanto, se não discernimos Deus, a plenitude efetiva elimina-se para nós. Deus é também o próprio Pleroma, da mesma forma que cada um dos pontos mais minúsculos dentro do mundo criado, bem como no plano incriado, constitui o próprio Pleroma.

O vazio efetivo é o ser do Demônio. Deus e Demônio são as primeiras manifestaçães do nada a que chamamos de Pleroma. Não importa se o Pleroma existe ou não existe, porque ele se anula em todas as coisas. O mundo criado, entretanto, é diferente. Na medida em que Deus e Demônio são seres criados, eles não se suprimem mutualmente, mas resistem um ao outro como opostos ativos. Não necessitamos de prova da sua existência; basta que sejamos obrigados a falar sempre deles. Mesmo que eles não existissem, o ser criado (devido à sua própria natureza) os produziria continuamente, a partir do Pleroma.

Tudo o que se origina no Pleroma pela diferenciação constitui pares de opostos; portanto, Deus sempre tem consigo o Demônio.

Como aprendestes, esse inter-relacionamento é tão íntimo, tão indissolúvel em vossas vidas, que se apresenta como o próprio Pleroma. Isso porque ambos permanecem muito próximos do Pleroma, no qual todos os opostos se anulam e se unificam.

Deus e Demônio distinguem-se pela plenitude e pelo vazio, pela geração e pela destruição. A atividade é comum a ambos. A atividade unifica-os. Eis por que ela permanece acima de ambos, sendo Deus acima de Deus, por unificar plenitude e vazio em seu trabalho.

Há um Deus sobre o qual nada sabeis, porque os homens esqueceram-no. Nós o chamamos por seu nome: ABRAXAS. Ele é menos definido que Deus ou o Demônio. Para distinguir Deus dele, chamamos a Deus Helios, ou o Sol.

Abraxas é a atividade; nada pode resistir-lhe, exceto o irreal, e assim, o seu ser ativo desenvolve-se livremente. O irreal não existe, portanto, não pode de fato resistir. Abraxas permanece acima do sol e acima do demônio. Ele é o improvável provável, que é poderoso no plano da irrealidade. Se o Pleroma pudesse ter uma existência, Abraxas seria sua manifestação.

Embora ele seja a própria atividade, não constitui um resultado específico, mas um resultado em geral.

Ele representa a não-realidade ativa, porque não possui um resultado definido.

Ele é ainda um ser criado, na medida em que se diferencia do Pleroma.

O sol exerce um efeito definido, assim como o demônio; portanto, eles se nos apresentam muito mais efetivos do que o indefinível Abraxas.

Pois ele é poder, persistência e mutação.

-Nesse ponto, os mortos provocaram uma grande rebelião, porque eram cristãos.

O TERCEIRO SERMÃO

Os mortos aproximaram-se como névoa saída dos pântanos e gritaram: -Fala-nos mais sobre o deus supremo!

- Abraxas é o deus a quem é difícil conhecer. Seu poder é verdadeiramente supremo, porque o homem não o percebe de modo algum. O homem vê o summum bonum (bem supremo) do sol e também o infinum malum (mal sem fim) do demônio, mas Abraxas não, porque este é a própria vida indefinível, a mãe do bem e do mal igualmente.

A vida parece menor e mais fraca do que o summum bonum (bem supremo), daí a dificuldade de se conceber que Abraxas possa suplantar em seu poder o sol, que representa a fonte radiante de toda a força vital.

Abraxas é o sol e também o abismo eternamente hiante do vazio, do redutor e desagregador, o demônio.

O poder de Abraxas é duplo. Vós não podeis vê-lo, porque a vossos olhos a oposição a esse poder parece anulá-lo.

O que é dito pelo Deus-Sol é vida.

O que é dito pelo Demônio é morte.

Abraxas, no entanto, diz a palavra venerável e também a maldita, que é vida e morte ao mesmo tempo.

Abraxas gera a verdade e a falsidade, o bem e o mal, a luz e a treva, com a mesma palavra e no mesmo ato. Portanto, Abraxas é verdadeiramente o terrível.

Ele é magnífico como o leão no exato momento em que abate sua presa. Sua beleza equivale à beleza de uma manhã de primavera.

De fato, ele próprio é o Pã maior e também o menor. Ele é Príapo.

Ele é o monstro do inferno, o polvo de mil tentáculos, o contorcer de serpentes aladas e da loucura.

Ele é o hermafrodita da mais baixa origem.

Ele é o senhor dos sapos e das rãs que vivem na água e saem para a terra, cantando juntos ao meio-dia e à meia-noite.

Ele é plenitude unindo-se ao vazio;

Ele constituí as bodas sagradas;

Ele é o amor e o assassino do amor;

Ele é o santo e o seu traidor.

Ele é a luz mais brilhante do dia, e a mais profunda noite da loucura.

Vê-lo significa cegueira;

Conhecê-lo é enfermidade;

Adorá-lo é morte;

Temê-lo é sabedoria;

Não resistir-lhe significa libertação.

Deus vive detrás do Sol; o demônio vive atrás da noite. O que deus traz à existência a partir da luz, o demônio arrasta para a noite. Abraxas, entretanto, é o cosmo; sua gênese e sua dissolução. A cada dádiva do Deus-Sol, o demônio acrescenta sua maldição.

Tudo aquilo que pedis a Deus-Sol leva a uma ação do demônio. Tudo o que obtendes através do Deus-Sol aumenta o poder efetivo do demônio.

Assim é o terrível Abraxas.

Ele é o mais poderoso ser manifestado e nele a criação torna-se temerosa de si mesma.

Ele é o terror do filho, que ele sente contra a mãe.

Ele é o amor da mãe por seu filho.

Ele é o prazer da terra e a crueldade do céu.

Diante de sua face o homem fica paralisado.

Ante ele, não há pergunta nem resposta.

Ele é a vida da criação.

Ele é a atividade da diferenciação.

Ele é o amor do homem.

Ele é a fala do homem.

Ele é tanto o brilho como a sombra escura do homem.

Ele é a realidade enganosa.

- Nesse ponto, os mortos clamaram e deliraram porque ainda eram seres incompletos.

O QUARTO SERMÃO

Resmungando, os mortos encheram a sala e disseram: - Tus que és maldito, fala-nos sobre deuses e demônios!

-Deus-Sol é o bem supremo, o demônio é o oposto; portanto, tendes dois deuses. Há, contudo, inúmeros grandes bens e numerosos grandes males; entre eles existem dois deuses-demônios, um dos quais é o FLAMEJANTE e o outro, o FLORESCENTE. O flamejante é EROS em sua forma de chama. Ele brilha e devora. O florescente é a ÁRVORE DA VIDA; ela cresce verdejante e acumula matéria viva enquanto cresce. Eros flameja e então se apaga; a árvore da vida, no entanto, desenvolve-se lentamente através de incontáveis eras.

Bem e mal estão unidos na chama.

Bem e mal estão unidos no crescimento da árvore.

Vida e amor opõem-se mutualmente em sua divindade.

Imensurável como os agrupamentos de estrelas é o número de deuses e demônios. Cada estrela representa um deus e cada espaço ocupado por uma estrela, um demônio. E o vazio do todo é o Pleroma. A atividade do todo é Abraxas; só o irreal opõe-se a ele. O quatro constitui o número das divindades principais, porque quatro é o número das dimensões do mundo. O Um é o princípio; Deus-Sol. O Dois é Eros, porque ele se expande com uma luz brilhante e combina duas. O Três é a Árvore da Vida, porque ela preenche o espaço com corpos. O quatro é o demônio, porque ele abre tudo o que está fechado; ele dissolve tudo o que tem forma e corpo; ele é o destruidor, no qual todas as coisas dão em nada.

Abençoado sou, porque me é dado conhecer a multiplicidade e a diversidade dos deuses. Lastimo-vos, porque substituístes a unidade de Deus pela diversidade que não se pode converter em unidade. Por meio disso, criastes o tormento da incompreensão e a mutilação do mundo criado, cuja essência e lei é a diversidade. Como podeis ser leais à vossa natureza quando tentais fazer um dos muitos? O que fazeis aos deuses, também vos sobrevém. Todos vós se tornam, assim, iguais e, por isso, vossa natureza também, fica mutilada

Em benefício do homem pode reinar a unidade, mas nunca em benefício de deus, pois existem muitos deuses, porém poucos homens. Os deuses são poderosos e suportam sua diversidade, visto que, como as estrelas, eles permanecem em solidão e separados por vastas distâncias uns dos outros. Os seres humanos são fracos e não conseguem suportar sua diversidade, por viverem próximos uns dos outros e desejarem companhia; assim sendo, não podem suportar os próprios e distintos isolamentos. Em prol da salvação, eu vos ensino aquilo que se deve eliminar, em favor do que eu próprio fui banido.

A multiplicidade dos deuses iguala a multiplicidade dos homens. Incontáveis deuses aguardam para tornarem-se homens. Inúmeros já o foram. O homem é um partícipe da essência dos deuses; ele vem dos deuses e vai para Deus.

Do mesmo modo que é inútil pensar sobre o Pleroma, é inútil adorar essa pluralidade de deuses. Menos útil ainda é adorar o primeiro Deus, a efetiva plenitude e o bem supremo. Através de nossas preces, não podemos nem acrescentar-lhe algo nem subtrair-lhe, porque o efetivo vazio tudo absorve. Os deuses de luz compõem o mundo celestial, que é múltiplo e estende-se até o infinito, expandindo-se ilimitadamente. Seu senhor supremo é o Deus-Sol.

Os deuses das trevas constituem o inferno. Eles não são complexos e têm a capacidade de diminuir e encolher infinitamente. Seu senhor mais profundo é o demônio, o espírito da lua, o servo da terra, que é menor, mais frio e mais inerte do que a terra.

Não há diferença no poder dos deuses celestiais e terrestres. Os celestiais expandem-se, os terrestres contraem-se. As duas direções estendem-se ao infinito.

O QUINTO SERMÃO

Os mortos cheios de escárnio, gritaram: - Ensina-nos, ó tolo, sobre a Igreja e santa comunidade!

- O mundo dos deuses manifesta-se na espiritualidade e na sexualidade. Os deuses celestiais expressem-se na espiritualidade e os terrenos, na sexualidade.

A espiritualidade recebe e compreende. Ela é feminina, por isso nós a chamamos de MATER COELESTIS, a mãe celestial. A sexualidade gera e cria. Ela é masculina, portanto nós a chamamos de PHALLOS, o pai telúrico. A sexualidade do homem é mais terrena enquanto a sexualidade da mulher, mais celestial. A espiritualidade do homem é celestial, porquanto se move na direção do maior. Por outro lado, a espiritualidade da mulher é mais terrena porque se move na direção do menor.

Ilusória e demoníaca é a espiritualidade do homem que se dirige ao menor. Ilusória e demoníaca é a espiritualidade da mulher que se dirige ao maior. Cada uma deve dirigir-se a seu próprio lugar.

Homem e mulher tornam-se demônios um para o outro quando não separam seus caminhos espirituais, pois a natureza dos seres criados é sempre a natureza da diferenciação.

A sexualidade do homem volta-se para o terreno; a sexualidade da mulher volta-se para o espiritual. Homem e mulher tornam-se demônios um para o outro quando não distinguem suas duas formas de sexualidade.

O homem deve conhecer o que é menor, a mulher o que é maior. O homem deve separar-se da espiritualidade e também da sexualidade. Ele deve chamar a espiritualidade de mãe e entronizá-la entre o céu e a terra. Ele deve chamar a sexualidade de phallos, colocando-a entre o próprio ser e a terra, porque a mãe e phallos são demônios super-humanos e manifestações do mundo dos deuses. Eles se apresentam mais eficientes para nós do que os deuses por estarem mais próximos do nosso ser. Quando não puderdes distinguir entre vós próprios, de um lado, a sexualidade e espiritualidade, de outro, e quando não fordes capazes de considerar que ambos são seres superiores e exteriores a vós, então sereis vitimados por eles, i. e., pelas qualidades do Pleroma. Espiritualidade e sexualidade não constituem qualidades vossas, não são coisas que podeis possuir e apreender, ao contrário, trata-se de demônios poderosos, manifestações de deuses e, portanto, são muito superiores a vós e existem em si mesmas. Ninguém possui espiritualidade ou sexualidade para si mesmo; antes, estamos sujeitos às leis da sexualidade e da espiritualidade. Portanto, ninguém escapa a esses dois demônios. Deveis considerá-los demônios, causas comuns e perigos graves, assim como os deuses e, acima de tudo, o terrível Abraxas.

O homem é fraco, portanto a comunidade torna-se indispensável; se não a comunidade sob o signo da mãe, então aquela sob o signo de phallos. Não haver comunidade constitui sofrimento e enfermidade. A comunidade traz consigo fragmentação e dissolução. A diferenciação conduz à solidão. A solidão é contrária à comunidade. Devido à fraqueza da vontade humana, em oposição aos deuses e demônios e suas leis que não se pode escapar, a comunidade é necessária.

Eis por que devem existir tantas comunidades quantas forem necessárias; não por causa dos homens, mas por causa dos deuses. Os deuses forçam-nos a uma comunhão. Eles vos forçam a associar-vos tanto quanto necessário; mais do que isso, porém, converte-se num mal.

Em comunhão, cada um deve sujeitar-se ao outro, para a preservação da comunidade, visto que dela tendes necessidade. No estado de solidão, cada qual será colocado acima dos demais, para que possa conhecer-se e evitar a servidão. Na comunidade haverá abstinência.

Na solidão, deixai que haja desperdício de abundância. Porque a comunidade é profundidade enquanto a solidão, altura.

A verdadeira ordem na comunidade purifica e preserva.

A verdadeira ordem na solidão purifica e aumenta.

A comunidade dá-nos calor; a solidão, luz.

O SEXTO SERMÃO

O demônio da sexualidade insinua-se em nossa alma como uma serpente. Trata-se de uma alma semi-humana e chama-se pensamento-desejo.

O demônio da espiritualidade pousa em nossa alma como um pássaro branco. Trata-se de uma alma semi-humana e chama-se desejo-pensamento.

A serpente constitui uma alma telúrica, semidemoníaca, um espírito relacionado com o espírito dos mortos. Com o espírito dos mortos, a serpente penetra vários objetos terrenos. Ela também instila temor de si no coração dos homens e inflama-lhes o desejo. A serpente geralmente tem caráter feminino e busca a companhia dos mortos. Ela se associa aos mortos presos à terra que não encontraram o caminho pelo qual se passa ao estado de solidão. A serpente é uma prostituta que se consorcia com o demônio e maus espíritos; ela é um espírito tirano e atormentador, sempre tentando as pessoas a cultivar a pior espécie de companhia.

O pássaro branco representa a alma semicelestial do homem. Ele vive com a mãe, descendo ocasionalmente da morada materna. O pássaro é masculino e chama-se pensamento efetivo. Ele é casto e solitário, um mensageiro da mãe. Voa alto sobre a terra. Comanda a solidão. Traz mensagens de longe, daqueles que nos antecederam na partida, daqueles que alcançaram a perfeição. Leva nossas palavras até a mãe. A mãe intercede e adverte, mas não possui poderes contra os deuses. Ela é um veículo do sol.

A serpente desce às profundezas e, com sua astúcia, ao mesmo tempo paralisa e estimula o demônio fálico. Ela traz das profundezas os pensamentos mais ardilosos do demônio telúrico; pensamentos que rastejam por todas as passagens e tornam-se saturados de desejo. Embora não deseje sê-lo, ela nós é útil. A serpente escapa ao nosso alcance, nós a perseguimos, e assim ela nos mostra o caminho, o qual, com nossa limitada capacidade humana, não poderíamos encontrar.

-Os mortos ergueram o olhar com desprezo e disseram: - Cessa de falar-nos sobre deuses, demônios e almas. Sabemos de tudo isso em essência há muito tempo!

O SÉTIMO SERMÃO

À noite novamente retornaram os mortos, dizendo entre queixas: - Uma coisa mais devemos saber, pois esquecemos de discuti-la: ensina-nos a respeito do homem!

- O homem é um portal por meio do qual penetramos, do mundo exterior dos deuses, demônios e almas, no mundo interior; do mundo maior no mundo menor. Pequeno e insignificante é o homem; logo o deixamos para trás e assim entramos uma vez mais no espaço infinito, no microcosmo, na eternidade interior.

À imensurável distância cintila solitária uma estrela, no ponto mais alto do céu. Trata-se do único Deus desse solitário ser. É seu mundo, seu Pleroma, sua divindade.

Nesse mundo, o homem é Abraxas, que dá discernimento a seu próprio mundo e devora-o.

Essa estrela é o Deus do homem e seu destino.

Ela é sua divindade tutelar; nela o homem encontra o repouso.

A ela conduz a longa jornada da alma após a morte; nela reluzem todas as coisas que, de outro modo, poderiam afastar o homem do mundo maior, com o brilho de uma grande luz.

A esse Ser, o homem deveria orar.

Tal prece aumenta a luz da estrela.

Tal prece constrói uma ponte sobre a morte.

Ela aumenta a vida no microcosmo; quando o mundo exterior esfria, essa estrela ainda brilha.

Nada poderá separar o homem de seu Próprio Deus, se ele ao menos conseguir desviar o olhar do feérico espetáculo de Abraxas.

Homem aqui, Deus lá. Fraqueza e insignificância aqui, eterno poder criador lá. Aqui, há somente treva e frio úmido. Lá tudo é luz solar.

Tendo assim ouvido, os mortos silenciaram e elevaram-se como a fumaça da fogueira do pastor que guarda o seu rebanho à noite.
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Assuntos Místicos Generalistas / Professor de Física Explica Fenômenos De Efeitos Físicos
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:10:01 pm »
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Carlos de Brito Imbassahy nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, é engenheiro civil, professor de física, jornalista, musico, conferencista e escritor com dezenas de livros publicados. Actualmente é um dos maiores especialistas do fenómeno de materialização dos espíritos, tendo sido entrevistado em exclusivo no Brasil pelo Jornal de Espiritismo.

O que são fenómenos de materialização?

Carlos de Brito Imbassahy – Também denominados de "fenómenos de efeitos físicos" por Allan Kardec, são aqueles em que os Espíritos usam uma energia especial, retirada do ectoplasma celular orgânico, - segundo informações prestadas a William Crookes - onde a entidade espírita pode realizar uma série de fenómenos típicos, de natureza física, tais como transportes de objectos, aparições espirituais, tiptologia directa, enfim, coisas que exigem uma energia física para que aconteça.

O que é o ectoplasma?

C.B.I – Segundo os biólogos, no capítulo relativo à citologia, o ectoplasma é a forma semi-material que envolve o protoplasma celular orgânico e dele seria retirada a energia para realizar os fenómenos em apreço.

Qual a sua origem?

C.B.I – Puramente orgânica. Forma-se com a célula e encontra-se dentro dela junto com os demais componentes da mesma

Para que serve?

C.B.I – Confesso que meus parcos conhecimentos sobre Biologia não me permitem dissertar sobre o assunto. Mas, em qualquer tratado de Citologia há enorme esclarecimento sobre sua existência.

Já é possível ser detectada a energia obtida a partir do ectoplasma?

C.B.I – Sim: com uso de aparelhos específicos com dispositivos próprios. É uma energia que impressiona tais aparelhos e que são detectados por eles: espectrógrafos de leitura de energia, porque é uma energia física como outra qualquer, só que estática.

Como explicar à luz da Física os fenómenos de materialização?

C.B.I – Fácil: os Espíritos obtêm a energia em causa e, com ela, manipulando-as (ainda não nos ensinou como o fazem), tal como nós quando usamos as energias físicas (eléctrica, acústica como o ultra-som, hertziana, etc.) e, a partir da mesma, fazem o que nós faríamos se pudéssemos manipula-las.

O ectoplasma também é utilizado para as chamadas curas espirituais. Como funcionaria?

C.B.I – Exactamente como se fosse uma radiação terapêutica, só que, com maior categoria de extensão, já que, sendo de origem orgânica fica mais fácil actuar em nosso corpo somático. O fenómeno é indutivo e se resume em variação de frequência que modula as vibrações orgânicas, fazendo-se corrigir.

Poderia explicar?

C.B.I – Normalmente, o que ocorre é que, uma das práticas de terapia, como no caso do cancro, consiste em aplicar radiações de determinadas ondas nos lugares afectados a fim de que eles sejam corrigidos pela mutação de frequência. Com mais facilidade do que qualquer emissão quântica, a de origem ectoplásmica modula com mais facilidade as ondas orgânicas, ditas biofísicas, corrigindo-as, o que faz com que o processo de cura seja efectivado.

Lembremo-nos de que já Franz Mesmer, médico alemão, havia descoberto esse fenómeno e que determinadas pessoas poderiam emitir ondas – que ele chamou de "magnetismo animal" – capazes de alterar as ditas frequências orgânicas consideradas anómalas e, como tal, causadoras de doenças.

Cientistas insuspeitos como o francês Charles Richet (Nobel da Medicina), Frederico Zollner (astrónomo alemão) William Crookes (físico-químico inglês), Ernesto Bozzano (etnólogo italiano), Gabriel Delanne (engenheiro francês), Gustave Geley (medico francês) e Alexander Aksakof (físico russo) estudaram o fenómeno com o mais profundo rigor científico. Em sua opinião o que faltará para ser aceite no meio científico?

C.B.I – Na verdade, o que falta é exactamente ser aceito pelo movimento espírita, que se transformou em mais uma seita cristã e abandonou a linha de Allan Kardec. Os Físicos ainda o vêem como sendo coisa de religiosos, por causa disso. Mas, há cientistas eméritos que têm se ocupado com o assunto. Infelizmente, como os programas de desenvolvimento experimental são financiados com vistas a outros interesses, estes cientistas são obrigados a cumprir a meta do programa.

Hernâni Guimarães Andrade no seu livro "Espírito Perispírito e Alma" diz-nos que o ectoplasma tem um cheiro semelhante ao Ozono. Como funcionaria o processo de identificação ectoplasmática através dos odores?

C.B.I – Na verdade, não é o ectoplasma, mas os resíduos que sobram após a realização do fenómeno e que são jogados no ambiente que têm tal aroma, muito forte, por sinal. O problema é que misturam "ectoplasma" com "energia ectoplásmica".

O cientista brasileiro no mesmo livro diz-nos também que a fórmula química do ectoplasma, segundo James Black, é C120 H1184 Az218 S5 O249. De que forma os alunos universitários poderão comprovar?

C.B.I – Essa parte biológica eu não sei, mas garanto que em qualquer estudo sobre citologia a dúvida poderá ser dirimida. Durante as sessões, o que encontramos é uma energia estática que retira calor do ambiente e que nada tem que ver com qualquer tipo de substância orgânica, logo, esta fórmula não representa o que seja posto em jogo durante o fenómeno.

Que meios são necessários para as universidades investigarem a materialização experimental?

C.B.I – Ter dois bons médiuns – o fenómeno é bipolar – o que representa a formação energética e o catalisador, dispor de uma aparelhagem espectrográfica para leitura, a fim de detectar os acontecimentos, ter um grupo homogéneo, sem curiosos, sem pré-especificadores, sem faltosos, enfim, um grupo homogéneo que queira investigar a sério.

Disse que deveríamos ter dois médiuns de efeitos físicos. Quais os sintomas que estes médiuns apresentam?

C.B.I – Este segundo médium, é meramente polarizador e não precisa de maiores predicados. Serve para fechar o circuito, como no caso da pilha eléctrica.

Um grupo de seus alunos que estagiaram no Instituto Nacional de Energia Atómica fez várias experiências sobre este fenómeno. O que descobriram?

C.B.I – O que descobriram, exactamente, foi que se trata de uma energia que impressiona a leitura dos aparelhos, que se precipita sobre o fulcro que se forma sobre o médium, no momento da materialização, dando-lhe aparência, que, a cada fenómeno realizado, seja de transporte, de raps, de toques, há consumo de energia registrado pelos aparelhos e que, ao final da sessão, ela é recolhida, sumindo do ambiente.

Em um dos seus conhecidos livros "As Aparições e os Fantasmas" explica-nos as várias experiências ectoplasmáticas. Quer nos contar uma delas?

C.B.I – Por exemplo, o caso das batidas: um gravador de alta tecnologia espectrográfica mostra que uma batida normal produz um gráfico onde ficam registradas as impurezas dos sons, contudo, os raps provocados pelos Espíritos tem um gráfico de um som com apenas um harmónico e sem ruídos.

Outro caso foi o de uma cigana que dançava durante a sessão e todos nós ouvíamos e sentíamos sua armada saia esbarrar nos móveis e em nós mesmos, contudo, apesar do toque, não conseguíamos segurar seu pano que se esvaía entre os dedos quando conseguíamos apalpá-la.

Um terceiro caso foi o de uma rosa que apareceu dentro de uma caixa fechada que estava numa das prateleiras e fora trazida para o meio ambiente. Esta rosa ficou durante vários dias sobre a mesa do local de trabalhos, até que, vendo-a ali, resolvi colocá-la num copo com água, como fazemos com as flores. Pela noitinha ela se transformara num vegetal todo melado, de uma forma muito estranha. Destaque-se que, durante dias, ela manteve seu viço só com a provável energização do fenómeno e que, ao ser colocada na água, perdera tal propriedade por despolarização.
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Assuntos Místicos Generalistas / A Visão Teosófica dos Devas
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:09:28 pm »
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O mais alto sistema de evolução que tem relação com a Terra é,  que se saiba, a dos seres a que os hindus, chamam "devas", e no Ocidente,  "anjos", "filhos de Deus", etc. podem ser considerados como formando o  reino imediatamente superior ao reino humano, assim como este está  imediatamente acima do animal, mas com a diferença importantíssima de que  o animal não tem, que saibamos, possibilidade de evolução e não ser para  o homem, que é o único a ver abrir-se diante de si, logo que alcança um  certo nível, várias sendas de progresso, uma das quais é a da grande  evolução dos Devas.

Comparada com a sublime renunciação dos Nirmânakáyas,  a escolha desta linha de evolução é por vezes classificada com a  expressão "ceder à tentação de vir a ser um deus", mas nisto não há a  menor sombra de censura. Não é o caminho mais curto, mas é evidentemente  um dos mais nobres, e se a intuição, largamente desenvolvida, de um ser  humano o impele a seguido, é porque certamente é o caminho que mais  convém às suas capacidades. Não devemos nunca esquecer que, à semelhança  do que acontece com uma ascensão física, nem todos os que desejam subir  espiritualmente tem a força e a coragem de escolher o caminho mais  íngreme. Pode haver muitos para quem o único caminho praticável seja o  mais lento e demorado, e nós não seríamos discípulos dignos dos nossos  grandes Mestres se, em nossa ignorância, nos deixássemos dominar por  qualquer pensamento de desprezo por aqueles cuja escolha difere da nossa.  Seja o que for que a nossa ignorância nos faça pensar hoje acerca das  dificuldades do futuro, no atual estado de adiantamento da evolução, é- nos impossível saber o que seremos capazes de fazer quando, depois de  muitas vidas de esforços, alcançarmos o direito da escolha do nosso  futuro. Com efeito mesmo os que "cedem à tentação de vir a ser deuses"  têm perante si uma carreira suficientemente gloriosa, como vamos ver.

Para evitar possíveis mal-entendidos, diga-se, entre parênteses, que em  muitos livros se dá um sentido completamente mau à frase "tornar-se um  deus", mas nessa forma não poderia haver qualquer espécie de "tentação"  para o homem desenvolvido, e em qualquer caso não tem a menor relação com  este assunto. Na literatura oriental, a palavra "Deva" é amiúde usada  vagamente para designar quase toda espécie de entidades não-humanas, de  modo que muitas vezes se refere, por um lado, às grandes divindades e,  por outro, aos espíritos naturais e aos elementais artificiais. Nós,  contudo, empregamo-la somente em referência aos membros da grandiosa  evolução, objeto do nosso estudo. Apesar de relacionados com esta terra,  os devas não estão confinados aos seus limites, pois o conjunto da nossa  presente cadeia de sete mundos forma para eles um mundo só, em virtude de  a evolução deles ter de percorrer um grande sistema de sete mundos. As  suas hostes têm até aqui sido recrutadas principalmente entre outras  humanidades do sistema solar, umas superiores, outras inferiores à nossa.   Desta, apenas uma pequeníssima minoria tem atingido o nível a que  precisamos chegar para ser-nos possível pertencer a tão elevada  categoria. Mas parece certo que algumas das suas numerosas classes não  passaram, no caminho do seu progresso ascensional, por nenhuma humanidade  comparável à nossa.

Não estamos em estado de compreender muito acerca da  evolução dos devas, mas aquilo que supomos ser a meta da sua evolução é  consideravelmente mais elevada que a nossa. Isso é, ao passo que o  objetivo da evolução humana é erguer a porção da humanidade que não  desperdiçou os seus esforços, a certo grau de desenvolvimento oculto no  fim da sétima ronda, o objetivo da evolução dévica é erguer as suas  classes mais adiantadas, as suas categorias superiores, dentro do período  correspondente, a um grau ainda mais elevado. Perante eles, como perante  nós, está patente um caminho mais íngreme, porém mais curto, que conduz  aqueles que trabalharam com séria convicção e esforço persistente, a  alturas ainda mais sublimes; porém que alturas são essas, é-nos  impossível precisar.

Em relação com o plano astral, apenas podemos  encionar as categorias inferiores dessa augusta legião. A três grandes  divisões inferiores (começando de baixo) chamam-se geralmente Kâmadevas,  Rüpadevas e Arüpadevas. O corpo mais inferior de que um Kâmadeva se pode  revestir é o astral, como para nós é o físico. De forma que está numa  situação análoga àquela em que estará a humanidade quando atingir o  planeta F. Portanto, vivendo normalmente no corpo astral, é do mental que  se reveste quando quer passar a esferas superiores, tal qual nós ao  passarmos do físico para o astral. E se quiser entrar num corpo causal,  pouco mais esforços terá a fazer (estando, é claro, suficientemente  desenvolvido) do que nós para entrarmos no mental. Da mesma forma, o  Rupadeva vive normalmente no corpo mental, visto que o seu habitat é nos  quatro níveis inferiores, ou subplanos rüpa do plano mental; por sua vez  o Arüpadeva pertence aos três subplanos superiores e o seu corpo mais  material é o causal. Mas a manifestação dos Rüpadevas e dos Arüpadevas no  plano astral é tão extremamente rara como a materialização no plano  físico das entidades astrais, de forma que não há necessidade de nos  referirmos a eles neste trabalho sobre o plano astral.

Com respeito à  divisão interior — os Kâmadevas — seria um erro grosseiro considerá-los  incomensuravelmente superiores a nós, visto que muitos vieram de uma  humanidade a muitos respeitos inferiores à nossa cm desenvolvimento. A  média dos Kâmadevas é, em geral, superior à nossa, porque tudo que neles  poderia haver de mau, há muito que foi expurgado das suas fileiras; mas  sua disposição varia muitíssimo, de modo que pode haver entre nós  indivíduos que, pela sua nobreza, altruísmo e elevação espiritual, ocupem  na escala da evolução um grau mais elevado do que alguns deles. Pode-se  atrair-lhes a atenção por meio de certas evocações mágicas, mas a única  vontade humana que os pode dominar é a de uma classe elevada de Adeptos.  Têm em geral pequena consciência de nós, no plano físico, mas acontece  uma vez ou outra que um deles, tendo conhecimento de qualquer dificuldade  humana, que lhes excita a compaixão, venha em auxílio do homem, como  qualquer de nós faria a um animal que víssemos aflito. Mas no estado  presente da evolução, qualquer interferência da parte deles seria,  entenda-se bem, mais prejudicial que benéfica.

Acima dos Arüpadevas há  ainda quatro outras grandes divisões, e ainda acima e para além do reino  dos devas estão as grandes hostes dos Espíritos Planetários, espíritos  gloriosos, cuja consideração estaria deslocada neste manual. Conquanto  não possamos afirmar que pertençam exatamente a qualquer uma de nossas  classes, este é, talvez o melhor lugar para mencionar os admiráveis e  importantes seres, que são os quatro Devarâjas. Neste nome a palavra  "Deva" não deve ser tomada no mesmo sentido em que a temos usado até  aqui, pois não é o reino dos devas mas sim dos quatro "elementos", da  terra, água, ar e fogo, com seus internos habitantes, os espíritos  naturais e as essências, que estes quatro Reis governam. Acerca das  etapas de evolução que eles seguiram até chegar à presente culminância de  poder e sabedoria, nada sabemos; apenas podemos afirmar que o caminho da  sua evolução não tem nada de correspondente em nossa humanidade. Chamase-lhes também Regentes da Terra, e Anjos dos quatro pontos cardeais, e  os livros hindus chamam-lhes os Chatur Mahârâjas, dando-lhes os nomes de  Dhritarâshtra, Virudhaka, Virupaksha e Vâishrâvana.

Nos mesmos livros as  suas hostes elementais são chamadas Gandharvas, Kumbhandas, Nâgas e  Yakshas, respectivamente, sendo os pontos cardeais próprios de cada um,  Este, Sul, Oestee Norte, e as respectivas cores simbólicas branco, azul,  vermelho e dourado. A Doutrina Secreta descreve-os como "globos alados e  rodas de fogo", e até na Bíblia cristã, Ezequiel, ao tentar descrevê-los,  serve-se de expressões muito semelhantes. Não há religião nenhuma que na  sua simbologia não se refira a eles, tendo sido sempre objeto da mais  fervorosa reverência como protetores da humanidade. São eles os agentes  do Karma do homem durante a vida terrena, representando, por isso, um  papel da mais alta importância nos destinos humanos. As grandes  divindades kármicas do Cosmos (chamadas na Doutrina Secreta "Lipikas")  pesam as ações de cada personalidade quando, no fim da vida astral, se  realiza a separação final dos seus princípios, e dá, por assim dizer, o  molde para um duplo etérico, exatamente apropriado ao karma dessa  personalidade para o próximo nascimento físico. Mas são os Devarâjas,  senhores dos "elementos", de que esse duplo se compõe, que os combinam  nas proporções convenientes, de modo a realizar rigorosamente as  intenções dos Lipikas. São eles também que durante a vida inteira estão  vigilantes, para contrabalançar as mudanças que o livre arbítrio do homem  e dos que o cercam introduzem continuamente na sua situação, afim de que  o karma possa esgotar-se de uma forma ou outra, mas sempre sob a ação da  mais reta justiça. Na Doutrina Secreta, vol. I, págs. 122 a 126, ed.  inglesa, encontra-se uma erudita dissertação sobre estes seres  maravilhosos, que podem materializar-se à vontade em formas humanas,  conhecendo-se alguns casos que isso tem sucedido. Todos os espíritos  naturais superiorese legiões de elementais artificiais são seus agentes  na estupenda tarefa que lhes está distribuída, mas são os Devarâjas que  têm todos os fios nas mãos e os únicos responsáveis pela sua obra. Poucas  vezes se manifestam no mundo astral, mas quando o fazem, são, decerto, os  mais notáveis dos seus habitantes não-humanos. Qualquer ocultista  adivinhará que, assim como há sete classes de espíritos naturais e de  elementais, deve haver também sete e não quatro Devarâjas; mas para além  do círculo dos Iniciados pouco ou nada se sabe dos três primeiros, além disso, não se pode fazer revelações a seu respeito.
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Assuntos Místicos Generalistas / Banho de Chuva como Banho de Descarrego
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:08:51 pm »
"Um outro tipo de banho de descarrego e harmonização, são os Banhos Naturais, ou Banhos na Natureza, estes banhos são excelentes pois permitem-nos receber em pleno a vibração da Natureza. São exemplo disso, os banhos de cascata, de mar, de água da fonte, de chuva, de rio, etc.
 São banhos que realizamos em locais de vibração da natureza, onde as energias são abundantes. Neste caso, não precisamos nos preocupar em não molhar a cabeça, a única preocupação é termos de encontrar lugares não poluídos que infelizmente são cada vez menos.
Entre os Banhos na Natureza, temos que destacar o Banho de Chuva que é uma lavagem do corpo e limpeza espiritual de grande força, deve ser feito num local resguardado, de preferência numa clareira no meio da mata e deve ser tomado com o corpo totalmente nu. Após o banho, sem secar, deve ser vestida roupa seca, e a pessoa deve sair do local e não voltar ao mesmo sitio durante pelo menos um ano."
in Casa da Mãe Grande

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Assuntos Místicos Generalistas / Doreen Virtue publica vídeo polémico (em inglês)
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:08:23 pm »
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Assuntos Místicos Generalistas / Como livrar sua casa de espíritos
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:07:55 pm »
Como livrar sua casa de espíritos

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Mesmo que se acredite que alguns deles são bons, espíritos ruins podem ter sérios efeitos negativos na sua vida (house image by Earl Robbins from Fotolia.com)

Geralmente, mudar para uma casa diferente pode significar que a energia deixada pelas pessoas que lá viveram anteriormente ainda pode estar presente. Apesar de alguns espíritos serem bons, espíritos maus podem causar efeitos negativos graves em sua vida. No mundo paranormal e cristão, essas energias são chamadas de espíritos. Livrar sua casa deles irá produzir um ambiente mais calmo e melhor para se viver, sem influências negativas.
 

O que você precisa?
Água ou óleo bento, Incenso ou velas


Instruções

1
Faça a unção da sua casa. Os cristãos geralmente usam óleo bento, como azeite de oliva, e água benta para ungir os objetos. Quando você estiver ungindo sua casa, foque nas portas de entrada e saída. Você também deve ungir mais os lugares onde você sente a influência dos espíritos. Outras maneiras de fazer a unção podem incluir usar fumaça de objetos como incensos ou velas.

2
Reze nas áreas mais infectadas. Meditação, desejos bons e orações convencionais são maneiras de orar nas áreas onde os espíritos são mais presentes. Pare nesses lugares depois de ungir a casa inteira e reze ou medite uma oração para que os espíritos saiam.

3
Expulse espíritos malignos. Alguns deles serão mais teimosos para serem expulsos do que outros. Quando esse é o caso, você deve parar e identificar a natureza dele. Chamar o espírito vai permitir que ele saiba que você está falando diretamente com ele. Depois de fazer isso, você deve repreendê-lo. Dizer palavras como "espíritos de violência, saiam dessa casa agora" ou frases semelhantes deve funcionar. Dizer a eles por qual autoridade você está falando, como "em nome de Cristo" ou frases similares, também ajudará a expulsar o espírito ao mesmo tempo em que o deixa saber que ele é indesejado.

4
Recuse as influências deles. Em muitos casos, os espíritos irão lutar depois de serem expulsos. Isso significa que eles vão tentar fazer um grande estrago quando estiverem saindo de uma casa. Recusar a influência dos espíritos sobre você reforçando sua vontade e determinação é fundamental nesse momento. Isso ajudará você a evitar uma guerra espiritual que às vezes pode ter alguns envolvimentos físicos. Abrir um caminho físico, como uma porta ou janela, que permite uma saída mais fácil do espírito para o lado de fora irá acelerar a saída dele. Isso funciona como as crenças que acreditam que o relâmpago (energia) procura pelo caminho de menor resistência para o chão.

5
Chame um profissional. A ajuda profissional de um conselheiro espiritual pode ser inestimável. Algumas religiões baseadas no Cristianismo, como o Catolicismo, também acreditam que esses tipos de rituais só podem ser realizados por padres e evangelistas. Conselheiros espirituais vão ajudar a fortalecer o processo, além de darem conselhos importantes.


Dicas & Advertências
Novos itens que forem levados para casa também devem receber oração e serem "desinfetados espiritualmente" dos espíritos ruins para evitar contaminação espiritual cruzada.
Todos os espíritos detectados na casa devem ser verificados por outras fontes externas antes de fazer a limpeza, remoção ou exorcismo.
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Descubra o significado das cores dos olhos, e o seu efeito no ambiente e em sua vida cotidiana:

QUEM TEM OLHOS VERDES
Sem espiritualidade: são manipuladoras, são muito mentirosas e usam da sedução para conseguir seus objectivos.

Com espiritualidade: Acalmam emoções e ambientes, e também aceitam muitas vezes o perdão de outras pessoas.

OLHOS AZUIS:

Sem espiritualidade: Fria e egoísta. Só querem saber delas próprias.

Com espiritualidade: Limpa o ambiente e retiram as dores nas pessoas. Quando essa pessoa olha outra nos olhos, abre o seu portal da felicidade.

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OLHOS CASTANHOS (MARRON):

Sem espiritualidade: Arranja muitas brigas, e às vezes, é injusta, e barraqueira.

Pessoas espirituosas: É uma pessoa forte. Faz terremotos, mas sem afetar ninguém, coloca autoridade e ordem onde pisa, com muita força e respeito e espiritualidade.

OLHOS MEL (CASTANHO CLAROS)

Pessoas sem espiritualidade: São completamente falsas. É interesseiro preconceituoso. Se joga nas pessoas para conseguir seus objetivos.

Pessoas espirituosas: Se você gosta de mel quer dizer que você é uma pessoa evoluída, mais próxima de encontrar a iluminação, é uma “mãezona” ou um “paizão” para a humanidade..

OLHOS QUE MUDAM DE COR:

Esse camaleão entra e se adapta em qualquer ambiente, para jogar umas pessoas contra as outras, a fim de conseguir seus objetivos. Manipula para conseguir seus objetivos.

Pessoas espirituosas: mantém a capacidade de conseguir entrar e se adaptar em qualquer grupo e vibração, para levar luz. Ela se adapta tão bem e consegue tirar pessoas das trevas e trazer para a luz.

OLHOS CINZA:

Geralmente encontrado em recém-nascidos e idosos. Significando que eu não sei da vida, não entendo é o reflexivo, introspectivo e fechado. Perdeu as cores e as emoções.

Em pessoas sem espiritualidade: É triste e leva a vida num desânimo, ao olhar para alguém poderá causar depressão e desânimo.

Em pessoas espirituosas: Traz sossego às pessoas, ás fazem pensar e rever seus conceitos e atitudes.

OLHOS NEGROS:

Pessoas sem espiritualidade: Nasceu para matar! Ele olha para você e você se sente mal, porque ele entra em sua essência e destrói tuas energias só pelo olhar.

Em pessoas espirituosas: Se é um olho preto com luz. Você olha e ainda sente medo. Só que desta vez, ele mata o que tem de ruim dentro de você.

 

Via: SomosArts.com
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Enigmas e Mistérios / Os mistérios do sangue e a cura emocional da mulher
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 03:47:01 pm »
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A primeira e mais antiga forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. Olhando o céu e contando os dias para a chegada da menstruação ou para a confirmação da gravidez, as mulheres criaram os primeiros calendários e estabeleceram as bases do conhecimento místico e mágico da Lua. A raiz da palavra “menstruação” vem do latim mens e significa “lua” e “mês”.

Para os povos antigos, a menstruação era um dom dado às mulheres pelas Deusas para que elas pudessem criar e perpetuar a própria vida. A sincronicidade do ciclo lunar e menstrual refletia o vínculo entre a mulher e a divindade, pois ela guardava o mistério da vida em seu corpo e tinha o poder de tronar real o potencial da criação. Esses ciclos também refletiam oas estações e mudanças da natureza, o ventre aparecendo como receptáculo da vida eterna, simbolizado pelo cálice, caleirão ou Graal em vários mitos. Todos os homens nascem da mulher, seus corpos são formados do tecido de seu útero, o sangue que corre na veia do recém-nascido é o sangue de sua mãe. O poder da mulher vem através de seu sangue, por isso ela não deve temê-lo ou desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado, imantado com o poder que liga a mulher à Fonte da Criação.

Considerada pelos povos antigos como a “Flor da Lua” ou o “néctar da Vida”, a menstruação passou a ser denegrida e desprezada pelas sociedades patriarcais, que a consideravam a origem do poder maligno da mulher, a marca do demônio, o castigo dado a Eva por ter transgredido as regras e obediência e submissão. Enquanto que nas sociedades matrifocais as  sacerdotizas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas professias durante os etados de extrema eansibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres “videntes”. E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as superstições referente ao sangue menstrual.

“Tabu” é uma palavra de origem polinésia , cujo significado – “sagrado” – refere-se a tudo aquilo que por ser imbuído de poder especial chamando mana nao podia ser tocado ou usado por pessoas que não estivessem preparadas para lidar com essa energia, o que poderia lhes ser prejudicial. O sangue mesntrual ou pós-partum era impregando de man, sendo por isso considerado sagrado, ou seja tabu.

Com o passar do tempo, o significado da palavra tabu foi deturpado para proibido, reendo uma conoação negativa e até mesmo perigosa, preincipalemnte para homens que temiam esse poder misterioso da mulher. Esse temos vinha do fato de que o homem, quando sangrava, era por ferimento ou doença, com consequências quase sempre fatais.

Infelizmente, milêncios de supremacia e dominios patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até memso seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. Reuzidas a mera reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foramconsideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!

Não mais o respeito e a veneração pelo poder sagrado de seu sangue, mas a vergonha, a repulsa, o silêncio sobre “aqueles dias”, as  ausações e explicações cinetíficas dos estados depressivos, explosivos ou da mudança de humor como algo mórbido, que deveria sert ratado com remédios ou indiferença.

Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação nas Cabanas ou Tendas da Lua, onde as mulheres se isolavam para recuperar sua energia e abrir seus canais psíquicos para o intercâmbio com o mundo espiritual, a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e a nenergia da Lua. O resultado é  tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo deseordenado, o deconhecimento dos “Ritos de Passagem” edos “Mistérios da Mulher”.  As meninas passam por sua menarca sem nenhuma preparação ou celebração, aprendendo, muitas vezes, as verdades sobre seus corpos de forma dolorosa ou prejudicial. Ao chegar na menopausa, a mulhersente-se marginalizada, desprezada, envelhecida, sem receber apoio ou ensinamento  de ocmo atravessar e aproveitar essa nova fase plena de possibilidades e de sabedoria.

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 Pelo resurgimento do Sagrado Feminino, as mulheres estão reaprendendo o verdadeiro valor sagrado de seus corpos, de suas mentes e de seus corações. Restabelecem-se os rituais de passagem, celebrando as fases de transição na vida da mulher: a menarca – primeira menstruação – , a maturidade sexual, a gestação, o parto e a menopausa.

É imperativo à mulher contemporânea recuperar a sacralidade de sua biologia. ara isso, ela deve lembrar seus antigos conhecimentos, compreender os verdadeiros mitos e arquétipos de sua natureza lunar, reconhecer o poder mágico de seu ventre e sua conexão com a Deusa.

A sociedade atual, altamente industrializada e intelectualizada, é carente de Ritos de Passagem e Celebrações, preocupando-se apenas com a produtividade, o consumismo e o modismo.

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 É vital para a mulher moderna suprir essa lacuna lendo e reaprendendo as antigas tradições, usando sua intuição e sabedoria para adaptá-las à sua realidade moderna, celebrando os Ritos de Passagem.

Esse ato de “acordar” e “relembrar” reconecta a mulher à sua esência verdadeira, dando-lhe novs meios para viver de forma mais plena, harmônica, mágica e feliz.

Extraído do Anuário da Grande Mãe – Mirella Faur.

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Aquilo Que Nem O Cristo, tão pouco Deus Jamais Fará Por Você

Nenhum homem pode fazer um mundo melhor como é o Universo: perfeito e harmonioso. Nenhum homem é capaz de converter outro homem.  Nem Jesus, durante a vida na terra, converteu ninguém, nem mesmo conseguiu impedir que um dos seus discípulos se pervertesse. Portanto, ninguém tem o poder para melhorar nada do que foi criado.

Uma coisa, porém, você pode fazer que nem Deus nem o Cristo podem fazer por você ou em seu lugar: fazer-se bom. Ninguém, exceto você, se pode fazer bom. Ninguém pode ser bom em seu lugar.

Você foi criado com a potencialidade de ser bom, mas você pode se fazer bom ou não. Você pode se fazer melhor do que Deus lhe fez – e também posso se fazer pior. É esta a onipotência do livre-arbítrio, para o Bem e para o Mal. Você esta aqui na Terra para fazer por si mesmo o que ninguém pode fazer – está aqui para se fazer bom.

A creaturidade que lhe foi dada deve manifestar-se em criatividade positiva para o bem. Mas que quer dizer ser bom? Ser bom é tornar explícito a sua natureza implícita. Ser bom é conscientizar de que as boas obras que  faz é a manifestação do poder criativo que você herdou da Divindade.

Ser bom é se convencer que dentro de si tem um tesouro oculto. Convencer-se de que deve fazer com que esse tesouro se manifeste. Ser bom é saber que você é a luz do mundo, mas que não deve deixar a sua luz debaixo de uma mesa e sim no alto do candelabro. Como recomendou o Cristo. Ser bom é conscientizar que a sua alma é uma pérola preciosa, que deve trazer à tona do oceano da sua vida.

Ser bom é fazer transbordar a experiência mística na vivência ética da fraternidade universal dos homens. Ser bom é fazer extremamente no seu Agir o que você faz internamente no seu Ser. Mas, se você não se fizer bom como pode e deve, a sua vida na Terra será frustrante, pois terá vivido 50, 60, 80 anos ou mais sem saber por quê.

Texto de Huberto Rohden, adaptado pelo Portal Raízes.
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Mitos Urbanos, Lendas & Superstições / Coruja será o sinal da Morte?
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 03:44:19 pm »
Por ser uma ave de rapina noturna, que possui garras e enxerga na escuridão, a coruja pode simbolizar a lua, o misticismo, o bom augúrio; todavia, simbologias atribuídas a este animal variam bastante de cultura para cultura, sendo que muitas delas associam essa ave ao simbolismo espiritual. Para os aborígenes australianos a coruja representa a alma das mulheres.

Por outro lado, muitas crenças associam a coruja com a morte, o desastre, o azar, que por meio de grito ruidoso e olhar penetrante, elas avisam que algo de ruim acontecerá. Não obstante, nalgumas culturas antigas a coruja representava o governante da noite, guardião do submundo e protetor dos mortos.
 Assim, para os astecas, povo pré colombiano que vivia na Península de Yucatán, a coruja simbolizava o "Deus dos Infernos". Sem espanto, algumas culturas creem que as corujas são animais que vêm à terra para comerem as almas dos moribundos. Na Europa, durante a época medieval corujas eram consideradas bruxas disfarçadas. Ainda hoje, a coruja é a divindade da morte e guardiã dos cemitérios.

Na Mitologia Grega, o símbolo de Atena, a deusa da sabedoria e da justiça, era uma coruja uma vez que ela possuía um mascote que, segundo a lenda, lhe revelava os segredos da noite mediante seu poder de clarividência, inspirados pela lua. Atenas corresponde a deusa Romana Minerva, deusa das artes e da sabedoria, que também era representada por uma coruja. Assim, devido à sua capacidade de ver à noite, a coruja foi invocada pelos gregos e também por nativos americanos como um oráculo do conhecimento oculto com poder de clarividência. Em outras palavras, quando os homens dormem, as corujas com seus olhos luminosos, arregalados e, sobretudo, sua visão de longo alcance, inspirada pelo luar, desvendam mistérios pois "enxergam o todo".

Além disso, na mitologia Grega, a coruja representa a figura de Ascáfalo (quando é metamorfoseado), filho de Aqueronte e da Ninfa Orfne e Guarda de Plutão, o Deus dos Mortos. Importante ressaltar que do grego, o termo "coruja" (Gláuks) significa "brilhante, cintilante", enquanto no latim (Noctua) representa a "Ave da noite".

Uma das divindades hindus chamada "Lakshmi", a deusa da prosperidade e da sabedoria, também é representada por uma coruja, nesse caso, branca.
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