Autor Tópico: Evolução Espiritual = Moral ou Ética?  (Lida 33 vezes)

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Online Mestre_Cruz

Evolução Espiritual = Moral ou Ética?
« em: Novembro 28, 2017, 01:55:00 pm »
 Com frequência somos confrontados com a ideia de que a moralidade ou ética são as ferramentas adequadas para evoluirmos espiritualmente, mas será que elas estão mesmo relacionadas com a evolução espiritual do Homem?

Para abordar a questão de forma concisa devemos parar um pouco e compreender melhor o que entendemos por “Evolução Espiritual”. Como se processa esta progressão espiritual; será ela grupal ou individual; será ela opcional; qual é o seu objectivo?

Em primeiro lugar, se reconhecemos evolução espiritual, temos que reconhecer um “espírito“, uma entidade ou forma de vida que vai para além do comum corpo físico que temos no presente momento; temos também que reconhecer que ele está em desenvolvimento e que pelo menos parte dele não é “Perfeito“, que precisa de ser trabalhado conscientemente ou não.

Se vislumbrarmos os conceitos das várias religiões e tradições espirituais, rapidamente apercebemos-nos que existem tantas respostas diferentes quanto os diversos credos.
Alguns filiados, aos vários credos, dirão que a evolução se baseia no amor e perdão; outros no estudo de determinada doutrina ou livro sagrado; outros dirão que é através do abandono do Ego e no desprendimento material; na prestação de serviços de caridade; na oração; na prática de exercícios esotéricos; no alinhamento e equilíbrio com a Natureza; no alívio do sofrimento do próximo; na busca avida e incessante por conhecimento, na acumulação de experiências, outros dirão ainda que não há evolução espiritual porque a Alma é perfeita.
Mas de todas estas ideias, qual será a certa, serão todas correctas? Poderá nenhuma delas ser verdadeira?

Muitos lideres religiosos ou mentores espirituais não ousariam saltar de seus tronos, esticando o seus dedos indicadores autoritários arrogando-se detentores de uma Verdade absoluta a respeito do que abordámos acima. Serão estes homens mais especiais do que os seus seguidores? Porquê que eles têm autoridade de construir uma conduta moral “Verdadeira” e todos os outros não? Personalidades carismáticas têm o condão de impressionar mentes desnorteadas, demasiado perdidas nelas mesmas e desesperadas por qualquer tipo de orientação… pessoalmente estes pobres desorientados parecem mais próximos da realidade que os lideres e mentores supramencionados…

Estas pessoas “perdidas“, de modo directo ou não, aperceberam-se do deserto que é o “mundo“. Só não aprenderam a lidar com isso, maioritariamente por razões sócio-culturais que herdaram de suas famílias. Sem se aperceberem, idealizam nos seus mentores uma figura ideal e superior, que através da qual são elevados ao nobre destino espiritual em que acreditam.
Ninguém tem A Resposta, mas todos poderão ter a sua ideia própria face ao problema que reflectimos. Nada há de errado em relação a isso.

A qualidade do que é “espiritual” é demasiado vasta, pouco concisa e abarca uma pluralidade de interpretações/congeminações humanas que torna impossível abordar o assunto sem que caíamos na falácia da letra. A verdade é que o que é espiritual para uns, não é para outros! Tudo é baseado na crença, e a crença é subjetiva. Cada personalidade tem um temperamento próprio, todas as doutrinas que generalizam e promulgam Uma doutrina moral, na verdade estão a matar a individualidade de quem é coagido a aceitar tal código.

Não sou radical ao ponto de defender a abolição das religiões, tradições espirituais, ordens iniciáticas ou outros grupos do mesmo tom; acho muito bom estes corpos existirem, e acredito que o indivíduo possa tirar proveito destas organizações se souber comportar-se dentro das mesmas. O verdadeiro problema está no individuo que as frequenta e deixa que o seu sentido critico e individual lhe escorra entre os dedos, tornando-se escravo de preceitos que provavelmente nem compreende inteiramente. Estas escolas de pensamento são optimas quando o  individuo não se dilui nelas, quando vai viver novas experiências que complementem e o ampliem na sua existência individual, e não quando a sua existência se limita a aumentar essas instituições!

Respondendo à primeira pergunta desta reflexão. Para mim a moralidade ou ética que não seja formulada de modo independente e pelo próprio indivíduo é uma limitação e vai contra o sentido do que é “evolutivo”. Se um conjunto de valores estagnado se perpetua roboticamente, nada evolui apenas se mantém o que já existia. Portanto  é necessário que estes valores sofram alterações, é essa mutabilidade que os irá incrementar, ela é a componente fértil que imensas personalidades resistem em aceitar. Estas regras morais limitam o individuo a agir em determinado contexto e impossibilitam-no de experimentar a transgressão das mesmas normas, aumentando com ela o seu manancial de experiência. A Liberdade de pré-concepções é o meio mais saudável do indivíduo acumular experiências e conhecimentos de modo saudável com ausência de sentimentos ilusórios de culpa ou outros conflitos psicológicos. Se existir Evolução Espiritual, para mim, ela terá que ser natural (subconsciente) tal como a evolução das espécies e a formação dos corpos celestes. O que não impossibilita o indivíduo desenvolver conscientemente as suas faculdades através de qualquer tipo de prática. Não existem “special ones“, todos somos capazes de nos aperfeiçoar-mos através da prática, persistência e Vontade. Um mau desenhador pode tornar-se num bom desenhador se treinar e repetir a sua insistência diariamente em direcção a esse objetivo. Isto aplica-te a tudo o resto.

E para vocês caros(as) leitores(as), quais são as vossas ideias?

Fonte:Sem permissão para ver links. Regista te ou Entra

Sem permissão para ver imagens. Sem permissão para ver links. Regista te ou Entra



Especialista em Trabalhos de Ocultismo
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