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Magias / Encantamentos / Simpatias / O que são encantamentos?
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 05:41:57 pm »
Encantamentos são mini-rituais que se utilizam de palavras para transferir poder para um objeto, atrair alguma situação ou proteger-se de outra. Quando se diz que um objeto está encantado, isso significa que ele recebeu ordens do mago ou da bruxa para cumprir determinada função mágica. Em geral, são funções benéficas. Se forem funções maléficas (negativas), chamam-se de maldições.

Maldições são palavras de ordem que têm por objetivo a destruição de algo alguém. Também são chamadas de "pragas". Quem lida com magias e encantamentos deve saber que as palavras podem ter muito poder e que os efeitos das maldições podem retornar para quem as lança.
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Magias / Encantamentos / Simpatias / Mulher mais atraente
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 05:38:44 pm »
Em 1 vasilha de metal, coloque pétalas de 1 cravo branco e de 1 rosa vermelha, 1 punhado de noz-moscada e 3 gotas de essência de lavanda. Coloque fogo dentro da vasilha com cuidado e, assim que tudo virar cinzas, recolha e coloque dentro de 1 saquinho plástico. Guarde esse saquinho dentro da sua gaveta de roupas íntimas. Lave e use a vasilha como de costume.
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Dúvidas, Problemas & Sugestões / Sempre que haja dúvidas no fórum
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 05:31:49 pm »
Sempre que tenha dúvidas sobre o funcionamento do forum abra um tópico sobre o assunto  ;)
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Médium Mestre Cruz / Novo Site - Mestre Cruz
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 05:17:44 pm »
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Iniciação e Filosofia / O Universo Subjectivo e a Prática Mágica
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 02:03:25 pm »
Olá a todos;  :)

Aqui partilho um vídeo que explica os planos básicos necessários onde se operam as operações Mágicas .
Há uma grande confusão no que concerne ao plano físico (plano dos efeitos) ou Universo Objectivo e os planos astrais (das causas) ou Universo Subjectivo.
Portanto, é no Universo Subjectivo que se dão os contactos com outras forças (sejam elas interiores ou exteriores ao Homem), que colocam em movimento os objectivos de qualquer praticante de magia.

Quais as vossas concepções sobre o assunto?


(a explicação começa aos 2:40 do vídeo, assim não têm que aturar os anúncios sobre o blog :p )



(a explicação começa aos 2:35 do vídeo, assim não têm que aturar os agradecimentos :p )


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Iniciação e Filosofia / Limpeza, Purificação e Consagração das Ferramentas da Arte
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 01:58:26 pm »
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O altar, do latim eclesiástico altāre, é uma ferramenta indispensável para a realização de qualquer procedimento mágico cerimonial. É utilizado pela maioria das culturas, religiões e espiritualidades como base de ligação entre o indivíduo e outras forças transcendentes. Altāre, de altum ( do alto), encerra em si a finalidade do seu uso que se destina a alcançar o alto, o infinito, aquilo que se encontra para além do nosso estado actual.

Geralmente os altares são posicionados no centro dos templos, pois o centro é o ponto convergente de toda a periferia, o simbólico Axis Mundi (centro do mundo), onde existe um perfeito equilíbrio e alinhamento com as forças divinas do Universo.

No altar realizam-se rituais cerimoniais, feitiços e toda a espécie de trabalhos relacionados com o metafisico. Nele devemos espelhar o nosso Universo Subjectivo através das ferramentas mágicas, símbolos e catalisadores com o qual o adornamos. Portanto, o nosso altar deve ser o nosso Universo interior e não somente uma mesa onde dispomos objectos comuns e distantes das nossas aspirações metafisicas. Um ramo sobre o altar, não é somente uma galho seco; ele é mais que isso, é o símbolo infinito da Vontade, do Fogo primordial da vida que permeia o universo e todas as coisas, ele é a ferramenta mágica que permite emitir essas qualidades nos nossos trabalhos mágicos, moldando o plano astral, para nossa defesa e protecção, quer através do traçar de um círculo protector ou de um golpe firme capaz de exorcizar energias negativas.

Para construir um altar digno deste nome é necessário torna-lo sagrado, bem como todas as ferramentas mágicas que este suportar. Para isso é feita uma breve, mas poderosa, cerimónia que serve para transcender uma mesa para um Altar, de um ramo para uma Baqueta Mágica.

É necessário efectuar 3 passos : Limpeza, Purificação e Consagração. Veremos em seguida um modelo de como efectuar estas três fases.

Escolha qualquer superfície plana como um móvel, cómoda ou baú para seu altar.

Lembre-se que esta superfície deve ser espaçosa o suficiente para nela repousarem as suas ferramentas mágicas, ofertório entre outros catalisadores que achar conveniente usar na sua prática espiritual. Se possível mantenha-o longe de mãos indiscretas, após ser consagrado só o praticante deverá mexer-lhe; o toque de outras pessoas irá afectar a harmonização irá estabelecer ao realizar os três passos acima referidos. Todos os objectos submetidos às fórmulas seguintes ficarão unidos a si energeticamente, este vínculo é facilmente abalado com o contacto energético proveniente de outras pessoas ao manusearem tais objectos. Mantenha-os sempre num local seguro.

Na medida que for usando-os esta ligação ficará cada vez mais forte e sentirá quando deverá submete-los a uma nova limpeza de modo a melhor fluírem a sua energia e a sua intenção nos trabalhos mágicos que realizar.

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LIMPEZA

Limpe o seu altar e os seus objectos fisicamente. Remova todas as impurezas da melhor forma possível. Lembre-se que irá torna-los em objectos sagrados, por isso devem estar apresentáveis e impecáveis, imaculados.

 
PURIFICAÇÃO

Na purificação, ou limpeza astral do altar e dos objectos, são utilizados os dois elementos femininos/passivos dos 4 elementos filosóficos. Pois as características destas energias são absorventes enquanto dos elementos masculinos/activos são segregantes.

TERRA e ÁGUA – Elementos femininos

AR e FOGO – Elementos masculinos

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Note que a classificação sexual nada tem que ver com estas terminações. São apenas géneros simbólicos, não fazendo um género melhor que outro. A existência depende destes opostos complementares para suster o Universo. Não há morte sem vida, tristeza sem alegria, negativo sem positivo, ad infinitum. É importante desmestificar que embora possam ser atribuídas relações entre os elementos filosóficos e elementos físicos, as forças que falamos não são materiais!

O sal é associado ao elemento Terra; a água, naturalmente associada, ao elemento Água.

Coloque num pequeno recipiente sal grosso 1* (se for sal marinho tanto melhor), e noutro recipiente um pouco de água (se conseguir água da nascente, melhor).


Exorcismo e consagração da Água e do Sal


Faça o mesmo procedimento em separado para cada recipiente.
Imponha as suas mãos sobre o recipiente da água e dirija-se a ela da seguinte forma:

Oh criatura da Água, em nome de (dizer nome de Divindades/Universo) eu exorcizo-te de todo o espírito impuro, que fiques limpa de toda a energia negativa e retenhais em ti somente o que é bom para o meu propósito!

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Do mesmo modo imponha as suas mãos sobre o recipiente do sal e dirija-se a ele da seguinte forma:

Oh criatura do Sal, em nome de (dizer nome de Divindades/Universo) eu exorcizo-te de todo o espírito impuro, que fiques limpo de toda a energia negativa e retenhais em ti somente o que é bom para o meu propósito!

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Coloque um pouco de sal na água e misture-o no sentido do ponteiro dos relógios com o seu dedo indicador até os grãos ficarem liquefeitos.
Imponha a suas mãos sobre a mistura e diga:

Em nome de (dizer nome de divindades/Universo), O Poder soberano que tudo move e faz acontecer; que sejas consagrada para que em tudo o que tocares exorcizes todas as energias negativas e contrárias ao meu propósito! Assim seja, assim se faça!

Trace um pentagrama de invocação sobre o recipiente.

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Visualize uma luz branca a surgir do centro da água iluminando-a num branco resplandecente que ofusca toda o local onde se encontra numa cândida luz branca. Está preparada a água sagrada.

Deverá aspergir o seu altar com esta água assim como todos os objectos que pretender consagrar ao nobre ofício da Magia. Desta forma eles serão imediatamente purgados de todas as energias adversas que poderiam prejudicar o seu desempenho nas operações que realizar. Esta água é também utilizada para proteger as nossas habitações de más entidades e vibrações nefastas. O seu uso é interminável, esta água não deverá ser mantida após um período de 24h pois o seu efeito vai sendo enfraquecido à medida que a água evapora.

CONSAGRAÇÃO

Na consagração são usados os dois elementos masculinos AR e FOGO. Cujos elementos associados são o carvão em brasa para fogo e o fumo do incenso para o ar.
Consagração do carvão e do incenso

Imponha as suas mãos sobre o carvão aceso e diga:

Oh criatura do Carvão, em nome de (dizer nome de Divindades/Universo) eu exorcizo-te de todo o espírito impuro, que fiques limpo de toda a energia negativa e retenhais em ti somente o que é bom para o meu propósito!

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Imponha as suas mãos sobre o incenso e diga:

Oh criatura do Incenso, em nome de (dizer nome de Divindades/Universo) eu exorcizo-te de todo o espírito impuro, que fiques limpo de toda a energia negativa e retenhais em ti somente o que é bom para o meu propósito!


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Coloque uma camada generosa de incenso sobre o carvão, imponha as suas mãos e diga:

Em nome de (dizer nome de divindades/Universo), O Poder soberano que tudo cria e faz acontecer; que este fumo impregne de poder, força e magia todo o objecto que por ele passar, para que toda a magia que com ele operar seja firme e eficaz! Assim seja, assim se faça!

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Trace o pentagrama de invocação.

De seguida passe os seus objectos pelo fumo do incenso, visualize-os repletos de poder, com uma aura reluzente. Sinta o poder que estes passam a emanar a partir da devida fumigação.

É conveniente que na altura da fumigação seja dita uma frase que expresse a função do objecto a ser consagrado.

Como por exemplo para a varinha: “Que esta varinha seja condutora directa da Força Primordial do Universo, que através dela os símbolos traçados sejam vivificados e os poderes devidamente invocados consoante a minha vontade! Assim seja, assim se faça!”

Estas frases devem ser construídas pelo praticante e o seu significado deve ressoar no mesmo.



1* Todos os elementos que puder recolher da Natureza serão melhores do que outros processados pela mão Humana. O original transporta a energia primordial da nossa Mãe Terra e a vibração da natureza é mais estável e poderosa do que qualquer coisa refinada, e enfraquecida, pelo artifício humano.
* Este é somente um método, nos muitos modos de preparar os objectos para uso sagrado, não vogamos ser único e inalterável. O autor defende que a formula certa é aquela que vibrar com o praticante. A repetição de actos exóticos e ocos de nada servem ao verdadeiro praticante de Magia.
Formula inspirada no livro: Key of Solomon the King: Clavicula Salomonis-S.L.MacGregor Mathers, R.A. Gilbert


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Iniciação e Filosofia / Definição de Magia (de Aleister Crowley)
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 01:56:46 pm »
I Definição de Magia


É a Ciência e a Arte de causar Mudanças em conformidade com a Vontade.

(Ilustração: É minha Vontade informar o Mundo de certos factos de meu conhecimento. Eu por sua vez reúno “armas mágicas”, caneta, tinta, e papel; eu escrevo “encantamentos” – estas frases – numa “linguagem mágica”, por exemplo, que são compreendidas pelas pessoas que desejo instruir; eu invoco “espíritos”, como impressoras, editores, livreiros e por aí, e obrigo-os a transmitir a minha mensagem ás pessoas. A composição e distribuição deste livro é um acto de Magia, pelo que, causo Mudanças a tomar lugar em conformidade com a minha Vontade)”


II Postulado


QUALQUER Mudança requerida pode ser efectuada através da aplicação de determinada espécie e grau de Força apropriados, através de um mediador apropriado, aplicado no objecto apropriado.


III Teoremas


1 Todo o acto intencional é um Acto Mágico.

2 Todo o acto bem-sucedido tem conformidade com o postulado.

3 Toda a falha prova que um ou mais requerimentos do postulado não foram preenchidos.

4 O primeiro requisito para causar qualquer mudança é através da compreensão qualitativa e quantitativa das condições.

5 O segundo requisito de causar qualquer mudança é a habilidade prática de colocar no movimento correcto as forças necessárias.

6 “Todo o homem e toda a mulher são uma estrela”

7 Todo o homem e toda a mulher têm um curso próprio, dependendo em parte do eu, e em parte do ambiente, que é natural e necessário aos dois. Alguém que é forçado a sair do seu curso, seja por não compreender-se a si mesmo, ou por oposições externas, entra em conflito com a ordem do Universo e sofrerá de acordo com isso.

8 O homem cuja vontade consciente está em desacordo com a sua Verdadeira Vontade está a desperdiçar a sua força. Ele não poderá influenciar o seu ambiente com eficácia.

9 O homem que está a fazer a sua Verdadeira Vontade tem a inercia do Universo para assisti-lo.

10 A Natureza é um fenómeno contínuo, através do qual não sabemos, em todos os casos, como as coisas estão conectadas.

11 A Ciência possibilita-nos tomar vantagem da continuidade da Natureza através da aplicação empírica de certos princípios que cuja interacção envolve diferentes ordens de ideias conexas entre si num modo para além da nossa presente compreensão.

12 O Homem é ignorante sobre a natureza do seu próprio ser e dos seus poderes. Até mesmo a ideia da limitação é baseada na experiência do passado, e a cada passo no seu progresso é estendido o seu império. Não há, portanto, razão alguma para assumir limites teóricos perante o que este poderá tornar-se ou que poderá fazer.

13 Todo o homem é mais ou menos consciente que a sua individualidade compreende algumas ordens de existência, mesmo quando ele mantém estes princípios subtis, são meramente sintomáticos de mudanças no seu veiculo grosseiro. Uma ordem similar pode ser estendida por toda a natureza.

14 O homem é capaz de ser, usar, o que quer que perceba, pois tudo o que ele compreende é de alguma forma, parte do seu ser. Ele pode subjugar todo o Universo do qual é consciente à sua Vontade individual.

15 Toda a força no Universo é capaz de ser transformada em qualquer outra espécie de força através do uso de meios adequados. Há, assim, uma fonte inesgotável de qualquer tipo particular de força que precisemos.

16 A aplicação de qualquer força afecta todas as ordens do ser que existem dentro do objecto na qual é aplicada, qualquer uma destas ordens é directamente afectada.

17 Um homem poderá aprender a usar qualquer força para servir qualquer propósito, tirando vantagem dos teoremas acima.

18 Poderá atrair para si mesmo qualquer força do Universo através de fazer-se um ajustado receptáculo para a mesma força, estabelecendo uma conexão com ela, e arranjando condições para que a natureza que o compele flua sobre ele.

19 Quando o homem sente-se separado de, e oposto a, o Universo age como uma barreira face às suas tendências. Isolando-o.

20 O homem apenas pode atrair e empregar as forças para o qual é verdadeiramente ajustado.

21 Não há limite para a extensão das relações de qualquer homem com a essência do Universo; pois assim quando o homem se faz uno com qualquer ideia os meios da medida cessam de existir. Mas o poder de utilizar esta força é limitado pela sua capacidade e poder mental, e através das circunstâncias do seu ambiente humano.

22 Todo o individuo é essencialmente suficiente para si mesmo. Mas ele estará insatisfeito para consigo mesmo até estabelecer-se e posicionar-se numa relação correcta com o Universo.

23 A Magia é a Ciência de compreender-se a si mesmo e suas próprias condições. É a Arte de aplicar essa compreensão em acção.

24 Todo o homem tem um direito imprescritível de ser o que ele é.

25 Todo o Homem deve fazer Magia a cada momento que ele age ou pensa, uma vez que o pensamento é um acto interno cuja influência acaba por afectar a acção, que ele não pode realizar no momento.

26 Todo o Homem tem o direito da auto preservação, para realizar-se ao máximo.

27 Todo o Homem deve fazer da Magia a nota chave da sua vida. Ele deve aprender suas leis e viver por elas.

28 Todo o Homem tem o direito de realizar a sua própria Vontade sem medo que isso interfira com os outros; pois se ele estiver no seu próprio lugar, a culpa é dos outros que interferem com ele. “


LIBER ABA | Parte três: Magia na Teoria e Prática – Aleister Crowley


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Iniciação e Filosofia / Evolução Espiritual = Moral ou Ética?
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 01:55:00 pm »
 Com frequência somos confrontados com a ideia de que a moralidade ou ética são as ferramentas adequadas para evoluirmos espiritualmente, mas será que elas estão mesmo relacionadas com a evolução espiritual do Homem?

Para abordar a questão de forma concisa devemos parar um pouco e compreender melhor o que entendemos por “Evolução Espiritual”. Como se processa esta progressão espiritual; será ela grupal ou individual; será ela opcional; qual é o seu objectivo?

Em primeiro lugar, se reconhecemos evolução espiritual, temos que reconhecer um “espírito“, uma entidade ou forma de vida que vai para além do comum corpo físico que temos no presente momento; temos também que reconhecer que ele está em desenvolvimento e que pelo menos parte dele não é “Perfeito“, que precisa de ser trabalhado conscientemente ou não.

Se vislumbrarmos os conceitos das várias religiões e tradições espirituais, rapidamente apercebemos-nos que existem tantas respostas diferentes quanto os diversos credos.
Alguns filiados, aos vários credos, dirão que a evolução se baseia no amor e perdão; outros no estudo de determinada doutrina ou livro sagrado; outros dirão que é através do abandono do Ego e no desprendimento material; na prestação de serviços de caridade; na oração; na prática de exercícios esotéricos; no alinhamento e equilíbrio com a Natureza; no alívio do sofrimento do próximo; na busca avida e incessante por conhecimento, na acumulação de experiências, outros dirão ainda que não há evolução espiritual porque a Alma é perfeita.
Mas de todas estas ideias, qual será a certa, serão todas correctas? Poderá nenhuma delas ser verdadeira?

Muitos lideres religiosos ou mentores espirituais não ousariam saltar de seus tronos, esticando o seus dedos indicadores autoritários arrogando-se detentores de uma Verdade absoluta a respeito do que abordámos acima. Serão estes homens mais especiais do que os seus seguidores? Porquê que eles têm autoridade de construir uma conduta moral “Verdadeira” e todos os outros não? Personalidades carismáticas têm o condão de impressionar mentes desnorteadas, demasiado perdidas nelas mesmas e desesperadas por qualquer tipo de orientação… pessoalmente estes pobres desorientados parecem mais próximos da realidade que os lideres e mentores supramencionados…

Estas pessoas “perdidas“, de modo directo ou não, aperceberam-se do deserto que é o “mundo“. Só não aprenderam a lidar com isso, maioritariamente por razões sócio-culturais que herdaram de suas famílias. Sem se aperceberem, idealizam nos seus mentores uma figura ideal e superior, que através da qual são elevados ao nobre destino espiritual em que acreditam.
Ninguém tem A Resposta, mas todos poderão ter a sua ideia própria face ao problema que reflectimos. Nada há de errado em relação a isso.

A qualidade do que é “espiritual” é demasiado vasta, pouco concisa e abarca uma pluralidade de interpretações/congeminações humanas que torna impossível abordar o assunto sem que caíamos na falácia da letra. A verdade é que o que é espiritual para uns, não é para outros! Tudo é baseado na crença, e a crença é subjetiva. Cada personalidade tem um temperamento próprio, todas as doutrinas que generalizam e promulgam Uma doutrina moral, na verdade estão a matar a individualidade de quem é coagido a aceitar tal código.

Não sou radical ao ponto de defender a abolição das religiões, tradições espirituais, ordens iniciáticas ou outros grupos do mesmo tom; acho muito bom estes corpos existirem, e acredito que o indivíduo possa tirar proveito destas organizações se souber comportar-se dentro das mesmas. O verdadeiro problema está no individuo que as frequenta e deixa que o seu sentido critico e individual lhe escorra entre os dedos, tornando-se escravo de preceitos que provavelmente nem compreende inteiramente. Estas escolas de pensamento são optimas quando o  individuo não se dilui nelas, quando vai viver novas experiências que complementem e o ampliem na sua existência individual, e não quando a sua existência se limita a aumentar essas instituições!

Respondendo à primeira pergunta desta reflexão. Para mim a moralidade ou ética que não seja formulada de modo independente e pelo próprio indivíduo é uma limitação e vai contra o sentido do que é “evolutivo”. Se um conjunto de valores estagnado se perpetua roboticamente, nada evolui apenas se mantém o que já existia. Portanto  é necessário que estes valores sofram alterações, é essa mutabilidade que os irá incrementar, ela é a componente fértil que imensas personalidades resistem em aceitar. Estas regras morais limitam o individuo a agir em determinado contexto e impossibilitam-no de experimentar a transgressão das mesmas normas, aumentando com ela o seu manancial de experiência. A Liberdade de pré-concepções é o meio mais saudável do indivíduo acumular experiências e conhecimentos de modo saudável com ausência de sentimentos ilusórios de culpa ou outros conflitos psicológicos. Se existir Evolução Espiritual, para mim, ela terá que ser natural (subconsciente) tal como a evolução das espécies e a formação dos corpos celestes. O que não impossibilita o indivíduo desenvolver conscientemente as suas faculdades através de qualquer tipo de prática. Não existem “special ones“, todos somos capazes de nos aperfeiçoar-mos através da prática, persistência e Vontade. Um mau desenhador pode tornar-se num bom desenhador se treinar e repetir a sua insistência diariamente em direcção a esse objetivo. Isto aplica-te a tudo o resto.

E para vocês caros(as) leitores(as), quais são as vossas ideias?

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Iniciação e Filosofia / Ordem Rosacruz AMORC
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 01:53:00 pm »
Boa noite,

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Já alguém ouviu falar, alguém conhece, opiniões?

Pequeno contexto:

'A Antiga e Mística Ordem Rosacruz, conhecida pela sigla AMORC, é uma organização internacional, de natureza filosófica, iniciática e tradicional, que perpetua o Conhecimento dos iniciados do antigo Egipto e, de um modo geral, a gnose secreta que os grandes pensadores têm transmitido desde a mais remota antiguidade. Os ensinamentos que a Ordem põe à disposição dos seus membros são apresentados através de monografias distribuídas mensalmente. Os assuntos nelas tratados vão desde conhecimentos científicos de natureza física, às leis que regem o mundo metafísico. Incluem igualmente numerosos exercícios que visam desenvolver as faculdades psíquicas do ser humano, dado serem estas faculdades que facilitam o conhecimento da realidade divina, que se manifesta no homem e no mundo em redor. A AMORC é, pois, uma escola de pensamento que faculta estudos que abrangem os aspectos materiais e imateriais da existência humana.

O seu objectivo é promover a evolução da humanidade através do desenvolvimento das potencialidades de cada indivíduo e propiciar uma vida mais harmoniosa para alcançar saúde, felicidade e paz. Para esse objectivo, a Ordem Rosacruz oferece um sistema eficaz e comprovado de instrução e orientação para um profundo autoconhecimento e compreensão dos processos que determinam a mais alta realização humana. Essa profunda e prática sabedoria, cuidadosamente preservada e desenvolvida pelas Escolas de Mistérios esotéricos da Antiguidade está a disposição de toda pessoa sincera, de mente aberta, motivação positiva e construtiva.'
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Iniciação e Filosofia / O caminho da Esquerda
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 28, 2017, 01:46:38 pm »
O «caminho da direita» professa a resignação perante o infortúnio, alegando que a dor, a perda e o tormento são provas ou lições que um certo Deus põem no nosso caminho para nos fazer evoluir. Por isso, o «caminho da direita» diz-nos: «aceitai a dor. Ela é uma bênção. Não vos preocupeis com o tormento que viveis neste mundo, pois tudo o que é da carne é pecado. Aceitai mansamente o vosso destino, porque depois de morrer sereis recompensados.»

 

O «caminho da esquerda» alega o contrario, dizendo: «não vos resigneis perante a dor. A dor não é uma bênção, é apenas o que é: dor. Podeis alterar o rumo dos eventos, pois a dor não constitui uma lição, nem uma prova, nem é o objectivo de virmos a este mundo. Este mundo não é uma passagem passiva de sofrimento sobre sofrimento, mas antes uma viagem activa em busca da sabedoria. A felicidade e a realização são as metas de uma alma, e o mundo espiritual pode ajudar a encontrar o rumo desse destino bom. A resignação cega não é o passaporte para o céu, mas antes a sabedoria é a chave para a felicidade. O que é deste mundo não é pecado, mas sim algo para ser vivido com plenitude, ambicionando a sabedoria que nos eleva. Pois isso se diz:

 

«Procurai os espíritos, ambicionai a sabedoria, vivei em busca da felicidade, pois nisso não há pecado. »

 

Na verdade, nos círculos esotéricos e ocultistas, aquilo que é denominado normalmente chamado de «magia branca» é na verdade o dito «Caminho da mão direita»,

ao passo que aquilo que é comummente conhecido por «magia negra» é na verdade o  «Caminho da mão esquerda».

 

Muitas são as definições mais ou menos aprofundadas em termos teológicos sobre estes dois distintos caminhos espirituais.

 

O «caminho da direita» geralmente suporta as concepções espirituais de religiões como o Cristianismo,

ao passo que o «caminho da esquerda» normalmente serve de fundamento ao pensamento teosófico

que subsiste nas doutrinas espirituais da Bruxaria.

 

E no entanto, apesar das complexas argumentações e conceitos espirituais professados nas doutrinas do «caminho da direita»,

ou no «caminho da esquerda», as diferenças entre ambos são tremendamente fáceis de apontar,

ao passo que tão profundamente complexas.

 

Aquilo que o padre da sua paróquia lhe dirá tanto sobre o mundo espiritual, como sobre os infortúnios que atingem a sua vida, será um discurso fundamentado nos princípios doutrinários do «caminho da direita». Por isso, ao aqui lê-los, facilmente conseguirá identificar o discurso conformista, resignado e subserviente que caracteriza o «caminho da direita».

 

Ao contrario, aquilo que um Bruxo lhe responderá tanto quando aos infortúnios que atingem a sua vida, bem como sobre o mundo espiritual, facilmente você identificará no discurso ambicioso e libertador do «caminho da esquerda».

 

 

São essas mesmas distinções que aqui se procuram esclarecer de forma sintética e sistematizada.

 

Observai:

 



 

O «Caminho da direita»,

( ou seja: os princípios teológicos nos quais se centram os pilares fundamentais

do pensamento de religiões como o Cristianismo),

assenta nos seguintes 5 pressupostos:
 

 
 

I

 

O caminho da mão direita diz: «Aceita a tua dor de hoje, porque depois, (após a tua morte, uma vez chegado ao céu), serás feliz».

 

II

 

O caminho da mão direita alega:

 

«A dor, a angustia, o tormento, a pobreza, a solidão, a perda, são:

 

- ou lições para nos testar

- ou castigos por culpas nossas, ( karmas)»

 

Seja como for, para o caminho da mão direito, a dor é sempre um instrumento para alcançar salvação

 

III

 

O caminho da mão direita defende: «Tudo o que sofremos é para nos purificar. A evolução espiritual advêm por isso do sofrimento, do tormento, da perda, de todo o mal que passamos nesta vida»

 

Para o caminho da mão direita, o mal que nos atinge é por isso glorificado como fonte de aperfeiçoamento e salvação.

 

IV

 

O caminho da mão direita professa: «O mundo espiritual está separado do mundo físico. O mundo físico e as suas expressões  são pecaminosas, ao passo que apenas a esfera celestial é virtuosa. O plano carnal e físico são  fonte de pecado.»

 

V

 

O caminho da mão direita diz-nos por tudo o que foi exposto, que devemos negar a carnalidade e reprimir os nossos desejos, para atingir a espiritualidade. A espiritualidade é por isso atingida pela abnegação, abstinência, sofrimento e contemplação. Diz assim o caminho da mão direito, que devemos aceitar pacifica e mansamente o destino que nos é imposto, se desejamos a espiritualidade.

 

 
 

 
 

 
 

 

O «Caminho da esquerda»,

(ou seja: os princípios teológicos nos quais se centram os pilares fundamentais do pensamento de religiões como a Bruxaria),

assenta nos seguintes 5 pressupostos:

 
 

 
 

I

 

O «caminho da esquerda» afirma que nem a dor, nem o tormento, nem a pobreza nem a solidão, nem a perda, são instrumentos para se ser feliz numa próxima vida. Assim questiona o «caminho da esquerda»: «Como pode alguém ser feliz no «Além», se nunca conheceu a felicidade nesta vida ? Como pode um cego saber o que é ver, se nunca viu? Como pode aquele que viveu e morreu de fome, saber o que é estar saciado? O caminho da esquerda nega por isso que mal que nos atinge possa constituir um instrumento de evolução espiritual, uma vez considera que a felicidade, a realização e a sabedoria são   o objectivo da existência de uma alma, e o mundo espiritual deve de servir para construir esse percurso.

 

II

 

O «caminho da esquerda» defende que não devemos aceitar destinos impostos por uma deidade tirânica. Especialmente os destinos e os  mandamentos que advêm de um Deus que disse: «não matarás», mas logo a seguir é responsável pelos genocídios, guerras, banhos de sangue, pragas e destruição que enviou há humanidade através dos seus anjos. O «caminho da esquerda» afirma que o destino não esta na cega subserviência e mansa resignação aos caprichos de um deus, mas antes que o destino  está nas nossas mãos, e os espíritos podem ajudar a construir esse destino.

 

III

 

O «caminho da esquerda» alega que não devemos aceitar salvações que vem em troco da resignação. Resignação é a melhor forma de um pastor guiar ovelhas a caminho de um matadouro, e nós não somos ovelhas e muito menos nos devemos sentir felizes por estar a caminho do matadouro.

 

IV

 

O «caminho da esquerda» professa que evolução espiritual não advêm do tormento, nem da perda, nem da dor,  mas sim da sabedoria.

O «caminho da mão esquerda» acredita por isso , ( ao contrario do que o seu padre da paroquia local lhe dirá), que o infortúnio não é uma bênção de Deus, mas antes que um infortúnio é apenas isso: um infortúnio. A bênção está em possuir sabedoria que nos permita sair do infortúnio, viver a felicidade e conquistar a plenitude. E os espíritos podem auxiliar nesse percurso.

 

V

 

O «caminho da esquerda» revela que o mundo espiritual actua em parceria com o mundo físico.

O «caminho da esquerda» professa assim que o mundo espiritual influencia o mundo terreno, assim como o mundo terreno influencia o mundo espiritual. As relações entre estes dois mundos, ( o mundo terreno e o mundo espiritual),  não são por isso de oposição, ( nega-se por isso o conceito de que o mundo terreno é pleno de pecado, ao passo que o mundo celestial é pleno de virtude), mas antes são relações de interacção. Tal como na natureza o elemento positivo se relaciona com o elemento negativo e da dinâmica que dai advêm nasce movimento e vida, também o mundo espiritual e o mundo físico se relacionam vão «beber» um ao outro, e nesta relação reside o próprio «motor» da criação e da existência. 

O mundo físico procura «beneficiar» do mundo espiritual, assim como o mundo espiritual também procura «alimentar-se» do mundo físico.

O mundo espiritual exige evolução espiritual, mas o mundo espiritual também deseja participar nas realizações do mundo físico.

O mundo espiritual recompensará na esfera celeste aquilo que foi alcançado na esfera terrestre através da permuta de experiências e evoluções entre ambos os mundos.

O mundo espiritual interage como o mundo físico e vice-versa.

O caminho da esquerda advoga por isso que o mundo físico não é por isso pecaminoso, nem o mundo espiritual é por isso uma realidade tão virtuosa como subsequentemente punitiva da realidade física.

O caminho da esquerda crê por isso que a espiritualidade não é atingida pela abnegação, abstinência, sofrimento, dor, infortúnio  e mera contemplação,

mas antes pela carnalidade aliada á sabedoria, bem como pela felicidade aliada á força da evolução, assim como pela acção aliada ao contacto com os espíritos.

 

 
 

 

Alex Sanders, e a tradição Alexandrina do «caminho da mão esquerda»:



 

Alex Sanders  nasceu a 6 Junho 1926, e foi um dos mais reconhecidos praticantes do caminho da mão esquerda, sendo que a ele se deve a chamada «Tradição Alexandrina.»

Alex Sanders chamava-se na verdade Orrel Alexander Carter, ( era esse o seu nome de baptismo), e era um químico que trabalhou num laboratório em Manchester – Inglaterra, terra que o viu nascer.

Alex sanders foi iniciado nas artes da bruxaria pela sua avó. A

 sua avó, ( uma bruxa de vastos conhecimentos esotéricos),  treinou-o ao longo de vários anos nas artes da magia, espiritismo e vidência.

Aos 74 anos e perto da morte, a avo de Alex Sanders ensinou-lhe os rituais dos mais elevados níveis místicos, inclusive os poderosos processos de magia envolvendo rituais carnais.

Após a morte da avó, durante algum tempo Alex Sanders trabalhou como curandeiro nalgumas igreja espíritas, sob o pseudónimo de Paul Dallas.

Alex Sanders teve 2 casamentos e 4 filhos, ( 2 filhos do primeiro casamento, e 2 filhos do segundo casamento); Ao longo da vida, Sanders vagueou entre vários trabalhos, viveu uma vida por vezes polémica devido ao álcool e aos seus envolvimentos sexuais.

Aquando do final do seu primeiro casamento, a sua primeira mulher retirou-lhe os 2 filhos, proibindo Sanders de os ver. Consta que Alex Sanders lhe lançou uma maldição que funcionou com terrível eficácia.

Dizia-se que Alex Sanders praticava adoração ao Diabo, e é tambem afirmado que fundou mais de uma centena de Covens, e foi denominado o «Rei das Bruxas».

Alex Sanders estudou as artes mágicas de Abramelim, um mitico mago egípcio que deixou um legado ocultista constituído por um vasto corpo de ensinamentos de magia kabalista com os quais Sanders tomou contacto.

Alex sanders trabalhou com a sua segunda esposa, Maxine Morris,

ensinando bruxaria e percorrendo o «caminho da mão esquerda».

 

Maxine Morris deu 2 filhos a Sanders: uma filha chamada Maya, e um filho chamado Victor.

 

Durante muitos anos, Alex Sanders e Maxine trabalharam a partir do seu lar na  Egerton Road North, 24- Chorlton-cum-Hardy – Manchester – Inglaterra. Diz-se que Sanders iniciou mais de 1.623 bruxas, sendo que fundou mais de 100 Covens. Foi por isso considerado o «rei das bruxas».

Sanders realizou diversos tipos de magia carnal e sexual, sendo que foi reconhecido com um dos maiores autores contemporâneos de obras esotéricas.

Sanders morreu em 1988, tendo deixado o seu título de «rei das bruxas» ao seu filho Victor.

Alex Sanders possuía um vínculo com um espírito chamado «Michael», assim como com a alma de uma bruxa que foi assassinada no sec XVII, vítima da «caça ás bruxas». Esses vínculos espirituais foram os que guiaram parte da sua vivência e trabalhos místicos.
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