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Definição de Magia (de Aleister Crowley)
« em: Novembro 28, 2017, 01:56:46 pm »
I Definição de Magia


É a Ciência e a Arte de causar Mudanças em conformidade com a Vontade.

(Ilustração: É minha Vontade informar o Mundo de certos factos de meu conhecimento. Eu por sua vez reúno “armas mágicas”, caneta, tinta, e papel; eu escrevo “encantamentos” – estas frases – numa “linguagem mágica”, por exemplo, que são compreendidas pelas pessoas que desejo instruir; eu invoco “espíritos”, como impressoras, editores, livreiros e por aí, e obrigo-os a transmitir a minha mensagem ás pessoas. A composição e distribuição deste livro é um acto de Magia, pelo que, causo Mudanças a tomar lugar em conformidade com a minha Vontade)”


II Postulado


QUALQUER Mudança requerida pode ser efectuada através da aplicação de determinada espécie e grau de Força apropriados, através de um mediador apropriado, aplicado no objecto apropriado.


III Teoremas


1 Todo o acto intencional é um Acto Mágico.

2 Todo o acto bem-sucedido tem conformidade com o postulado.

3 Toda a falha prova que um ou mais requerimentos do postulado não foram preenchidos.

4 O primeiro requisito para causar qualquer mudança é através da compreensão qualitativa e quantitativa das condições.

5 O segundo requisito de causar qualquer mudança é a habilidade prática de colocar no movimento correcto as forças necessárias.

6 “Todo o homem e toda a mulher são uma estrela”

7 Todo o homem e toda a mulher têm um curso próprio, dependendo em parte do eu, e em parte do ambiente, que é natural e necessário aos dois. Alguém que é forçado a sair do seu curso, seja por não compreender-se a si mesmo, ou por oposições externas, entra em conflito com a ordem do Universo e sofrerá de acordo com isso.

8 O homem cuja vontade consciente está em desacordo com a sua Verdadeira Vontade está a desperdiçar a sua força. Ele não poderá influenciar o seu ambiente com eficácia.

9 O homem que está a fazer a sua Verdadeira Vontade tem a inercia do Universo para assisti-lo.

10 A Natureza é um fenómeno contínuo, através do qual não sabemos, em todos os casos, como as coisas estão conectadas.

11 A Ciência possibilita-nos tomar vantagem da continuidade da Natureza através da aplicação empírica de certos princípios que cuja interacção envolve diferentes ordens de ideias conexas entre si num modo para além da nossa presente compreensão.

12 O Homem é ignorante sobre a natureza do seu próprio ser e dos seus poderes. Até mesmo a ideia da limitação é baseada na experiência do passado, e a cada passo no seu progresso é estendido o seu império. Não há, portanto, razão alguma para assumir limites teóricos perante o que este poderá tornar-se ou que poderá fazer.

13 Todo o homem é mais ou menos consciente que a sua individualidade compreende algumas ordens de existência, mesmo quando ele mantém estes princípios subtis, são meramente sintomáticos de mudanças no seu veiculo grosseiro. Uma ordem similar pode ser estendida por toda a natureza.

14 O homem é capaz de ser, usar, o que quer que perceba, pois tudo o que ele compreende é de alguma forma, parte do seu ser. Ele pode subjugar todo o Universo do qual é consciente à sua Vontade individual.

15 Toda a força no Universo é capaz de ser transformada em qualquer outra espécie de força através do uso de meios adequados. Há, assim, uma fonte inesgotável de qualquer tipo particular de força que precisemos.

16 A aplicação de qualquer força afecta todas as ordens do ser que existem dentro do objecto na qual é aplicada, qualquer uma destas ordens é directamente afectada.

17 Um homem poderá aprender a usar qualquer força para servir qualquer propósito, tirando vantagem dos teoremas acima.

18 Poderá atrair para si mesmo qualquer força do Universo através de fazer-se um ajustado receptáculo para a mesma força, estabelecendo uma conexão com ela, e arranjando condições para que a natureza que o compele flua sobre ele.

19 Quando o homem sente-se separado de, e oposto a, o Universo age como uma barreira face às suas tendências. Isolando-o.

20 O homem apenas pode atrair e empregar as forças para o qual é verdadeiramente ajustado.

21 Não há limite para a extensão das relações de qualquer homem com a essência do Universo; pois assim quando o homem se faz uno com qualquer ideia os meios da medida cessam de existir. Mas o poder de utilizar esta força é limitado pela sua capacidade e poder mental, e através das circunstâncias do seu ambiente humano.

22 Todo o individuo é essencialmente suficiente para si mesmo. Mas ele estará insatisfeito para consigo mesmo até estabelecer-se e posicionar-se numa relação correcta com o Universo.

23 A Magia é a Ciência de compreender-se a si mesmo e suas próprias condições. É a Arte de aplicar essa compreensão em acção.

24 Todo o homem tem um direito imprescritível de ser o que ele é.

25 Todo o Homem deve fazer Magia a cada momento que ele age ou pensa, uma vez que o pensamento é um acto interno cuja influência acaba por afectar a acção, que ele não pode realizar no momento.

26 Todo o Homem tem o direito da auto preservação, para realizar-se ao máximo.

27 Todo o Homem deve fazer da Magia a nota chave da sua vida. Ele deve aprender suas leis e viver por elas.

28 Todo o Homem tem o direito de realizar a sua própria Vontade sem medo que isso interfira com os outros; pois se ele estiver no seu próprio lugar, a culpa é dos outros que interferem com ele. “


LIBER ABA | Parte três: Magia na Teoria e Prática – Aleister Crowley


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Especialista em Trabalhos de Ocultismo
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