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Outras Abordagens e Conhecimentos Espirituais / Exercício com a Chama Violeta
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 11:36:30 pm »
Visualize o fogo violeta flamejando em todo seu corpo físico.....
Flamejai chama violeta (3x)
Purifica, Purifica, Purifica; (3x)
Transmuta,Transmuta,Transmuta; (3x)
Liberta, Liberta, Liberta (3x)
Da minha coluna, do meu sistema nervoso central, em meus 32 corpos sutis, do meu DNA e da
minha memória celular todo medo, raiva , traumas, sofrimentos,
doenças.____________________________________
Flamejai chama violeta (3x)
Purifica, Purifica, Purifica; (3x)
Transmuta,Transmuta,Transmuta; (3x)
Liberta, Liberta, Liberta (3x)
Depois visualize a Chama Violeta entrando pela sua cabeça e saindo pelo plexo solar, ao fazer
isso você estará limpando profundamente seu CORPO EMOCIONAL. Imagine saindo todo
medo, todo trauma,
Flamejai chama violeta (3x)
Purifica, Purifica, Purifica; (3x)
Transmuta,Transmuta,Transmuta; (3x)
Liberta, Liberta, Liberta (3x)
Declare várias vezes por dia: “Eu Sou o Poder da Chama Violeta do Bem Amado Mestre Saint
Germain, da Mãe Kuan yn, transmutando, transmutando, transmutando, libertando, libertando,
libertando, toda energia do medo, pânico, dificuldade financeira, bloqueios energéticos e
materiais....
Termine o exercício ativando a Chama Dourada, ou a Chama Trina em todo seu corpo.
Depois faça o mesmo com a chama dourada, deixe entrar pela sua cabeça e sair pelo plexo
solar. Agora visualize um Grande Sol na sua cabeça e a chama dourada desce e sai pelo seu
plexo solar, visualize brilhando como um SOL, tão brilhante, tão luminoso. Agora seu corpo é
um SOL, você está dentro do SOL, e ele está nutrindo todas as suas células, seus órgãos, seu
ser...

Experimentem!
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Outras Abordagens e Conhecimentos Espirituais / Bushi-Do - o caminho do Guerreiro (Japão)
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 11:35:55 pm »
Bushido[1] (武士道?) literalmente, "caminho do guerreiro", é um código de conduta e modo de vida para os Samurai (a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), vagamente semelhante ao conceito de cavalheirismo que define os parâmetros para os Samurais viverem e morrerem com honra.

É originário do código moral dos samurai e salienta a frugalidade, fidelidade, artes marciais, mestria e honra e até a morte. Nascido de duas principais influências, a existência violenta do samurai é atenuada pela sabedoria e pela serenidade do Confucionismo e do Budismo. O Bushido foi desenvolvido entre os séculos IX e XII e inúmeros documentos traduzidos a partir dos séculos XII e XVI demonstraram a sua grande influência em todo o Japão,[2] embora alguns estudiosos tenham mencionado que o "termo Bushidō em si é raramente mencionado na literatura pré-moderna".[3]

Durante o período da ditadura militar feudal Xogunato Tokugawa estabelecida no Japão em 1603 por Tokugawa Ieyasu, os aspectos do Bushido ficaram formalizados no Direito Feudal japonês[4]

Influências:
O Bushido foi formado e influenciado pelos conceitos do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo.[5] A combinação dessas doutrinas e religiões formaram o código de honra do guerreiro samurai, conhecido por Bushido.

Em função das influências do Budismo, os samurais não temiam a morte, pois acreditavam na existência da vida após a morte: (ex: kamikazes) renasceriam no encargo de guerreiro em suas contínuas reencarnações. Os samurais também não temiam os perigos, uma vez que as técnicas de meditação do Zen foram usadas como um meio de limitar esse temor. Com os ensinamentos Zen, os samurais buscavam entrar em harmonia com o seu Eu interior e com o mundo à sua volta. O desapego era a base do samurai e, com a prática do desapego, os samurais formaram a maior casta de guerreiros que já existiu.

O Bushido foi influenciado também pelos preceitos do Xintoísmo, como a lealdade, o patriotismo, e a reverência aos seus antepassados. Com tal lealdade para com a memória de seus ancestrais, os samurais empenham essa mesma reverência ao imperador e ao seu daimyo ou senhor feudal. O Xintoísmo também fornece a importância para o patriotismo com o seu país, o Japão. Eles crêem que a Terra não existe apenas para suprir as necessidades das pessoas. "É a residência sagrada dos deuses, dos espíritos de seus antepassados…" A Terra deve ser cuidada, protegida e alimentada por um Amor intenso.

O Confucionismo oferece ao Bushido a sua crença em relação aos seres humanos e às suas famílias. O Confucionismo ressalta o dever filial e as relações entre senhor e servo, pai e filho, marido e mulher, irmão mais velho e mais novo e entre amigos mais velhos e mais novos, que são seguidas pelos samurai. Junto com estas virtudes, o Bushido também prega a justiça, benevolência, coragem, amor, sinceridade, honestidade e autocontrole. A justiça é um dos principais fatores no código do samurai, assim como o amor e a benevolência, que são suntuosas virtudes dos samurais.
   
O seu maior princípio era buscar uma morte com dignidade, conforme expresso no Hagakure (oculto nas folhas), um dos mais importantes tratados acerca do Bushido, escrito por Yamamoto Tsunetomo, um samurai da província de Nabeshima, actual Saga, em 1716.

Um samurai jamais poderia se entregar e deveria estar sempre preparado para a morte. Além disso, a honra do samurai, de seus antepassados e de seu senhor deveria ser preservada por ele. Outro aspecto importante é que um samurai jamais pode fugir de uma luta, mesmo apenas um único samurai contra um exército de oponentes. O samurai também deve estar sempre do lado da justiça e ter compaixão com seu inimigo derrotado ou mais fraco. Lealdade, etiqueta, educação e noção de gratidão eram outras coisas que o Bushido pregava. Um samurai honrado deveria ser leal ao seu daimyo (senhor feudal), Shogun e Imperador.

No geral, guerreiro é aquele que procura o seu próprio caminho. Muitas pessoas podem estar perfeitamente a procurar o caminho sem se darem conta disso. Guerreiro é a pessoa que tem um objetivo e que, por meio deste, passa a ter consciência do seu dom e das suas limitações. Através dessa consciência, o guerreiro atinge a sua meta, combinada com a vontade de vencer as fraquezas, temores e limitações.

Cada pessoa trilha o seu próprio caminho, já que existem vários caminhos: como o caminho da cura pelo médico, o caminho da literatura pelo poeta ou escritor e muitas outras artes e habilidades. Cada pessoa pratica de acordo com a sua inclinação. Por isso pode-se chamar de guerreiro, aquele que segue o seu caminho específico.

Porém, no Bushido, a palavra guerreiro significa muito mais do que isso. O termo bushi não pode ser designado a qualquer um. O bushi é diferente, pois seus estudos do caminho baseiam-se em superar os homens. A casta guerreira distingue-se das demais pela sua fidelidade e honra, a palavra do guerreiro vale mais do que tudo.

O caminho do guerreiro é o caminho da pena e da espada, esse conceito vem do antigo Japão feudal e determinava que o guerreiro (bushi) dominasse tanto a arte da guerra quanto a leitura e que ele deve apreciar ambas as artes. O bushi deve aprender o caminho de todas as profissões, se informar sobre todos os assuntos, apreciar as artes e quando não estiver ocupado em suas obrigações militares, deverá estar sempre praticando algo, seja a leitura ou a escrita, armazenando em sua mente a história antiga e o conhecimento geral, comportando-se bem a todo momento para ter uma postura digna de um samurai, tudo isso sem desviar do verdadeiro caminho, o Bushido.

A etiqueta deve ser seguida, todos os dias da vida quotidiana, assim como na guerra pelos samurais. Sinceridade e honestidade são as virtudes que avaliam as suas vidas. Transcender um pacto de fidelidade completa e confiança está ligado à dignidade. Os samurais também precisavam ter autocontrole, desapego e austeridade para manter a sua honra, em função disso, podemos dizer que o samurai é o guerreiro completo e o seu código de honra - o Bushido - tem forte influência no estilo de vida do povo japonês e oferece uma explicação do carácter e da indomável força interior desse povo.

Para o Bushido, o caminho do guerreiro exige que a conduta de um homem seja correta em todos os sentidos, dessa forma, a preguiça é um mal que deve ser abominado. Mas existem problemas quando a pessoa se apoia no futuro, pois torna-se preguiçosa e indolente, já que deixa para amanhã, aquilo que poderia ser feito hoje. Pessoas que agem dessa maneira, não seguem o verdadeiro preceito do Bushido, que de um modo geral, é a aceitação final da morte.

Se o guerreiro tem plena consciência da morte, evitará conflitos, estará livre de doenças, além de ter uma personalidade com muitas qualidades e diferenciada às dos demais seres humanos. O guerreiro vive o presente sem se preocupar com o amanhã, de modo que quando contempla as pessoas, sente como se nunca mais fosse vê-las novamente e, portanto, o seu dever e consideração às pessoas serão profundamente sinceros. O verdadeiro guerreiro é aquele que aceita a morte, dessa maneira, ele não se meterá em discussões desnecessárias que venham a provocar um conflito maior, já que assim ele pode acabar sendo morto e isso resultaria na sua desonra ou afligiria a reputação e nome de sua família. Se a idéia de morte é mantida, será cuidadoso e susceptível de ser discreto e não dirá coisas que ofendam às outras pessoas. Também não cometerão excessos doentios com a comida, bebida e sexo, usando a moderação e a privação em tudo, permanecendo livre de doenças e mantendo uma vida saudável.

adaptado de:
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Outras Abordagens e Conhecimentos Espirituais / O comando estelar Santa Esmeralda
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 11:35:20 pm »
O Comando Santa Esmeralda surgiu a partir de uma aliança de cura estelar e pesquisas na área de genética.

Essa aliança foi feita por uma importante Hierarquia de seres de luz de Alfa Centauro, onde nosso amado Mestre Hilarion é um dos representantes dessa hierarquia para nosso planeta, dentro das fileiras da Fraternidade Branca, coordenando o quinto raio de cura e verdade.

Porem, na verdade, a atuação deste Comando multidimensional é sustentado por um poderoso Merkabah que se manifesta alem da nona dimensão, tendo o Arcanjo Rafael no comando dessa Nave de Luz e cura.

O Comando Santa Esmeralda ou federação Santa Esmeralda atua paralelamente com as Equipes do Comando Ashtar e as Fraternidades solares dentro do projeto de resgate cristico da Terra.

O Comando Sta. Esmeralda possui aproximadamente 350.000 naves manifestadas em diferentes lugares e planos de nossa galáxia.

No planeta Terra o Comando Sta. Esmeralda conta com centenas de naves cuidando do trabalho de monitoramento ecológico e resgate de elementais, providenciando o equilíbrio planetário e a preparação do planeta para o período de transição, recolhendo as informações genéticas de todas as espécies, que farão parte da nova Terra de quinta dimensão.

Um outro grupo de naves fazem parte da equipe de resgate de almas, atuantes em diversos pontos do planeta, orientando trabalhos dentro dos hospitais, casas de cura nos planos sutis, próximas a nossa realidade física.


Podemos ver como todas essas maravilhosas equipes se entrelaçam na teia multidimensional, manifestando-se de diferentes formas, de acordo com sua função e proposta.

Para nosso planeta o Comando Sta. Esmeralda colocou a disposição das equipes e da Fraternidade Branca, uma poderosa nave de décima segunda geração, capaz de se manifestar da nona ate a sexta dimensão.

Essa nave e sua equipe dirigida pelo Mestre Hilarion e seu complemento Divino, comanda os trabalhos da operação de cura psíquica, emocional e física de todos seres vos em todos os níveis. (mineral, vegetal, animal, hominal).

Essa nave conta com uma equipe de cirurgiões , médicos e geneticistas , oriundos de diferentes lugares da nossa galáxia , alem de contar com o apoio de seres e Mestres de outros Universos, que se aproximam para nossa realidade , não só para dar apoio , mais também para estudar o processo pelo qual passamos.
O Comando Sta. Esmeralda, e o Comando Ashtar Forman uma poderosa equipe nos trabalhos de resgate de almas, limpeza do astral e do umbral da Terra.

Porem alem da Terra este Comando tem atuação em diversos lugares da galáxia, criando uma poderosa aliança de cura, servindo incondicionalmente às Orbes Superiores, em um trabalho conjunto com todos os Comandos Estelares dando sustentação ao resgate crístico e a implantação de energias equilibradas em todos os sistemas que sofreram com a manipulação exacerbada dos seres trevicos.

No que se refere ao nosso sistema solar a cobertura deste comando é total, levando a cura a todos os lugares, trabalhando e transmutando todo reino Elemental, dévico e humano, elevando o padrão vibracional de cada partícula que é curada mediante sua atuação. Preparando assim nosso Sistema para o próximo passo de seu plano evolutivo rumo as esferas superiores.

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Outras Abordagens e Conhecimentos Espirituais / Kundalini
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 11:34:22 pm »
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Outras Abordagens e Conhecimentos Espirituais / Dharma e Karma
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 11:33:43 pm »
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Ontem estive a falar com um amigo que está do outro lado do mundo e isto foi algo que me despertou imensa curiosidade "Dharma e como se relaciona com Karma"
Como sabem a Índia é um pais muito pobre e as condições não são as melhores , ele sempre quis fugir do lugar onde vive por causa das pessoas  e perdemos o contacto por algum tempo , quando falei com ele fiquei surpreendido com a mudança de ele , sempre foi um praticante do Hinduísmo mas havia algo nele que estava errado , porque ele sentia o sentimento de fugir , sentimento que era gerado pelas pessoas a volta de ele e lhe trazia um ódio camuflado.
Então ele encontrou a sua paz quando começou a estudar melhor o  Dharma e  a fazer uma relação mental em como isso se aplica nas pessoas há nossa volta , porque de certa forma na sociedade onde vivemos ganhamos muitas barreiras que são postas em nós e há medida que o tempo passa algumas devem ser quebradas para encontrarmos a nossa paz  possamos entender melhor a nossa espiritualidade , no final de tudo depois de entender melhor estes ensinamentos ele decidiu ficar no mesmo lugar , aceitar todos os ser humanos como são independentemente de quem eles são e apenas trazer mudança há volta de ele , a historia dele transmitiu me algo bom então decidi abrir um pouco este tema aqui no PP .

Começo com as Leis:


A Lei do Karma é uma Lei Universal, cobrada pela Justiça Objetiva. Esta Lei é conhecida, também, pelos seguintes termos:

1 - Lei de Recorrência (tudo volta a ocorrer, com suas consequências).
2 - Lei do Talião (olho por olho, dente por dente).
3 - Lei de Causa e Efeito (não existe causa sem efeito, nem efeito sem causa).
4 - Lei de Igualdade (do que se dá se recebe).

Quando reflectimos em algo aprendemos disso. Quando fazemos certas coisas não as vemos tão mau como quando nos fazem a nós. Por isso dizemos que a Lei do Karma é o fundamento desta escola e de todo o aprendizado. Reflectir em tudo que nos é devolvido pelas nossas acções fará com que finalmente compreendamos.

O Que é Karma?

O Karma é o que devemos ou temos que pagar pelas más obras que fizemos quando deixamos actuar o ego em lugar da Consciência. Para pagar o Karma nos é dado tempo, porém não há dívida que não se pague, nem prazo que não se cumpra.
Devemos o Karma de sete existências, e no dia em que queiramos Auto-realizar-nos teremos que pagá-lo à vista numa só existência.

O Que é Dharma?

O Dharma é o dinheiro cósmico que recebemos por cada obra boa que realizamos consciente ou inconsciente.
Este dinheiro cósmico o recebemos num pequeno jarro ou caneca, que se encontra no Tribunal do Karma, onde todos os Seres nos pagam imediatamente estas obras. Todo este dinheiro cósmico é trasladado diariamente ao Banco do Dharma. A diferença do Karma, poderemos armazenar o Dharma de muitíssimas existências, e por falta de Consciência não sabemos utilizá-lo.

O que é o Tribunal do Karma?

O Tribunal da Justiça Objetiva esta formado por muitos lugares onde se processa a Lei Divina. Em cada nível de consciência encontramos diferentes Tribunais, por exemplo:
No mundo de 48 leis encontramos o Anúbis e seus 42 Juízes, são os que manejam as 48 leis do mundo físico, representadas por cada um dos cromossomos do corpo humano.
Em cada um dos centros da máquina humana encontramos Tribunais de Justiça que manejam as leis de cada dimensão.
No centro sexual, por exemplo, encontramos o Grande Tribunal. Nele podemos ver como cada um dos nossos defeitos é eliminado, e como se negocia a liberação da consciência de cada um deles e os compromissos que cada uma das nossas chispas adquire. Podemos ver também a capacidade de compromisso de cada Ser.

O que produz Karma?

Produzem Karma as obras, palavras e omissões. Porém devemos observar que nossos pensamentos e sentimentos são a origem das nossas obras e palavras.

Classes de Karma:
 

- Karma Individual
- Karma Familiar
- Karma Colectivo
- Karma Regional
- Karma Nacional
- Karma Continental
- Karma Mundial
- Karma Planetário
- Karma Saya
- Karma Yoga
- Karma Duro
- Karma Katância

De cada uma das pessoas
De uma família (reúne pessoas ligadas com dívidas entre si)
De pessoas afectadas pela mesma dívida (acidentes, atentados)
De uma determinada região geográfica (estiagem, secas, epidemias etc.)
De qualquer país (guerra civil, ditaduras, etc.)
Dos continentes (África, América, etc.)
De toda a humanidade (guerra mundial, epidemia mundial)
Do Planeta (transformações ambientais, colisões de cometas, etc.)
Ligues Astrais entre homens e mulheres pelos coitos realizados
Perda do cônjuge quando mais se necessita (causado pelo Karmasaya)
Dívidas pelos delitos contra o Espírito Santo (dores e enfermidades)
É o karma dos Deuses pelos seus erros

Formas de pagar o Karma:

Há cinco formas de pagar o Karma para as pessoas que tem o conhecimento Objectivo:

1 - Com Dharma ou Capital Cósmico (que fomos acumulando)
2 - Com Dor Negociável (dor que pode ser negociada se sabemos como)
3 - Com Dor Não Negociável (delitos contra o Espírito Santo)
4 - Com Caridade (ao Leão da Lei se domina com a Caridade, ajudando aos demais)
5 - Com Negócios Objectivos com a Lei (comprometendo-nos)

Agora o  Karma e o Dharma um pouco mais informativo

Dharma ou darma, é uma palavra em sânscrito que significa aquilo que mantém elevado. Também é entendido como a missão de vida, o que a pessoa veio para fazer no mundo.

A raiz dhr na língua antiga do sânscrito significa suporte. Mas a palavra encontra significados mais complexos e profundos quando aplicada à filosofia budista e à prática do Yoga.

Não existe correspondência ou tradução exacta de dharma para as línguas ocidentais.

O Dharma budista diz respeito aos ensinamentos do Buddha Gautama, e é uma espécie de guia para a pessoa alcançar a verdade e a compreensão da vida. Pode ser chamado também de "lei natural" ou "lei cósmica".

Os sábios orientais pregam que a forma mais fácil de uma pessoa se conectar com o universo e a energia cósmica é seguir as leis da própria natureza, e não ir contra elas. Respeitar seus movimentos e fluir conforme a lei natural indica. Isto faz parte da vivência do dharma.

Perceber e viver de acordo com o seu próprio dharma é a chave para a iluminação, para uma vida plena. É também associado à capacidade de um ser prestar um serviço aos outros. Então aceitar e trabalhar o seu dharma é uma forma de servir aos outros, e também leva à conexão com o universo.

Uma das formas de desenvolver o dharma é com a prática da meditação, para que o indivíduo se coloque em contacto com os sentidos. Outra forma é com a prática do Yoga.

No Yoga, o dharma é a essência da existência baseada na verdade. E o dharma pode ser transmitido do mestre para o discípulo de for o caso de haver uma passagem de compreensão entre um e outros.

Para cumprir o dharma é preciso que haja a acção kármica. Ou seja, cada escolha diária, inclusive as menores decisões, influenciarão no fluxo da vida e no caminho para a consciência.


Karma ou carma significa acção, em sânscrito (antiga língua sagrada da Índia) é um termo vindo da religião budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pelo espiritismo.

Na física, essa palavra é equivalente a lei: "Para toda acção existe uma reacção de força equivalente em sentido contrário", ou seja, para cada acção que um indivíduo pratica vai haver uma reação, dependendo da religião o sentido da palavra pode ser diferente, mas usualmente é relacionada a acção e suas consequências.

A lei do Karma é aquela lei que ajusta o efeito a sua causa, ou seja, todo o bem ou mal que tenhamos feito numa vida virá trazer-nos consequências boas ou más para esta vida ou próximas existências. A lei do Karma é imodificável, e é conhecida em várias religiões como “justiça celestial”.

Em sânscrito, karma significa "ato deliberado". Nas suas origens, a palavra karma significava "força" ou "movimento". Apesar disso, a literatura pós-védica expressa a evolução do termo para "lei" ou "ordem", sendo definida muitas vezes como "lei de conservação da força". Isto significa que cada pessoa receberá o resultado das suas acções. É um mero caso de causa e consequência.

Apesar de muitas religiões e filosofias da Índia não incluírem o conceito de culpa, castigo, remissão e redenção, o karma funciona como um mecanismo essencial para revelar a importância dos comportamentos individuais.

No budismo, karma é usada para mostrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.



Deixo vos um pequeno video em português

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Assuntos Místicos Generalistas / Erva do Diabo:Projeção Astral
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:11:04 pm »
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O nome Datura tem origem árabe "dháttatorah", que traduzindo significa poção entorpecente. Na índia as prostitutas malignas derrubavam seus clientes com um preparo desta erva para então roubá-los.  Os chineses a utilizam em uma mistura feita de partes iguais da erva o diabo com maconha que são então secos e pulverizados e misturados com vinho. Essa mistura é um poderoso narcotico anestésico com o qual até amputações e cauterizações podem ser feitos com pouquíssima dor. No norte da américa a erva é usada pelos índios algonquinos como uma poção amnésica. As crianças a tomam em um ritual de passagem que resulta em loucura temporária e completa perda da memória. Quando o jovem volta a si ele começa a vida adulta esquecendo sua fase de criança. Entretanto o uso que destacaremos neste manual é mais prático para o estudante de magia.


Uso mágico
 

A Datura stramonium pode ser usada como um solvente que descola o corpo da mente, ou em outras palavras, que promove a "Projeção Astral". As folhas devem ser fumadas como descrito por Castanheda em "A Erva do Diabo". Trata-se de uma planta extremamente tóxica e menos de duas gramas devem ser consumidas por seção semanal.

Para um melhor aproveitamento de sua projeção é recomendado jejum no dia anterior ao experimento assim como a abstenção de alcool e outras drogas.  Em um lugar tranquilo e sem perturbações fume um rolos grandes de 1 grama da erva do diabo. Deite-se então e desfrute da experiência de deixar sei corpo para trás e nadar na realidade.

Alerta: Nunca coma a erva nem beba nenhum extrato ou solução de Datura stramonium. Ela pode causar danos permanentes ao coração e matar. Além disso uma tolerância é formada pelo corpo que passa exigir doses cada vez maiores para conseguir o mesmo efeito. Isso pode ser fatal.
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Assuntos Místicos Generalistas / Septem Sermones ad Mortuos: Sete Sermões aos Mortos
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:10:33 pm »
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Sete exortações aos mortos, escritas por Basilides em Alexandria, a cidade onde Oriente e Ocidente se encontram.

O PRIMEIRO SERMÃO

Os mortos retornaram de Jerusalém, onde não encontraram o que buscavam. Eles pediram para serem admitidos à minha presença e exigiram ser por mim instruídos; assim, eu os instruí:

Ouvi: Eu começo com nada. Nada é o mesmo que plenitude. No estado de infinito, plenitude é o mesmo que vazio. O Nada é ao mesmo tempo vazio e pleno. Pode-se também afirmar alguma outra coisa a respeito do Nada, ou seja, que é branco ou negro, existente ou inexistente. Aquilo que é infinito e eterno não possui qualidades porque contém todas as qualidades.

O Nada ou plenitude é por nós chamado de o PLEROMA. Nele, pensamento e existência cessam, porque o eterno é desprovido de qualidades. Nele, não existe ninguém, porque se existisse alguém, este então se diferenciaria do Pleroma e possuiria qualidades que o distinguiriam do Pleroma.

No Pleroma não existe nada e existe tudo: não é bom pensar sobre o Pleroma, pois fazê-lo significaria dissolução.

O MUNDO CRIADO não está no Pleroma, mas em si mesmo. O Pleroma é o princípio e o fim do mundo criado. O Pleroma penetra o mundo criado como a luz solar penetra toda a atmosfera. Embora o Pleroma penetre-o por completo, o mundo criado não participa dele, da mesma forma que um corpo sumamente transparente não se torna escuro ou colorido como resultado da passagem da luz por ele. Nós mesmos, no entanto, somos o Pleroma e assim sendo, o Pleroma está presente em nós. Mesmo no ponto mais minúsculo, o Pleroma está presente sem limite algum, eterna e completamente, porque pequeno e grande são qualidades estranhas ao Pleroma. Ele é o nada onipresente, completo e infinito. Eis porque vos falo do mundo criado como uma porção do Pleroma, mas unicamente em sentido alegórico; pois o Pleroma não se divide em partes, por ser o nada. Somos também o Pleroma como um todo; visto que num aspecto figurativo o Pleroma é um ponto excessivamente pequeno, hipotético, quase inexistente em nós, sendo igualmente o firmamento ilimitado do cosmo à nossa volta. Por que então discorremos sobre o Pleroma, se ele é o todo e também o nada?

Eu vos falo como ponto de partida, e também para eliminar de vós a ilusão de que em algum lugar, dentro ou fora, existe algo absolutamente sólido e definido. Tudo o que chamam de definido e sólido não é mais do que relativo, porque somente o que está sujeito a mudança apresenta-se definido e sólido.

O mundo criado está sujeito a mudar. Trata-se da única coisa sólida e definida, uma vez que possui qualidades. Em verdade, o próprio mundo criado nada mais é que uma qualidade.

Indagamos: como se originou a criação? As criaturas de fato têm origem, mas não o mundo criado, porque este é uma qualidade do Pleroma, da mesma forma que o incriado; a morte eterna também representa uma qualidade do Pleroma. A criação é eterna e onipesente. O Pleroma possui tudo: diferenciação e indiferenciação.

Diferenciação é criação. O mundo criado é de fato diferenciação. A diferenciação é a essência do mundo criado e, por essa razão, o que é criado gera também mais diferenciação. Eis porque o próprio homem é um divisor, porquanto sua essência é também diferenciação. Eis por que ele distingue as qualidades do Pleroma, qualidades essas que não existem. Essas divisões, o homem extrai de seu próprio ser. Eis por que o homem dicorre sobre as qualidades do Pleroma, que são inexistentes

Vós me dizeis: Que benefício existe então em falar sobre o assunto, uma vez que se afirmou ser inútil pensar sobre o Pleroma?

Eu vos digo essas coisas para libertar-vos da ilusão de que é possível pensar sobre o Pleroma. Quando falamos de divisões do Pleroma, falamos da posição de nossas próprias divisões, falamos de nosso próprio estado diferenciado; mas embora procedamos desta forma, na realidade nada dissemos sobre o Pleroma. No entanto, é necessário falarmos de nossa própria diferenciação. Eis por que devemos distinguir qualidades individuais.

Dizeis: Que mal não decorre do discriminar, pois nesse caso transcendemos os limites de nosso próprio ser; estendemo-nos além do mundo criado e mergulhamos no estado indiferenciado, outra qualidade do Pleroma. Submergimos no próprio Pleroma e deixamos de ser seres criados. Assim, tornamo-nos sujeitos à dissolução e ao nada.

Essa é a verdadeira morte do ser criado. Morremos na medida em que não somos capazes de discriminar. Por essa razão, o impulso natural do ser criado volta-se para a diferenciação e para a luta contra o antigo e pernicioso estado de igualdade. A tendência natural chama-se Princípio de Individuação. Esse princípio constitui de fato a essência de todo ser criado. A partir de tudo isso, podeis prontamente reconhecer por que o princípio indiferenciado e a falta de discrininação representam um grande perigo para os seres criados. Eis por que devemos ser capazes de distinguir as qualidades do Pleroma. Suas qualidades são os PARES DE OPOSTOS, tais como:

o eficaz e o ineficaz

plenitude e o vazio

o vivo e o morto

diferença e igualdade

luz e treva

quente e frio

energia e matéria

tempo e espaço

bem e mal

beleza e fealdade

o um e os muitos

e assim por diante.

Os pares de opostos são as qualidades do Pleroma: também são na verdade inexistentes, porque se anulam mutualmente.

Como nós mesmos somos o Pleroma, também possuímos essas qualidades presentes em nós. Visto que a essência do nosso ser é a diferenciação, possuímos essas qualidades em nome e sob o sinal da diferenciação, o que significa:

Primeiro: que em nós as qualidades estão diferenciadas, separadas, umas das outras e, dessa forma, não se anulam mutualmente; ao contrário, encontram-se em atividade. Eis por que somos vítimas dos pares de opostos. Porque em nós o Pleroma divide-se em dois.

Segundo: as qualidades pertencem ao Pleroma, e nós podemos e devemos partilhá-las somente em nome e sob o sinal da diferençiaão. Devemos nos separar dessas qualidades. No Pleroma, elas se anulam mutualmente; em nós não. Porém, se soubermos percebermo-nos como seres à parte dos pares de opostos, obteremos a salvação.

Quando lutamos pelo bom e pelo belo, esquecemo-nos de nosso ser essencial, que é a diferenciação, e nos tornamos vítimas das qualidades do Pleroma, os pares de opostos. Lutamos para alcançar o bom e o belo, mas ao mesmo tempo obtemos o mau e o feio, porque no Pleroma estes são idênticos àqueles. Todavia, se permanecermos fiéis à nossa natureza, que é a diferenciação, então nos diferenciaremos do mau e do feio. Só assim não imergimos no Pleroma, ou seja, no nada e na dissolução.

Discordareis, dizendo: Afirmastes que diferenciação e igualdade constituem também qualidades do Pleroma. O que ocorre, quando lutamos pela diferenciação? Não somos no caso fiéis à nossa natureza e, portanto, devemos também ficar eventualmente em estado de igualdade , enquanto lutamos pela diferenciação?

O que não deveis esquecer jamais é que o Pleroma não tem qualidades. Somos nós que criamos essas qualidades através do intelecto. Quando lutamos pela diferenciação ou pela igualdade, ou por outras qualidades, lutamos por pensamentos que fluem para nós a partir do Pleroma, ou seja, pensamentos sobre as qualidades inexistentes do Pleroma. Enquanto perseguis essas idéias, vós vos precipitais novamente no Pleroma, chegando ao mesmo tempo à diferenciação e à igualdade. Não a vossa mente, mas o vosso ser constitui a diferenciação. Eis por que não deveríeis lutar pela diferenciação e pela discriminação como as conheceis, mas sim por VOSSO PRÓPRIO SER. Se de fato assim o fizéssemos, não teríeis necessidade de saber coisa alguma sobre o Pleroma e suas qualidades e, ainda assim, atingiríeis o vosso verdadeiro objetivo, devido à vossa natureza. No entanto, como o raciocínio aliena-vos de vossa real natureza, devo ensinar-vos o conhecimento para que possais manter vosso raciocínio sob controle.

O SEGUNDO SERMÃO

Os mortos se ergueram durante a noite junto às paredes e gritaram: Queremos saber sobre Deus! Onde está Deus?

-Deus não está morto; Ele está tão vivo quanto sempre esteve. Deus é o mundo criado, na medida em que é algo definido e, portanto, diferenciado do Pleroma. Deus é uma qualidade do Pleroma, e tudo o que afirmei sobre o mundo criado é igualmente verdadeiro no que a Ele se refere.

Entretanto, Deus se distingue do mundo criado, pois é menos definido e definível do que o mundo cirado em geral. Ele é menos diferenciado que o mundo criado, porque a essência do seu SER é a efetiva plenitude; e só na medida se Sua definição e diferenciação que Ele é idêntico ao mundo criado; portanto, Ele representa a manifestação da efetiva plenitude do Pleroma.

Tudo o que não diferenciamos precipita-se no Pleroma e anula-se com seu oposto. Portanto, se não discernimos Deus, a plenitude efetiva elimina-se para nós. Deus é também o próprio Pleroma, da mesma forma que cada um dos pontos mais minúsculos dentro do mundo criado, bem como no plano incriado, constitui o próprio Pleroma.

O vazio efetivo é o ser do Demônio. Deus e Demônio são as primeiras manifestaçães do nada a que chamamos de Pleroma. Não importa se o Pleroma existe ou não existe, porque ele se anula em todas as coisas. O mundo criado, entretanto, é diferente. Na medida em que Deus e Demônio são seres criados, eles não se suprimem mutualmente, mas resistem um ao outro como opostos ativos. Não necessitamos de prova da sua existência; basta que sejamos obrigados a falar sempre deles. Mesmo que eles não existissem, o ser criado (devido à sua própria natureza) os produziria continuamente, a partir do Pleroma.

Tudo o que se origina no Pleroma pela diferenciação constitui pares de opostos; portanto, Deus sempre tem consigo o Demônio.

Como aprendestes, esse inter-relacionamento é tão íntimo, tão indissolúvel em vossas vidas, que se apresenta como o próprio Pleroma. Isso porque ambos permanecem muito próximos do Pleroma, no qual todos os opostos se anulam e se unificam.

Deus e Demônio distinguem-se pela plenitude e pelo vazio, pela geração e pela destruição. A atividade é comum a ambos. A atividade unifica-os. Eis por que ela permanece acima de ambos, sendo Deus acima de Deus, por unificar plenitude e vazio em seu trabalho.

Há um Deus sobre o qual nada sabeis, porque os homens esqueceram-no. Nós o chamamos por seu nome: ABRAXAS. Ele é menos definido que Deus ou o Demônio. Para distinguir Deus dele, chamamos a Deus Helios, ou o Sol.

Abraxas é a atividade; nada pode resistir-lhe, exceto o irreal, e assim, o seu ser ativo desenvolve-se livremente. O irreal não existe, portanto, não pode de fato resistir. Abraxas permanece acima do sol e acima do demônio. Ele é o improvável provável, que é poderoso no plano da irrealidade. Se o Pleroma pudesse ter uma existência, Abraxas seria sua manifestação.

Embora ele seja a própria atividade, não constitui um resultado específico, mas um resultado em geral.

Ele representa a não-realidade ativa, porque não possui um resultado definido.

Ele é ainda um ser criado, na medida em que se diferencia do Pleroma.

O sol exerce um efeito definido, assim como o demônio; portanto, eles se nos apresentam muito mais efetivos do que o indefinível Abraxas.

Pois ele é poder, persistência e mutação.

-Nesse ponto, os mortos provocaram uma grande rebelião, porque eram cristãos.

O TERCEIRO SERMÃO

Os mortos aproximaram-se como névoa saída dos pântanos e gritaram: -Fala-nos mais sobre o deus supremo!

- Abraxas é o deus a quem é difícil conhecer. Seu poder é verdadeiramente supremo, porque o homem não o percebe de modo algum. O homem vê o summum bonum (bem supremo) do sol e também o infinum malum (mal sem fim) do demônio, mas Abraxas não, porque este é a própria vida indefinível, a mãe do bem e do mal igualmente.

A vida parece menor e mais fraca do que o summum bonum (bem supremo), daí a dificuldade de se conceber que Abraxas possa suplantar em seu poder o sol, que representa a fonte radiante de toda a força vital.

Abraxas é o sol e também o abismo eternamente hiante do vazio, do redutor e desagregador, o demônio.

O poder de Abraxas é duplo. Vós não podeis vê-lo, porque a vossos olhos a oposição a esse poder parece anulá-lo.

O que é dito pelo Deus-Sol é vida.

O que é dito pelo Demônio é morte.

Abraxas, no entanto, diz a palavra venerável e também a maldita, que é vida e morte ao mesmo tempo.

Abraxas gera a verdade e a falsidade, o bem e o mal, a luz e a treva, com a mesma palavra e no mesmo ato. Portanto, Abraxas é verdadeiramente o terrível.

Ele é magnífico como o leão no exato momento em que abate sua presa. Sua beleza equivale à beleza de uma manhã de primavera.

De fato, ele próprio é o Pã maior e também o menor. Ele é Príapo.

Ele é o monstro do inferno, o polvo de mil tentáculos, o contorcer de serpentes aladas e da loucura.

Ele é o hermafrodita da mais baixa origem.

Ele é o senhor dos sapos e das rãs que vivem na água e saem para a terra, cantando juntos ao meio-dia e à meia-noite.

Ele é plenitude unindo-se ao vazio;

Ele constituí as bodas sagradas;

Ele é o amor e o assassino do amor;

Ele é o santo e o seu traidor.

Ele é a luz mais brilhante do dia, e a mais profunda noite da loucura.

Vê-lo significa cegueira;

Conhecê-lo é enfermidade;

Adorá-lo é morte;

Temê-lo é sabedoria;

Não resistir-lhe significa libertação.

Deus vive detrás do Sol; o demônio vive atrás da noite. O que deus traz à existência a partir da luz, o demônio arrasta para a noite. Abraxas, entretanto, é o cosmo; sua gênese e sua dissolução. A cada dádiva do Deus-Sol, o demônio acrescenta sua maldição.

Tudo aquilo que pedis a Deus-Sol leva a uma ação do demônio. Tudo o que obtendes através do Deus-Sol aumenta o poder efetivo do demônio.

Assim é o terrível Abraxas.

Ele é o mais poderoso ser manifestado e nele a criação torna-se temerosa de si mesma.

Ele é o terror do filho, que ele sente contra a mãe.

Ele é o amor da mãe por seu filho.

Ele é o prazer da terra e a crueldade do céu.

Diante de sua face o homem fica paralisado.

Ante ele, não há pergunta nem resposta.

Ele é a vida da criação.

Ele é a atividade da diferenciação.

Ele é o amor do homem.

Ele é a fala do homem.

Ele é tanto o brilho como a sombra escura do homem.

Ele é a realidade enganosa.

- Nesse ponto, os mortos clamaram e deliraram porque ainda eram seres incompletos.

O QUARTO SERMÃO

Resmungando, os mortos encheram a sala e disseram: - Tus que és maldito, fala-nos sobre deuses e demônios!

-Deus-Sol é o bem supremo, o demônio é o oposto; portanto, tendes dois deuses. Há, contudo, inúmeros grandes bens e numerosos grandes males; entre eles existem dois deuses-demônios, um dos quais é o FLAMEJANTE e o outro, o FLORESCENTE. O flamejante é EROS em sua forma de chama. Ele brilha e devora. O florescente é a ÁRVORE DA VIDA; ela cresce verdejante e acumula matéria viva enquanto cresce. Eros flameja e então se apaga; a árvore da vida, no entanto, desenvolve-se lentamente através de incontáveis eras.

Bem e mal estão unidos na chama.

Bem e mal estão unidos no crescimento da árvore.

Vida e amor opõem-se mutualmente em sua divindade.

Imensurável como os agrupamentos de estrelas é o número de deuses e demônios. Cada estrela representa um deus e cada espaço ocupado por uma estrela, um demônio. E o vazio do todo é o Pleroma. A atividade do todo é Abraxas; só o irreal opõe-se a ele. O quatro constitui o número das divindades principais, porque quatro é o número das dimensões do mundo. O Um é o princípio; Deus-Sol. O Dois é Eros, porque ele se expande com uma luz brilhante e combina duas. O Três é a Árvore da Vida, porque ela preenche o espaço com corpos. O quatro é o demônio, porque ele abre tudo o que está fechado; ele dissolve tudo o que tem forma e corpo; ele é o destruidor, no qual todas as coisas dão em nada.

Abençoado sou, porque me é dado conhecer a multiplicidade e a diversidade dos deuses. Lastimo-vos, porque substituístes a unidade de Deus pela diversidade que não se pode converter em unidade. Por meio disso, criastes o tormento da incompreensão e a mutilação do mundo criado, cuja essência e lei é a diversidade. Como podeis ser leais à vossa natureza quando tentais fazer um dos muitos? O que fazeis aos deuses, também vos sobrevém. Todos vós se tornam, assim, iguais e, por isso, vossa natureza também, fica mutilada

Em benefício do homem pode reinar a unidade, mas nunca em benefício de deus, pois existem muitos deuses, porém poucos homens. Os deuses são poderosos e suportam sua diversidade, visto que, como as estrelas, eles permanecem em solidão e separados por vastas distâncias uns dos outros. Os seres humanos são fracos e não conseguem suportar sua diversidade, por viverem próximos uns dos outros e desejarem companhia; assim sendo, não podem suportar os próprios e distintos isolamentos. Em prol da salvação, eu vos ensino aquilo que se deve eliminar, em favor do que eu próprio fui banido.

A multiplicidade dos deuses iguala a multiplicidade dos homens. Incontáveis deuses aguardam para tornarem-se homens. Inúmeros já o foram. O homem é um partícipe da essência dos deuses; ele vem dos deuses e vai para Deus.

Do mesmo modo que é inútil pensar sobre o Pleroma, é inútil adorar essa pluralidade de deuses. Menos útil ainda é adorar o primeiro Deus, a efetiva plenitude e o bem supremo. Através de nossas preces, não podemos nem acrescentar-lhe algo nem subtrair-lhe, porque o efetivo vazio tudo absorve. Os deuses de luz compõem o mundo celestial, que é múltiplo e estende-se até o infinito, expandindo-se ilimitadamente. Seu senhor supremo é o Deus-Sol.

Os deuses das trevas constituem o inferno. Eles não são complexos e têm a capacidade de diminuir e encolher infinitamente. Seu senhor mais profundo é o demônio, o espírito da lua, o servo da terra, que é menor, mais frio e mais inerte do que a terra.

Não há diferença no poder dos deuses celestiais e terrestres. Os celestiais expandem-se, os terrestres contraem-se. As duas direções estendem-se ao infinito.

O QUINTO SERMÃO

Os mortos cheios de escárnio, gritaram: - Ensina-nos, ó tolo, sobre a Igreja e santa comunidade!

- O mundo dos deuses manifesta-se na espiritualidade e na sexualidade. Os deuses celestiais expressem-se na espiritualidade e os terrenos, na sexualidade.

A espiritualidade recebe e compreende. Ela é feminina, por isso nós a chamamos de MATER COELESTIS, a mãe celestial. A sexualidade gera e cria. Ela é masculina, portanto nós a chamamos de PHALLOS, o pai telúrico. A sexualidade do homem é mais terrena enquanto a sexualidade da mulher, mais celestial. A espiritualidade do homem é celestial, porquanto se move na direção do maior. Por outro lado, a espiritualidade da mulher é mais terrena porque se move na direção do menor.

Ilusória e demoníaca é a espiritualidade do homem que se dirige ao menor. Ilusória e demoníaca é a espiritualidade da mulher que se dirige ao maior. Cada uma deve dirigir-se a seu próprio lugar.

Homem e mulher tornam-se demônios um para o outro quando não separam seus caminhos espirituais, pois a natureza dos seres criados é sempre a natureza da diferenciação.

A sexualidade do homem volta-se para o terreno; a sexualidade da mulher volta-se para o espiritual. Homem e mulher tornam-se demônios um para o outro quando não distinguem suas duas formas de sexualidade.

O homem deve conhecer o que é menor, a mulher o que é maior. O homem deve separar-se da espiritualidade e também da sexualidade. Ele deve chamar a espiritualidade de mãe e entronizá-la entre o céu e a terra. Ele deve chamar a sexualidade de phallos, colocando-a entre o próprio ser e a terra, porque a mãe e phallos são demônios super-humanos e manifestações do mundo dos deuses. Eles se apresentam mais eficientes para nós do que os deuses por estarem mais próximos do nosso ser. Quando não puderdes distinguir entre vós próprios, de um lado, a sexualidade e espiritualidade, de outro, e quando não fordes capazes de considerar que ambos são seres superiores e exteriores a vós, então sereis vitimados por eles, i. e., pelas qualidades do Pleroma. Espiritualidade e sexualidade não constituem qualidades vossas, não são coisas que podeis possuir e apreender, ao contrário, trata-se de demônios poderosos, manifestações de deuses e, portanto, são muito superiores a vós e existem em si mesmas. Ninguém possui espiritualidade ou sexualidade para si mesmo; antes, estamos sujeitos às leis da sexualidade e da espiritualidade. Portanto, ninguém escapa a esses dois demônios. Deveis considerá-los demônios, causas comuns e perigos graves, assim como os deuses e, acima de tudo, o terrível Abraxas.

O homem é fraco, portanto a comunidade torna-se indispensável; se não a comunidade sob o signo da mãe, então aquela sob o signo de phallos. Não haver comunidade constitui sofrimento e enfermidade. A comunidade traz consigo fragmentação e dissolução. A diferenciação conduz à solidão. A solidão é contrária à comunidade. Devido à fraqueza da vontade humana, em oposição aos deuses e demônios e suas leis que não se pode escapar, a comunidade é necessária.

Eis por que devem existir tantas comunidades quantas forem necessárias; não por causa dos homens, mas por causa dos deuses. Os deuses forçam-nos a uma comunhão. Eles vos forçam a associar-vos tanto quanto necessário; mais do que isso, porém, converte-se num mal.

Em comunhão, cada um deve sujeitar-se ao outro, para a preservação da comunidade, visto que dela tendes necessidade. No estado de solidão, cada qual será colocado acima dos demais, para que possa conhecer-se e evitar a servidão. Na comunidade haverá abstinência.

Na solidão, deixai que haja desperdício de abundância. Porque a comunidade é profundidade enquanto a solidão, altura.

A verdadeira ordem na comunidade purifica e preserva.

A verdadeira ordem na solidão purifica e aumenta.

A comunidade dá-nos calor; a solidão, luz.

O SEXTO SERMÃO

O demônio da sexualidade insinua-se em nossa alma como uma serpente. Trata-se de uma alma semi-humana e chama-se pensamento-desejo.

O demônio da espiritualidade pousa em nossa alma como um pássaro branco. Trata-se de uma alma semi-humana e chama-se desejo-pensamento.

A serpente constitui uma alma telúrica, semidemoníaca, um espírito relacionado com o espírito dos mortos. Com o espírito dos mortos, a serpente penetra vários objetos terrenos. Ela também instila temor de si no coração dos homens e inflama-lhes o desejo. A serpente geralmente tem caráter feminino e busca a companhia dos mortos. Ela se associa aos mortos presos à terra que não encontraram o caminho pelo qual se passa ao estado de solidão. A serpente é uma prostituta que se consorcia com o demônio e maus espíritos; ela é um espírito tirano e atormentador, sempre tentando as pessoas a cultivar a pior espécie de companhia.

O pássaro branco representa a alma semicelestial do homem. Ele vive com a mãe, descendo ocasionalmente da morada materna. O pássaro é masculino e chama-se pensamento efetivo. Ele é casto e solitário, um mensageiro da mãe. Voa alto sobre a terra. Comanda a solidão. Traz mensagens de longe, daqueles que nos antecederam na partida, daqueles que alcançaram a perfeição. Leva nossas palavras até a mãe. A mãe intercede e adverte, mas não possui poderes contra os deuses. Ela é um veículo do sol.

A serpente desce às profundezas e, com sua astúcia, ao mesmo tempo paralisa e estimula o demônio fálico. Ela traz das profundezas os pensamentos mais ardilosos do demônio telúrico; pensamentos que rastejam por todas as passagens e tornam-se saturados de desejo. Embora não deseje sê-lo, ela nós é útil. A serpente escapa ao nosso alcance, nós a perseguimos, e assim ela nos mostra o caminho, o qual, com nossa limitada capacidade humana, não poderíamos encontrar.

-Os mortos ergueram o olhar com desprezo e disseram: - Cessa de falar-nos sobre deuses, demônios e almas. Sabemos de tudo isso em essência há muito tempo!

O SÉTIMO SERMÃO

À noite novamente retornaram os mortos, dizendo entre queixas: - Uma coisa mais devemos saber, pois esquecemos de discuti-la: ensina-nos a respeito do homem!

- O homem é um portal por meio do qual penetramos, do mundo exterior dos deuses, demônios e almas, no mundo interior; do mundo maior no mundo menor. Pequeno e insignificante é o homem; logo o deixamos para trás e assim entramos uma vez mais no espaço infinito, no microcosmo, na eternidade interior.

À imensurável distância cintila solitária uma estrela, no ponto mais alto do céu. Trata-se do único Deus desse solitário ser. É seu mundo, seu Pleroma, sua divindade.

Nesse mundo, o homem é Abraxas, que dá discernimento a seu próprio mundo e devora-o.

Essa estrela é o Deus do homem e seu destino.

Ela é sua divindade tutelar; nela o homem encontra o repouso.

A ela conduz a longa jornada da alma após a morte; nela reluzem todas as coisas que, de outro modo, poderiam afastar o homem do mundo maior, com o brilho de uma grande luz.

A esse Ser, o homem deveria orar.

Tal prece aumenta a luz da estrela.

Tal prece constrói uma ponte sobre a morte.

Ela aumenta a vida no microcosmo; quando o mundo exterior esfria, essa estrela ainda brilha.

Nada poderá separar o homem de seu Próprio Deus, se ele ao menos conseguir desviar o olhar do feérico espetáculo de Abraxas.

Homem aqui, Deus lá. Fraqueza e insignificância aqui, eterno poder criador lá. Aqui, há somente treva e frio úmido. Lá tudo é luz solar.

Tendo assim ouvido, os mortos silenciaram e elevaram-se como a fumaça da fogueira do pastor que guarda o seu rebanho à noite.
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Assuntos Místicos Generalistas / Professor de Física Explica Fenômenos De Efeitos Físicos
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:10:01 pm »
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Carlos de Brito Imbassahy nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, é engenheiro civil, professor de física, jornalista, musico, conferencista e escritor com dezenas de livros publicados. Actualmente é um dos maiores especialistas do fenómeno de materialização dos espíritos, tendo sido entrevistado em exclusivo no Brasil pelo Jornal de Espiritismo.

O que são fenómenos de materialização?

Carlos de Brito Imbassahy – Também denominados de "fenómenos de efeitos físicos" por Allan Kardec, são aqueles em que os Espíritos usam uma energia especial, retirada do ectoplasma celular orgânico, - segundo informações prestadas a William Crookes - onde a entidade espírita pode realizar uma série de fenómenos típicos, de natureza física, tais como transportes de objectos, aparições espirituais, tiptologia directa, enfim, coisas que exigem uma energia física para que aconteça.

O que é o ectoplasma?

C.B.I – Segundo os biólogos, no capítulo relativo à citologia, o ectoplasma é a forma semi-material que envolve o protoplasma celular orgânico e dele seria retirada a energia para realizar os fenómenos em apreço.

Qual a sua origem?

C.B.I – Puramente orgânica. Forma-se com a célula e encontra-se dentro dela junto com os demais componentes da mesma

Para que serve?

C.B.I – Confesso que meus parcos conhecimentos sobre Biologia não me permitem dissertar sobre o assunto. Mas, em qualquer tratado de Citologia há enorme esclarecimento sobre sua existência.

Já é possível ser detectada a energia obtida a partir do ectoplasma?

C.B.I – Sim: com uso de aparelhos específicos com dispositivos próprios. É uma energia que impressiona tais aparelhos e que são detectados por eles: espectrógrafos de leitura de energia, porque é uma energia física como outra qualquer, só que estática.

Como explicar à luz da Física os fenómenos de materialização?

C.B.I – Fácil: os Espíritos obtêm a energia em causa e, com ela, manipulando-as (ainda não nos ensinou como o fazem), tal como nós quando usamos as energias físicas (eléctrica, acústica como o ultra-som, hertziana, etc.) e, a partir da mesma, fazem o que nós faríamos se pudéssemos manipula-las.

O ectoplasma também é utilizado para as chamadas curas espirituais. Como funcionaria?

C.B.I – Exactamente como se fosse uma radiação terapêutica, só que, com maior categoria de extensão, já que, sendo de origem orgânica fica mais fácil actuar em nosso corpo somático. O fenómeno é indutivo e se resume em variação de frequência que modula as vibrações orgânicas, fazendo-se corrigir.

Poderia explicar?

C.B.I – Normalmente, o que ocorre é que, uma das práticas de terapia, como no caso do cancro, consiste em aplicar radiações de determinadas ondas nos lugares afectados a fim de que eles sejam corrigidos pela mutação de frequência. Com mais facilidade do que qualquer emissão quântica, a de origem ectoplásmica modula com mais facilidade as ondas orgânicas, ditas biofísicas, corrigindo-as, o que faz com que o processo de cura seja efectivado.

Lembremo-nos de que já Franz Mesmer, médico alemão, havia descoberto esse fenómeno e que determinadas pessoas poderiam emitir ondas – que ele chamou de "magnetismo animal" – capazes de alterar as ditas frequências orgânicas consideradas anómalas e, como tal, causadoras de doenças.

Cientistas insuspeitos como o francês Charles Richet (Nobel da Medicina), Frederico Zollner (astrónomo alemão) William Crookes (físico-químico inglês), Ernesto Bozzano (etnólogo italiano), Gabriel Delanne (engenheiro francês), Gustave Geley (medico francês) e Alexander Aksakof (físico russo) estudaram o fenómeno com o mais profundo rigor científico. Em sua opinião o que faltará para ser aceite no meio científico?

C.B.I – Na verdade, o que falta é exactamente ser aceito pelo movimento espírita, que se transformou em mais uma seita cristã e abandonou a linha de Allan Kardec. Os Físicos ainda o vêem como sendo coisa de religiosos, por causa disso. Mas, há cientistas eméritos que têm se ocupado com o assunto. Infelizmente, como os programas de desenvolvimento experimental são financiados com vistas a outros interesses, estes cientistas são obrigados a cumprir a meta do programa.

Hernâni Guimarães Andrade no seu livro "Espírito Perispírito e Alma" diz-nos que o ectoplasma tem um cheiro semelhante ao Ozono. Como funcionaria o processo de identificação ectoplasmática através dos odores?

C.B.I – Na verdade, não é o ectoplasma, mas os resíduos que sobram após a realização do fenómeno e que são jogados no ambiente que têm tal aroma, muito forte, por sinal. O problema é que misturam "ectoplasma" com "energia ectoplásmica".

O cientista brasileiro no mesmo livro diz-nos também que a fórmula química do ectoplasma, segundo James Black, é C120 H1184 Az218 S5 O249. De que forma os alunos universitários poderão comprovar?

C.B.I – Essa parte biológica eu não sei, mas garanto que em qualquer estudo sobre citologia a dúvida poderá ser dirimida. Durante as sessões, o que encontramos é uma energia estática que retira calor do ambiente e que nada tem que ver com qualquer tipo de substância orgânica, logo, esta fórmula não representa o que seja posto em jogo durante o fenómeno.

Que meios são necessários para as universidades investigarem a materialização experimental?

C.B.I – Ter dois bons médiuns – o fenómeno é bipolar – o que representa a formação energética e o catalisador, dispor de uma aparelhagem espectrográfica para leitura, a fim de detectar os acontecimentos, ter um grupo homogéneo, sem curiosos, sem pré-especificadores, sem faltosos, enfim, um grupo homogéneo que queira investigar a sério.

Disse que deveríamos ter dois médiuns de efeitos físicos. Quais os sintomas que estes médiuns apresentam?

C.B.I – Este segundo médium, é meramente polarizador e não precisa de maiores predicados. Serve para fechar o circuito, como no caso da pilha eléctrica.

Um grupo de seus alunos que estagiaram no Instituto Nacional de Energia Atómica fez várias experiências sobre este fenómeno. O que descobriram?

C.B.I – O que descobriram, exactamente, foi que se trata de uma energia que impressiona a leitura dos aparelhos, que se precipita sobre o fulcro que se forma sobre o médium, no momento da materialização, dando-lhe aparência, que, a cada fenómeno realizado, seja de transporte, de raps, de toques, há consumo de energia registrado pelos aparelhos e que, ao final da sessão, ela é recolhida, sumindo do ambiente.

Em um dos seus conhecidos livros "As Aparições e os Fantasmas" explica-nos as várias experiências ectoplasmáticas. Quer nos contar uma delas?

C.B.I – Por exemplo, o caso das batidas: um gravador de alta tecnologia espectrográfica mostra que uma batida normal produz um gráfico onde ficam registradas as impurezas dos sons, contudo, os raps provocados pelos Espíritos tem um gráfico de um som com apenas um harmónico e sem ruídos.

Outro caso foi o de uma cigana que dançava durante a sessão e todos nós ouvíamos e sentíamos sua armada saia esbarrar nos móveis e em nós mesmos, contudo, apesar do toque, não conseguíamos segurar seu pano que se esvaía entre os dedos quando conseguíamos apalpá-la.

Um terceiro caso foi o de uma rosa que apareceu dentro de uma caixa fechada que estava numa das prateleiras e fora trazida para o meio ambiente. Esta rosa ficou durante vários dias sobre a mesa do local de trabalhos, até que, vendo-a ali, resolvi colocá-la num copo com água, como fazemos com as flores. Pela noitinha ela se transformara num vegetal todo melado, de uma forma muito estranha. Destaque-se que, durante dias, ela manteve seu viço só com a provável energização do fenómeno e que, ao ser colocada na água, perdera tal propriedade por despolarização.
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Assuntos Místicos Generalistas / A Visão Teosófica dos Devas
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:09:28 pm »
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O mais alto sistema de evolução que tem relação com a Terra é,  que se saiba, a dos seres a que os hindus, chamam "devas", e no Ocidente,  "anjos", "filhos de Deus", etc. podem ser considerados como formando o  reino imediatamente superior ao reino humano, assim como este está  imediatamente acima do animal, mas com a diferença importantíssima de que  o animal não tem, que saibamos, possibilidade de evolução e não ser para  o homem, que é o único a ver abrir-se diante de si, logo que alcança um  certo nível, várias sendas de progresso, uma das quais é a da grande  evolução dos Devas.

Comparada com a sublime renunciação dos Nirmânakáyas,  a escolha desta linha de evolução é por vezes classificada com a  expressão "ceder à tentação de vir a ser um deus", mas nisto não há a  menor sombra de censura. Não é o caminho mais curto, mas é evidentemente  um dos mais nobres, e se a intuição, largamente desenvolvida, de um ser  humano o impele a seguido, é porque certamente é o caminho que mais  convém às suas capacidades. Não devemos nunca esquecer que, à semelhança  do que acontece com uma ascensão física, nem todos os que desejam subir  espiritualmente tem a força e a coragem de escolher o caminho mais  íngreme. Pode haver muitos para quem o único caminho praticável seja o  mais lento e demorado, e nós não seríamos discípulos dignos dos nossos  grandes Mestres se, em nossa ignorância, nos deixássemos dominar por  qualquer pensamento de desprezo por aqueles cuja escolha difere da nossa.  Seja o que for que a nossa ignorância nos faça pensar hoje acerca das  dificuldades do futuro, no atual estado de adiantamento da evolução, é- nos impossível saber o que seremos capazes de fazer quando, depois de  muitas vidas de esforços, alcançarmos o direito da escolha do nosso  futuro. Com efeito mesmo os que "cedem à tentação de vir a ser deuses"  têm perante si uma carreira suficientemente gloriosa, como vamos ver.

Para evitar possíveis mal-entendidos, diga-se, entre parênteses, que em  muitos livros se dá um sentido completamente mau à frase "tornar-se um  deus", mas nessa forma não poderia haver qualquer espécie de "tentação"  para o homem desenvolvido, e em qualquer caso não tem a menor relação com  este assunto. Na literatura oriental, a palavra "Deva" é amiúde usada  vagamente para designar quase toda espécie de entidades não-humanas, de  modo que muitas vezes se refere, por um lado, às grandes divindades e,  por outro, aos espíritos naturais e aos elementais artificiais. Nós,  contudo, empregamo-la somente em referência aos membros da grandiosa  evolução, objeto do nosso estudo. Apesar de relacionados com esta terra,  os devas não estão confinados aos seus limites, pois o conjunto da nossa  presente cadeia de sete mundos forma para eles um mundo só, em virtude de  a evolução deles ter de percorrer um grande sistema de sete mundos. As  suas hostes têm até aqui sido recrutadas principalmente entre outras  humanidades do sistema solar, umas superiores, outras inferiores à nossa.   Desta, apenas uma pequeníssima minoria tem atingido o nível a que  precisamos chegar para ser-nos possível pertencer a tão elevada  categoria. Mas parece certo que algumas das suas numerosas classes não  passaram, no caminho do seu progresso ascensional, por nenhuma humanidade  comparável à nossa.

Não estamos em estado de compreender muito acerca da  evolução dos devas, mas aquilo que supomos ser a meta da sua evolução é  consideravelmente mais elevada que a nossa. Isso é, ao passo que o  objetivo da evolução humana é erguer a porção da humanidade que não  desperdiçou os seus esforços, a certo grau de desenvolvimento oculto no  fim da sétima ronda, o objetivo da evolução dévica é erguer as suas  classes mais adiantadas, as suas categorias superiores, dentro do período  correspondente, a um grau ainda mais elevado. Perante eles, como perante  nós, está patente um caminho mais íngreme, porém mais curto, que conduz  aqueles que trabalharam com séria convicção e esforço persistente, a  alturas ainda mais sublimes; porém que alturas são essas, é-nos  impossível precisar.

Em relação com o plano astral, apenas podemos  encionar as categorias inferiores dessa augusta legião. A três grandes  divisões inferiores (começando de baixo) chamam-se geralmente Kâmadevas,  Rüpadevas e Arüpadevas. O corpo mais inferior de que um Kâmadeva se pode  revestir é o astral, como para nós é o físico. De forma que está numa  situação análoga àquela em que estará a humanidade quando atingir o  planeta F. Portanto, vivendo normalmente no corpo astral, é do mental que  se reveste quando quer passar a esferas superiores, tal qual nós ao  passarmos do físico para o astral. E se quiser entrar num corpo causal,  pouco mais esforços terá a fazer (estando, é claro, suficientemente  desenvolvido) do que nós para entrarmos no mental. Da mesma forma, o  Rupadeva vive normalmente no corpo mental, visto que o seu habitat é nos  quatro níveis inferiores, ou subplanos rüpa do plano mental; por sua vez  o Arüpadeva pertence aos três subplanos superiores e o seu corpo mais  material é o causal. Mas a manifestação dos Rüpadevas e dos Arüpadevas no  plano astral é tão extremamente rara como a materialização no plano  físico das entidades astrais, de forma que não há necessidade de nos  referirmos a eles neste trabalho sobre o plano astral.

Com respeito à  divisão interior — os Kâmadevas — seria um erro grosseiro considerá-los  incomensuravelmente superiores a nós, visto que muitos vieram de uma  humanidade a muitos respeitos inferiores à nossa cm desenvolvimento. A  média dos Kâmadevas é, em geral, superior à nossa, porque tudo que neles  poderia haver de mau, há muito que foi expurgado das suas fileiras; mas  sua disposição varia muitíssimo, de modo que pode haver entre nós  indivíduos que, pela sua nobreza, altruísmo e elevação espiritual, ocupem  na escala da evolução um grau mais elevado do que alguns deles. Pode-se  atrair-lhes a atenção por meio de certas evocações mágicas, mas a única  vontade humana que os pode dominar é a de uma classe elevada de Adeptos.  Têm em geral pequena consciência de nós, no plano físico, mas acontece  uma vez ou outra que um deles, tendo conhecimento de qualquer dificuldade  humana, que lhes excita a compaixão, venha em auxílio do homem, como  qualquer de nós faria a um animal que víssemos aflito. Mas no estado  presente da evolução, qualquer interferência da parte deles seria,  entenda-se bem, mais prejudicial que benéfica.

Acima dos Arüpadevas há  ainda quatro outras grandes divisões, e ainda acima e para além do reino  dos devas estão as grandes hostes dos Espíritos Planetários, espíritos  gloriosos, cuja consideração estaria deslocada neste manual. Conquanto  não possamos afirmar que pertençam exatamente a qualquer uma de nossas  classes, este é, talvez o melhor lugar para mencionar os admiráveis e  importantes seres, que são os quatro Devarâjas. Neste nome a palavra  "Deva" não deve ser tomada no mesmo sentido em que a temos usado até  aqui, pois não é o reino dos devas mas sim dos quatro "elementos", da  terra, água, ar e fogo, com seus internos habitantes, os espíritos  naturais e as essências, que estes quatro Reis governam. Acerca das  etapas de evolução que eles seguiram até chegar à presente culminância de  poder e sabedoria, nada sabemos; apenas podemos afirmar que o caminho da  sua evolução não tem nada de correspondente em nossa humanidade. Chamase-lhes também Regentes da Terra, e Anjos dos quatro pontos cardeais, e  os livros hindus chamam-lhes os Chatur Mahârâjas, dando-lhes os nomes de  Dhritarâshtra, Virudhaka, Virupaksha e Vâishrâvana.

Nos mesmos livros as  suas hostes elementais são chamadas Gandharvas, Kumbhandas, Nâgas e  Yakshas, respectivamente, sendo os pontos cardeais próprios de cada um,  Este, Sul, Oestee Norte, e as respectivas cores simbólicas branco, azul,  vermelho e dourado. A Doutrina Secreta descreve-os como "globos alados e  rodas de fogo", e até na Bíblia cristã, Ezequiel, ao tentar descrevê-los,  serve-se de expressões muito semelhantes. Não há religião nenhuma que na  sua simbologia não se refira a eles, tendo sido sempre objeto da mais  fervorosa reverência como protetores da humanidade. São eles os agentes  do Karma do homem durante a vida terrena, representando, por isso, um  papel da mais alta importância nos destinos humanos. As grandes  divindades kármicas do Cosmos (chamadas na Doutrina Secreta "Lipikas")  pesam as ações de cada personalidade quando, no fim da vida astral, se  realiza a separação final dos seus princípios, e dá, por assim dizer, o  molde para um duplo etérico, exatamente apropriado ao karma dessa  personalidade para o próximo nascimento físico. Mas são os Devarâjas,  senhores dos "elementos", de que esse duplo se compõe, que os combinam  nas proporções convenientes, de modo a realizar rigorosamente as  intenções dos Lipikas. São eles também que durante a vida inteira estão  vigilantes, para contrabalançar as mudanças que o livre arbítrio do homem  e dos que o cercam introduzem continuamente na sua situação, afim de que  o karma possa esgotar-se de uma forma ou outra, mas sempre sob a ação da  mais reta justiça. Na Doutrina Secreta, vol. I, págs. 122 a 126, ed.  inglesa, encontra-se uma erudita dissertação sobre estes seres  maravilhosos, que podem materializar-se à vontade em formas humanas,  conhecendo-se alguns casos que isso tem sucedido. Todos os espíritos  naturais superiorese legiões de elementais artificiais são seus agentes  na estupenda tarefa que lhes está distribuída, mas são os Devarâjas que  têm todos os fios nas mãos e os únicos responsáveis pela sua obra. Poucas  vezes se manifestam no mundo astral, mas quando o fazem, são, decerto, os  mais notáveis dos seus habitantes não-humanos. Qualquer ocultista  adivinhará que, assim como há sete classes de espíritos naturais e de  elementais, deve haver também sete e não quatro Devarâjas; mas para além  do círculo dos Iniciados pouco ou nada se sabe dos três primeiros, além disso, não se pode fazer revelações a seu respeito.
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Assuntos Místicos Generalistas / Banho de Chuva como Banho de Descarrego
« Última mensagem por Ricardo em Março 12, 2018, 04:08:51 pm »
"Um outro tipo de banho de descarrego e harmonização, são os Banhos Naturais, ou Banhos na Natureza, estes banhos são excelentes pois permitem-nos receber em pleno a vibração da Natureza. São exemplo disso, os banhos de cascata, de mar, de água da fonte, de chuva, de rio, etc.
 São banhos que realizamos em locais de vibração da natureza, onde as energias são abundantes. Neste caso, não precisamos nos preocupar em não molhar a cabeça, a única preocupação é termos de encontrar lugares não poluídos que infelizmente são cada vez menos.
Entre os Banhos na Natureza, temos que destacar o Banho de Chuva que é uma lavagem do corpo e limpeza espiritual de grande força, deve ser feito num local resguardado, de preferência numa clareira no meio da mata e deve ser tomado com o corpo totalmente nu. Após o banho, sem secar, deve ser vestida roupa seca, e a pessoa deve sair do local e não voltar ao mesmo sitio durante pelo menos um ano."
in Casa da Mãe Grande

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