Autor Tópico: Mediunidade Ostensiva - como desenvolver  (Lida 97 vezes)

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Offline Neferus

Mediunidade Ostensiva - como desenvolver
« em: Abril 03, 2017, 05:04:19 pm »


Mediunidade ostensiva como desenvolver: regras, exercícios e sugestões

No capítulo XVII de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec descreve algumas regras, exercícios e sugestões de como iniciar o desenvolvimento e a educação para a mediunidade. Vejamos dois trechos deste capítulo:
 “Coisa ainda mais importante a ser observada, do que o modo da evocação, são a calma e o recolhimento, juntas ao desejo ardente e à firme vontade de conseguir-se o intuito. Por vontade, não entendemos aqui uma vontade efêmera, que age com intermitências e que outras preocupações interrompem a cada momento; mas, uma vontade séria, perseverante, contínua, sem impaciência, sem febricitação. A solidão, o silêncio e o afastamento de tudo o que possa ser causa de distração favorecem o recolhimento. Então, uma só coisa resta a fazer: renovar todos os dias a tentativa, por dez minutos, ou um quarto de hora, no máximo, de cada vez, durante quinze dias, um mês, dois meses e mais, se for preciso.”
 “No médium aprendiz, a fé não é a condição rigorosa; sem dúvida lhe secunda os esforços, mas não é indispensável; a pureza de intenção, o desejo e a boa vontade bastam. Têm-se visto pessoas inteiramente incrédulas ficarem espantadas de escrever a seu mau grado, enquanto que crentes sinceros não o conseguem, o que prova que esta faculdade se prende a uma disposição orgânica.”
O Livro dos Médiuns é um poderoso aliado para quem quer aprender mais e um guia indispensável para os irmãos de ideal espírita que desejam desenvolver a mediunidade que já se mostra ostensiva. Veja:
 “Seu objetivo [o livro] consiste em indicar os meios de desenvolvimento da faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de modo útil, quando ela exista.”
 
Quais os obstáculos e perigos para quem tem mediunidade ostensiva?
A mediunidade, para servir de instrumento de caridade para com o próximo, depende de ser conhecida, ou seja, estudada, aprendida e direccionada ao bem. A mediunidade ostensiva, quando o médium que dela é dotado desconhece este fenómeno, pode vir a ser um grande problema, pois sem o controle e o conhecimento necessários as comunicações podem acontecer em locais impróprios, em momentos inoportunos, trazendo, às vezes, constrangimento. Quando o médium não é “educado”, normalmente as manifestações são trazidas por espíritos mal intencionados que podem desestabilizar a vida do médium. Neste caso, a mediunidade ostensiva, que é uma dádiva, uma oportunidade de melhoramento para ser usada em prol do bem ao próximo, pode ser também uma prova muito difícil e causar problemas ao médium ao invés de ajudá-lo em seu desenvolvimento moral.

“Poderia a mediunidade produzir a loucura?
Não mais do que qualquer outra coisa, desde que não haja predisposição para isso, em virtude de fraqueza cerebral. A mediunidade não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen; porém, existindo este, o bom-senso está a dizer que se deve usar de cautelas, sob todos os pontos de vista, porquanto qualquer abalo pode ser prejudicial.”

O maior perigo para o médium que não controla sua mediunidade é justamente incorrer em obsessão, que é o domínio do espírito sobre os sentimentos e pensamentos do médium. A obsessão pode ser simples, quando as influências são menos notadas e se manifesta por situações comuns como as pequenas irritações, os maus humores, as tristezas repentinas, etc. Pode também ser uma fascinação, em que o médium já não age mais por sua vontade, pois seus pensamentos são inteiramente controlados pelo espírito malfeitor. Ou Pode ser a subjugação, estágio em que o médium age inteiramente sob o domínio do espírito obsessor. É o caso que até pouco tempo se conhecia pelo termo “possessão”. Nessa situação extrema, o médium não age mais por si, é o espírito maldoso que o domina completamente, sua mente e seu corpo, levando o médium a cometer atos extremamente perigosos, para si e para outros.

Estes irmãos mal-intencionados costumam se aproveitar da inocência e falta de conhecimento para impressionar os médiuns e, posteriormente, conseguir obsediá-los. Se esta tática descaridosa funciona com eficiência em pessoas adultas, imagine o mal que pode causar em jovens e crianças. É sobre isso que nos alerta um irmão espiritual auxiliador, no Livro dos Médiuns:

“A prática do Espiritismo, como veremos mais adiante, demanda muito tato, para a inutilização das tramas dos Espíritos enganadores. Se estes iludem a homens feitos, claro é que a infância e a juventude mais expostas se acham a ser vítimas deles.”
Para estudar mais e encontrar respostas a essas e outras dúvidas, O Livro dos Médiuns merece sua total atenção. Você agora dispõe de tempo hábil para ler e estudar o livro, porque já existe uma versão em áudio. O retorno mais rápido e comprovado dos estudos.

 Você pode, por exemplo, baixar o Audiobook completo deO Livro dos Médiuns em  Sem permissão para ver links. Regista te ou Entra.
Referências
Todos os trechos presentes neste artigo foram retirados deO Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, acessado no endereçowww.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/136.pdf em 03/06/2015

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