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Tarot / Antigo Tarô de Marselha (curso completo)
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Março 30, 2018, 02:03:57 pm »
Antigo Tarô de Marselha (curso completo)

Origem
O pesquisador Michael Dummett, filósofo e estudioso dos jogos de cartas, concluiu que - na falta de provas documentais anteriores - o baralho de Tarô foi provavelmente concebido no norte da Itália, no século 15 e introduzido no sul da França, quando os franceses conquistaram Milão e Piemonte em 1499.

Os antecedentes do Tarô de Marselha, então, foram introduzidos no sul da França. O jogo de tarô declinou na Itália, mas sobreviveu na França e na Suíça. Os desenhos são de caráter medieval e podem ter recebido influencia do vitral gótico, em razão de suas linhas ou de suas cores. Quando o jogo foi reintroduzido no norte da Itália, o padrão das cartas reconhecido como “de Marselha” foi introduzido na região.

As Cartas
Popularmente conhecido como cartas de ler a sorte, cartas ciganas, etc. o tarô é um conjunto de 78 cartas representando figuras humanas, animais, vegetais, objetos e símbolos. Essas cartas, ou lâminas, como também são conhecidas, contêm um significado oculto, tanto individual como em relação umas às outras.

Esse conjunto de 78 cartas se divide em dois grupos. Ao primeiro, denominado Arcanos Maiores, correspondem 22 cartas, tradicionalmente numeradas de 1 a 21 mais uma não numerada ou identificada pelo número zero. Mais raramente, alguns jogos não apresentam o número 13, mas isso por mera superstição. O segundo grupo de cartas, conhecido como Arcanos Menores, ou simplesmente "os naipes", contém 56 cartas, subdivididas em quatro grandes subgrupos, os naipes propriamente ditos: paus, copas, ouros e espadas. Cada naipe abrange quatorze cartas: rei, uma rainha, um cavaleiro, um valete e cartas numeradas de um a dez. As cartas de jogar, que todos conhecem, deriva deste segundo grupo de tarô.

O Ocultismo das Cartas
O oráculo não é para ser exposto ao público mas para consulta particular. As cartas de uma bruxa devem ser somente dela e caso ela deseje fazer consultas para outras pessoas, deve ter um baralho exclusivo para isto.
Para transformar um baralho de cartas em um oráculo deve iniciar tomando posse das cartas, ou seja, impregná-las com suas vibrações pessoais. Deve-se realizar uma pequena cerimônia de apresentação das cartas aos Deuses e deixá-las dormir uma noite ao luar (não é necessário que fiquem expostas ao tempo, podem ficar dentro de casa, diante de uma janela de vidro fechada recebendo os raios da lua, por exemplo).

As cartas devem ser guardadas envoltas por um tecido preto, em um local próximo à bruxa ou aos seus pertences, para que fiquem sempre impregnadas com a sua energia. Este baralho jamais deve ser visto ou tocado por outras pessoas e suas consultas devem ser secretas, ou seja, ninguém poderá saber o que for mostrado por estas cartas.

Este tarô corresponde a um oráculo de pesquisa, de aquisição de conhecimentos e respostas, de experiências, de crescimento interior. Esse conjunto de cartas deve ser escolhido e tratado com muito carinho, posto que será um jogo de estimação, uma vez que a carga emocional e afetiva envolvida em seu manuseio tende a aumentar-lhe a sensibilidade.

Quando não quiser mais este baralho, deverá queimá-lo e lançar suas cinzas na natureza (jardim, campo, mar, etc.) pois ele carrega a energia daquele que o manuseava e esta energia deve ser entregue aos Deuses para proteger o(a) dono(a) do tarô.

Leitura do Tarô
Está diretamente relacionada com uma pergunta ou consulta formulada. Em outras palavras, a resposta a uma pergunta complexa pede uma leitura mais cuidadosa, mais elaborada; contudo, para uma resposta que não exija grandes aprofundamentos, uma leitura simplificada mostra-se suficiente.

Portanto, bastariam os Arcanos Maiores para uma resposta satisfatória, reservando-se os Menores para as leituras e análises mais complicadas.

Embaralhamento
Toda leitura é sempre precedida do embaralhamento das cartas e, em geral, embaralham-se os 22 Arcanos Maiores em separado dos 56 Menores.

A pessoa que embaralha as cartas as impregna com seu magnetismo. Desse modo, o embaralhamento deve ser feito por quem formula a pergunta, ou seja, o consulente. Tome-se isso, entretanto, como uma recomendação e não como norma obrigatória. O corte do maço, este sim, é exclusivamente do consulente.

Separados os dois grupos de Arcanos, embaralham-se as lâminas tal como nas cartas de jogar. Um outro método consiste em espalhar as cartas aleatoriamente sobre uma mesa (previamente forrada com um tecido preto) com as faces voltadas para baixo e movimentá-las circularmente no sentido anti-horário. Usar ambas as mãos.

O consulente corta então o maço em duas partes. O intérprete, em seguida, sobrepõe carta por carta das duas partes cortadas até que não reste nenhuma. Se sobrar alguma, recomeça a operação. É comum efetuarem-se três embaralhamentos e três cortes seguidos da sobreposição das cartas. Em geral, na terceira vez, o tarô dá um sinal: não há sobras, ou seja, o último corte separou o conjunto em dois conjuntos de onze cartas, e a sobreposição se completa sem sobras, "avisando" que o jogo está pronto para começar. Se, entretanto, após a terceira tentativa, isso ainda não ocorreu, é melhor parar e recomeçar do princípio, isto é, embaralhando tudo novamente. Às vezes, o sinal ocorre já na segunda sobreposição, raramente na primeira.

Os Arcanos Menores podem ser embaralhados da mesma forma e apenas uma vez.

Formulação da Pergunta
A maneira de abordar o oráculo revela-se fundamental, pois serão mobilizadas várias energias, principalmente mentais. O consulente deve visualizar a pergunta, que deve estar bem clara em sua mente.

Para conseguir visualizar o que deseja saber o consulente deve concentrar-se, desligar-se do mundo exterior e mergulhar no seu íntimo, pensando exclusivamente na sua pergunta. Se for uma dúvida relativa a uma pessoa, por exemplo, o consulente deve pensar na pessoa e nas situações que a fizeram ter aquela dúvida. Deve-se fechar os olhos e visualizar concentradamente. Após isto, o consulente deve abrir os olhos e cortar o baralho.

A Leitura
São muitas as maneiras de fazer uma leitura de tarô, entretanto, qualquer que seja o modo escolhido ao terminar a fase de embaralhamento, o maço deve ser colocado sobre a mesa com a face para baixo. O intérprete virará as cartas de cima, da direita para a esquerda, lateralmente (a fim de não invertê-las). O sentido das cartas (correto ou invertido) é considerado a partir de quem faz a leitura e não do consulente (caso este não seja o próprio intérprete).

Leitura por Três

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Embaralham-se os 22 Arcanos Maiores e viram-se três cartas, colocando-as em sequência. A primeira carta corresponde ao passado, a do meio ao presente e a terceira ao futuro. A interpretação se faz pelo encadeamento dos significados a partir da primeira carta. Pode-se introduzir uma modificação colocando-se as três primeiras da esquerda para a direita e, em seguida, colocando-se sob cada uma delas uma nova sequência de três cartas, que funcionarão como "explicadoras" da carta de cima; ou seja, a carta inferior afeta a superior. Ainda assim, conservam-se os significados de passado, presente e futuro.

Leitura por Cinco

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Embaralhando o tarô, coloca-se uma sequência de cinco cartas da esquerda para a direita. A primeira é o passado, a segunda o presente, a terceira o futuro; a quarta será o consciente do consulente (seu enfoque consciente do problema) e a quinta carta representará seu inconsciente (seu enfoque inconsciente). Introduzindo nova série de cartas sob essas, teremos a leitura modificada por cinco.

Leitura por Sete

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Representa a mesma coisa que a leitura por cinco, mas com a adição de mais duas cartas no final: a sexta representa a visão do consulente a respeito de si mesmo e a sétima, a visão que as outras pessoas têm do consulente. Também se pode aplicar o método modificante.

Leitura por Dez

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É a leitura por sete com alguns acréscimos: a primeira carta representa a pergunta, o consulente; a segunda carta representa os obstáculos e problemas relativos à pergunta; a terceira representa a visão consciente; a quarta, a visão inconsciente; a quinta, a visão pessoal; a sexta, a visão por outras pessoas. A sétima carta reafirma e esclarece a quarta carta, enquanto a oitava faz uma síntese das seis primeiras. A nona carta representa uma explicação e reafirmação da terceira e, ainda, assume o papel de obstáculo vencido; finalmente, a décima carta representa o futuro, ou seja, a resposta à formulação.

Leitura por Doze

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Essa modalidade de leitura segue os padrões astrológicos e por isso são doze cartas, porque são doze signos zodiacais. Os significados sobrepõem-se com os significados das casas astrológicas. É uma leitura muito mais complexa e precisa e requer conhecimento profundo de cada signo.

Para esta leitura, em geral, distribui-se as cartas na ordem numérica correta e depois coloca-se o maço restante no centro do círculo. Levanta-se então a primeira carta que representa o futuro. A leitura segue então dessa forma, vendo o futuro de acordo com as cartas e a influência dos astros.

Para uma leitura do futuro mais detalhada, deve-se acrescentar um círculo externo com os Arcanos Menores, respeitando a mesma ordem numérica de distribuição das cartas. Esta leitura é a mais completa para quem deseja saber mais detalhes sobre o futuro. Esta leitura, às vezes, torna-se impossível de compreender, pois as cartas e as posições ficam confusas, isto ocorre quando o futuro ainda não está definido e a pessoa pode mudar o seu curso.

Interpretação
Costuma-se atribuir um determinado significado a cada uma das cartas do tarô. Essa é a forma como ele chega mais comumente ao público, empregado tanto por cartomantes, como por estudiosos. Aos Arcanos Maiores, atribuem-se significados mais ou menos flexíveis, abrangentes, genéricos, mantendo-se restritos e particularizados os significados dos Arcanos Menores.

Essa constitui a forma mais usual de interpretação por estudantes sérios quando não há necessidade de leituras mais elaboradas ou quando não há uma preocupação maior com a clareza.

Um outro tipo de análise de cartas, principalmente dos 22 Arcanos Maiores, é aquele em que se procura apreender o significado da carta através de seu simbolismo e das reações intuitivas que ela desperta, bem como de seu posicionamento em relação às cartas vizinhas. Esse tipo de interpretação confere ao tarô dimensão e profundidade infinitas, fazendo do lançamento de sua carta um verdadeiro canal de captação do todo.

Numa primeira abordagem, o tarô nos remete a três níveis distintos de profundidade: físico, mental e espiritual (este é também chamado de consciente, subconsciente e inconsciente).

Nível Físico
Corresponde a uma interpretação literal das cartas, ou seja, pelo seu significado gráfico-simbólico, sem grandes preocupações intuitivas, pouco dependendo do grau de conhecimento ou de sensibilidade do intérprete.

Trata-se da forma de leitura mais superficial e por isso mesmo, mais conforme os problemas do nosso dia-a-dia (dinheiro, emprego, amores, casamento, filhos, inveja, ciúme, etc.). Enfim, está em relação direta com o nosso material, biológico, racional. Esta a forma de leitura mais comumente feita por cartomantes e curiosos em geral.

Nível Mental
Neste nível ocorre o aprofundamento no abstrato, a interpretação se faz já vislumbrando a ação das forças e leis que regem a natureza, o cosmo.

Aqui, a intuição começa a se mostrar e o consulente começa a perceber suas relações com o mundo ao seu redor (e não mais apenas com o intérprete), as grandes tendências de seu futuro, porém já em termos de auto-avaliação.

As experiências estético-sensoriais vão ocupando os espaços antes preenchidos por sensações unicamente orgânicas. Em suma, o nível mental é o elo de ligação entre os dois extremos - o material e o espiritual.

Nível Espiritual
O terceiro e mai profundo nível, o espiritual, só faz sentido para aqueles que já se voltaram para o caráter eterno do ser, aqueles para quem o mundo material, com todas as suas atrações, já não exerce influência, ou pelo menos, não mais ocupa lugar de destaque na escala de valores.

Essas pessoas, tendo já transcendido suas limitações materiais, preocupam-se com sua parte imortal, passando a ter (e ser) um canal aberto aos planos superiores. Em tal situação, o estudioso do tarô tem sua intuição extremamente aguçada, estando em condições de estabelecer suas próprias normas de conduta e de decidir sobre quais aspectos de sua vida deve interferir para obter maior crescimento espiritual e energético.

Análise Individual da Carta
A análise e interpretação do grafismo de cada carta envolve três etapas: a análise das cores, de sua distribuição(posicionamento na mesa em relação às outras cartas) e a análise conjunta do simbolismo gráfico e das cores.

1. Figuras Geométricas

Ponto, círculo, triângulo: Representam a essência, o espírito. O ponto é o espiritual em sua forma embrionária, potencial, já o círculo é a sua realização.O triângulo significa a espiritualidade polarizada, ou seja, o plano espiritual mais baixo, mais próximo à matéria. Daí os dois triângulos entrelaçados ( o selo de Salomão), um apontando para cima, significando o ser humano ascendendo ao divino, o outro apontando para baixo, significando o elemento divino em sua descida á matéria.

Cruz e/ou quadrado: Geralmente representam o mundo material, o sofrimento, a necessidade de superação e transcendência desse plano. O quadrado ou o cubo estão mais ligados ao materialismo, enquanto a cruz representa o sofrimento no físico (perdas, hábitos, vícios, etc.).

Lemniscata: Essa palavra vem do latim e significa "ornadas de fitas", sua forma é um 8 e lembra um laço de fita. É a forma do chapéu do Mago e da Força. Representa a parcela essencial do ser humano, ou seja, a sua alma. Corresponde aos processos que ocorrem no transcorrer da vida de uma pessoa e não são determinados pela personalidade.

2. As Cores

Correspondem às condições psicológicas ou ao estágio individual do indivíduo, seu grau de apego e/ou desprendimento do plano físico.

Vermelho: Significa ação, violência, agressividade, arroubo, sexualidade, virilidade.

Azul: Expressa passividade, introspecção, ponderação, materialismo, indecisão, feminilidade.

Amarelo: Representa o intelecto ou as fixações intelectuais do indivíduo, se na cabeça, intelectualismo ou atividade intelectual predominante. Se nos braços e pernas, esperteza, trabalho com as mãos e os pés.

Branco: Denota pureza, a alma, essência do ser, desenvolvimento por meio de crescimento interior e não da personalidade.

Verde: Expressa regeneração, decomposição, desagregação, podendo representar, ao mesmo tempo, renovação. Em geral é expresso pelo simbolismo vegetal das cartas.

3. Os Objetos

São quatro os objetos mais comumente reconhecidos no grafismo das cartas e podem estar representados de maneira direta ou indireta.

Bastão ou clava (paus): Significa o cetro de poder, ação, intelectualidade.

Copo ou taça (copas): Expressa receptividade, passividade, emoção.

Espada, punhal (espada): Violência, atividade física, ação.

Moeda, roda, pantáculo (ouros): Denota a matéria, o ambiente exterior.


4. Direção e posição

As direções e posições das figuras representadas nas cartas também apresentam importante significação

Para a esquerda: Representa o passado

Para a frente: Se encarando o consulente, é o presente

Para a direita: Denota o futuro

Figura em pé: A ação será imediata ou o acontecimento está bastante próximo

Figura sentada: A ação será demorada ou o acontecimento demanda um certo tempo para ocorrer, ou ainda, reflete antigas influências do passado

Para baixo: Representa acontecimentos ou ações ligados ao passado, mas interferindo nos assuntos presentes

Para diante: Direita ou esquerda, segundo o plano horizontal, significa acontecimentos atuais, aqueles que se desencadearão presentemente

Para cima: o Louco é a única figura que olha para cima e isto significa possibilidade de ação ou de liberação


Análise das Cartas em Conjunto

Essa fase segue-se à leitura individual das cartas, devendo ser analisado os seguintes aspectos: a harmonia ou desarmonia dos elementos antagônicos (ação/imobilidade, espiritualidade/materialidade, atividade/passividade, etc.); as influências recíprocas que as cartas exercem umas sobre as outras; a localização da carta dentro de cada leitura.

Os Arcanos Maiores

Esse conjunto, em número de 22 cartas, compõe a base, o alicerce do tarô. Ao contrário dos Arcanos Menores, sua significação é central, um tanto fixa, porém de simbologia muito mais profunda. É nesse conjunto que os três níveis se configuram e é nele que o estudioso interessado deve focalizar sua atenção. Estas cartas são: o Mago, a Papisa, a Imperatriz, o Imperador, o Sumo Sacerdote, o Enamorado, o Carro, a Justiça, o Eremita, a Roda da Fortuna, a Força, o Enforcado, a Morte, a Temperança, o Diabo, a Casa de Deus, a Estrela, a Lua, o Sol, o Julgamento, o Mundo, o Louco.


I - O Mago

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O homem no sentido natural, desconhecedor de suas potencialidades e possibilidades. Seu chapéu forma a "lemniscata", o oito horizontal, símbolo do infinito e do conhecimento esotérico. Os ombros formam um círculo e a mesa um quadrado da matéria.

Nas mãos do mago vemos o bastão (cetro) e a moeda (círculo) de maneira oposta, representando o engano. O vegetal significa vitalidade.

Detalhes importantes:
a posição cetro/moeda;
os braços formam o aleph;
o disfarce do potencial dos objetos sobre a mesa - punhal (espada); taça (cálice); moeda (círculo); bastão (cetro);
o olhar e a direção do olhar do mago.

Interpretação
Posição correta: início das atividades (excesso de vermelho), empenho para falar, atuar, estudar ou escrever. Capacidade de aceitar riscos. Inteligência alerta e aberta; eloquência persuasiva.
Posição invertida: charlatanice, covardia, fraude.
Sentido esotérico: reconciliação de extremos, desenvolvimento do eu dentro das possibilidades oferecidas pela vida. A cegueira do homem perante seu próprio estado e suas potencialidades espirituais.

II - A Papisa

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Necessidade de tornar-se receptivo, de pensar, ou de parar, a fim de se aprimorar. Deve-se receber experiências no campo espiritual para se aprimorar. O tronco e a cabeça da figura formam um triângulo ascendente e a parte inferior de sua cabeça forma o sinal da matéria.

Detalhes importantes:
o olhar e a direção do olhar da figura;
o livro, como fonte de sabedoria;
a predominância do azul;
a cor vermelha losangular (vagina) como atividade escondida.

Interpretação
Posição correta: intuição, coisas escondidas, influência da Lua e de Saturno. Silêncio ou necessidade de silêncio, um estrangeiro, sentimento religioso.
Posição invertida: preguiça, imaginação em excesso, intenções hostis
Sentido esotérico: desenvolvimento da vida contemplativa, necessidade de retorno ao âmago intelectual e espiritual, percepção das próprias necessidades espirituais. A mulher ideal.

III - A Imperatriz

O ser humano realizado, plenamente consciente de suas potencialidades. As asas encurvadas da águia no brasão representam autoridade moral, espiritualidade. O tronco e a cabeça formam o triângulo ascendente, espiritual, e a parte inferior da figura forma o quadrado da matéria.

Detalhes importantes:
a direção do olhar da figura;
a predominância do azul;
a coroa (realização e poder);
o cetro amarelo;
o brasão entre o céu e a terra;
as asas da águia apontando para cima;
as asas da própria figura;
a planta à esquerda.

Interpretação
Posição correta: sabedoria, força espiritual, ação, inquietude, evolução, progresso das forças da civilização. Corresponde às influências femininas da Lua, de Vênus.
Posição invertida: frivolidade, vaidade, falta de senso prático, prodigalidade excessiva, perda de bens materiais, esterilidade.
Sentido esotérico: representa a alma do homem, sua compreensão, elegância e domínio. Representa também a feminilidade como forma de expressão, de criação e de poder exercido com sutileza. Simboliza ainda esplendor e mesmo a mulher amada.

IV - O Imperador

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Representa o ser humano, ou melhor, como ele virá a ser quando desenvolver seus potenciais. A cabeça e as costas formam o triângulo ascendente da espiritualidade, e as pernas se cruzam, simbolizando a matéria.

Detalhes importantes:
o chapéu, que representa crescimento interior;
a predominância do azul;
o cetro amarelo;
o cinto amarelo e o medalhão;
a águia no brasão, com as asas abertas;
a planta comehttp://www.yoursouls.pt/Themes/default/images/bbc/bold.gifçando a se desenvolver.

Interpretação
Posição correta: forte autoridade ou necessidade de consulta a uma autoridade superior. Vontade, força de execução, riqueza material. Influência de Saturno, Marte e Júpiter. Representa a lei, o poder público, perseverança, força resoluta, certeza.
Posição invertida: dogmatismo, fraqueza de caráter, medo de autoridade, imobilismo.
Sentido esotérico: fluxo de energias no sentido da realização.

V - O Sumo Sacerdote

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A fertilização do espírito, o uso e o abuso do conhecimento esotérico ou ocultista. A cabeça apresenta-se coroada por uma tiara em que predomina o amarelo, ou seja, a espiritualidade. A mão direita aponta a esquerda, que segura a cruz tríplice, também amarela, denotando a necessidade de se iniciar o estudo das coisas espirituais e esotéricas. O torço e a cabeça reafirmam tal situação ao formarem o triângulo acendente. As duas figuras ajoelhadas representam os bons e os maus potenciais e suas mãos formam um novo aleph, representando o início de um novo ciclo.

Detalhes importantes:
o olhar da figura;
as colunas atrás da figura(asas em potencial);
as cores;
a veste azul e o manto vermelho.

Interpretação
Posição correta: dever, consciência, disposição para a vida religiosa, conselheiro, conselhos, generosidade, perdão, autoridade moral, doação de conhecimento.
Posição invertida: moralismo estreito, superstição, conselheiro pedante e incompetente.
Sentido esotérico: a procura de um mestre; indecisão quanto à moralidade de uma situação, do certo e do errado; necessidade de se conhecerem todas as facetas de um problema.

VI - O Enamorado

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A indecisão do ser humano frente a decisões difíceis, porém inevitáveis. À esquerda está a mãe (ou o vício), que aponta para as partes genitais; à direita, a amada(a virtude), aponta para o coração. No meio, o Cupido arma sua flecha, tendo ao fundo o fogo lunar; a figura do Enamorado olha para a esquerda.

Detalhes importantes:
as listras na roupa da figura central indicam indecisão, pois não há dominante;
a cor vermelha, que predomina à esquerda e a cor azul, que predomina à direita;
a direção da flecha;
a cor do chão aos pés do Enamorado;

Interpretação
Posição correta: necessidade de decisões e de escolhas responsáveis, desejo e simpatias benevolentes, escolha de relacionamento, casamento.
Posição invertida: irresponsabilidade, vícios, hipocrisia.
Sentido esotérico: luta interior para chegar a uma decisão sobre o aspecto físico e espiritual

VII - O Carro

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O ser humano equilibrado e, portanto, bem-sucedido, que foi capaz de decidir corretamente. O corpo do homem, coroado em amarelo, representa o equilíbrio no bem e o poder. A moldura formada pelos quatro mastros mostra que ainda há certo apego à matéria. O carro corresponde ao corpo material, veículo do espírito, e os dois cavalos significam as contradições entre a passividade e a atividade, as emoções contraditórias.

Detalhes importantes:
os quatro mastros coloridos e o equilíbrio de suas cores;
o cetro amarelo;
uma das mangas é amarela e a outra vermelha;
o azul central no tórax da figura;
as ombreiras;
o vegetal no centro;
as expressões dos cavalos, bem como suas direções opostas.

Interpretação
Posição correta: merecido triunfo sobre os obstáculos, sucesso nas empreitadas, principalmente nas iniciadas sobre a influência de Júpiter. Viagens bem-sucedidas, trabalhos bem-executados.
Posição invertida: colapso inesperado de planos, doenças, fracasso, prejuízos, perdas no último instante.
Sentido esotérico: capacidade humana de, através da mente, controlar o corpo(carro) num rumo certo e definido, apesar das emoções.

VIII - A Justiça

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O equilíbrio entre o bem e o mal, que deve ser conseguido pelo homem. Uma parada para pensar e analisar a situação. Necessidade de deliberação antes de tomar uma decisão importante e necessária.
Os ombros e a balança formam o triângulo ascendente, espiritual. Há equilíbrio nas cores azul e vermelho, e o encosto da cadeira forma as "asas" da alma. Ao mesmo tempo, nota-se a espada (matéria) erguida, em posição de ação, empunhada pela mão direito. O símbolo de equilíbrio pende à esquerda.

Detalhes importantes:
a posição frontal da figura;
sua expressão resoluta;
a balança amarela;
a coroa amarela;
a espada, que aponta para cima;
a planta no chão.

Interpretação
Posição correta: equilíbrio, regularidade, honra, harmonia, estabilidade, ordem, conservação, razão, lei, virtude, integridade.
Posição invertida: complicação, fanatismo, timidez, intolerância, abuso, desordem, injustiça.
Sentido esotérico: nosso eu tentando deliberar sobre a ação a ser tomada.

IX - O Eremita

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O ser humano ligado ao passado, à procura de algo intangível, desligando-se de toda atividade normal. O homem que já atingiu o conhecimento e tenta iluminar os de seu tempo. O peso do saber, que não encontra aplicação prática no mundo utilitarista. Indica também a necessidade de uma mudança ou abertura na vida, bem como de uma busca efetiva de autoconhedimento. Apenas o rosto, a lanterna e o bastão sobressaem das vestes.

Detalhes importantes:
o capuz caído, deixando descoberta a cabeça;
a direção da figura;
a lanterna, elevada, na mão direita;
o bastão, na mão esquerda, apoiando-se no chão;
as cores da lanterna;
a figura recurvada, de idade avançada;
a expressão do Eremita;
a cor amarela por dentro do manto.

Interpretação
Posição correta: silêncio, "morte" social, meditação, retirada da vida, prudência, sabedoria, espírito de sacrifício.
Posição invertida: avareza, falta de sinceridade, misantropia, procura de proteção, atos imprudentes, imaturidade.
Sentido esotérico: preocupações com o passado podem atrasar o desenvolvimento espiritual do homem; exageros à parte, representam as bases desse mesmo desenvolvimento.

X - A Roda da Fortuna

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O mundo da ilusão e da mudança. ascensão e queda, com sua força controladora: a ausência, o desequilíbrio, o destino como dominador. A figura animalesca no alto, coroada e alada, representa o homem que conseguiu "sucesso". Significa também a ilusória vitória sobre a existência. Os dois outros animais presos à roda expressam os altos e baixos que a vida nos impõe, bem como a luta dos espíritos malignos para se apossarem do ser incauto. O medo do espiritual, da união do homem com os Deuses ou com Deus.

Detalhes importantes:
as cruzes invertidas nos pés da roda (bases espirituais);
não se vê o outro lado do eixo da roda, bem como a coluna direita que o apóia;
os raios da roda, em número de seis;
o ser que sobre, amarelo (espiritual, embora animalesco);
o ser que desce, cor de carne, simiesco (o homem em sua condição animal);
as expressões dos três animais.

Interpretação
Posição correta: período de instabilidade, falsidade, mudanças, ilusão.
Posição invertida: não tem significado nessa posição.
Sentido esotérico: o círculo representam a necessidade das forças malignas se apossarem do ser humano a fim de, neste, se auto-purificarem. Os raios da roda significam a tentativa das forças negativas de tornar o homem cada vez mais animalizado e materialista, com a consequente perda da sua liberdade. Indica que essas forças maléficas agem no sentido de igualar o homem a elas próprias.

XI - A Força

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Representa a atuação de uma força superior (no caso, a vontade do ser humano) sobre a força bruta, os instintos, a parte animal do ser humano. O chapéu da figura humana forma a lemniscata e seus ombros um semi-círculo. Os braços cruzados submetem um leão amarelo. Domínio do espírito por uma força superior.

Detalhes importantes:
a lemniscata (infinito) sobre a cabeça, no chapéu;
as cores em equilíbrio na parte superior da figura;
a figura humana parece dominar o leão com facilidade;
a direção do olhar;
o pé da figura em direção ao futuro;
o leão não tenta fugir.

Interpretação
Posição correta: algo deve sofrer uma transmutação. Utilização racional da força, reconhecimento de suas vantagens e desvantagens. Uso da força pela negação de seu emprego.
Posição invertida: domínio pelas coisas materiais, com inversão da ordem de valores.
Sentido esotérico: completa o sentido da carta anterior, mostrando a luta entre o bem e o mal das forças espirituais contra a matéria.

XII - O Enforcado

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Desconhecimento completo do caos interior ou exterior que cerca a existência do ser humano, que se esforça em não mudar de postura. A futilidade dos esforços por se manter uma determinada posição, pois não existe razão para isso.

As pernas cruzadas denotam predominância do mundo material sobre o espiritual. O restante do corpo forma o triângulo descendente, invertido, indicando algo não-natural. O quadrado (mundo material) envolve a figura inteiramente.

Detalhes importantes:
os pés não estão amarrados (a situação não é incorrigível);
a cor vermelha dos membros inferiores;
o olhar da figura;
as plantas;
os ramos cortados dos troncos.

Interpretação
Posição correta: crise interna que pede a imediata resolução, passividade.
Posição invertida: tentativa de solucionar o problema de autocorreção.
Significado esotérico: o homem primeiro deve "morrer" para a matéria a fim de poder ingressar no mundo espiritual

XIII - A Morte

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Uma transformação inevitável ou mesmo um rejuvenescimento. É o planeta Saturno, cujo símbolo se forma pela cruz dos braços e pela foice.

Detalhes importantes:
parte do esqueleto se encontra envolvida por carnes;
a foice é vermelha e o cabo amarelo;
o pé esquerdo atravessado pela foice;
a direção da figura;
as cabeças no chão - o Sol e a Lua;
a vegetação;
a cor do chão;
a lemniscata disfarçada formada pelos braços e pela foice.

Interpretação
Posição correta: transformação, morte inevitável, influência de Saturno.
Posição invertida: passa à influência de Júpiter, Sol e Lua; fertilidade, desenvolvimento.
Significado esotérico: é chegada a hora de uma transformação de fato, no sentido de uma regeneração espiritual, após o reconhecimento da futilidade da realidade, é a "morte" material.

XIV - A Temperança

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Mudança, alteração, no sentido de que deve ocorrer uma ativa transformação de forças. Uma figura angelical segura dois recipientes, transferindo água de um para o outro.

Detalhes importantes:
a figura é feminina;
seu olhar se dirige para o passado;
as cores estão em equilíbrio;
o fluxo da água - de três, passa para dois;
as cores dos vasos;
não há desperdício de água;
a disposição das cores sugere o ying/yang chinês;
as plantas;

Interpretação
Posição correta: união de opostos, disciplina, autocontrole, viagem bem-sucedida, sociabilidade
Posição invertida: falta de personalidade, falta de controle, corrupção geral.
Sentido esotérico: união de opostos ou, ainda, as voltas da Roda da Fortuna.

XV - O Diabo

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O ser humano dominado por suas paixões, vícios, emoções, do que somente se salvará se tiver a necessária firmeza para provocar conscientemente uma mudança. O corpo do diabo, até seu pênis, forma um triângulo negativo, descendente, apontando para a base quadrada (matéria).

Detalhes importantes:
as asas formam um semicírculo (desejo de voar, de ser puro);
as cordas que prendem os dois cativos (emoções);
o cinto do diabo (fixação ativa no sexo);
as asas e membros azuis (passividade, preguiça);
a expressão dos dois cativos (contentes ou indiferentes à situação em que se encontram);
a espada quebrada na mão esquerda.

Interpretação
Posição correta: período de estagnação, frustração total, sensação de barreira intransponível;
Posição invertida: não tem significado nessa posição;
Sentido esotérico: todas as más intenções, crimes, meias-verdades, mentiras e frustrações do mundo material aguardam a sua regeneração ou transformação por meio do sacrifício ou sofrimento.
Observação: O conjunto formado pelas três últimas cartas completa o significado do ciclo anterior, de cinco cartas, ao fornecer os elementos que deverão ser usados ou combatidos para se obter uma evolução interna. Agora, passa-se à situação exterior, ou seja, aquilo que depende de fatores externos.

XVI - A Casa de Deus

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Falta de capacidade do homem em responder de forma eficiente a uma determinada situação externa; isso o afeta de tal maneira que ele despedaça sua própria condição interna ou os outros.
A torre é destroçada e dois personagens dela são arrojados. A torre tem forma triangular, mas seu teto é circular. Um raio arranca seu telhado, significando a impossibilidade de ajustar-se um quadrado a um círculo, ou seja, a união de coisas naturalmente separadas.

Detalhes importantes:
a torre quadrangular, o teto redondo com ameias amarelas;
o raio do céu;
as figuras em queda;
as pedras vermelhas, azuis e brancas, descendo do céu;
o chão amarelo e as plantas.

Interpretação
Posição correta: catástrofes, excessos, desastre, perseguição de ideias genéricas, influências belicosas.
Posição invertida: doenças, falta de rumo, punição injusta, perda da liberdade, ausência de definição.
Significado esotérico: desastre espiritual que afetará o consulente por meio de ação não-condizente com as necessidades do momento ou da situação.

XVII - A Estrela

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Inspiração, criatividade, oportunidades, o espírito da humanidade visto sob o aspecto criativo. Quatro elementos estão visíveis e um invisível: fogo(a estrela), ar(o pássaro), água(saindo dos jarros) e terra (onde está a figura). Todos eles encontram-se em seus devidos lugares, interagindo, formando o quinto elemento, espiritual, que dá vida a todos os outros.

Detalhes importantes:
os braços e os cabelos da mulher, mais a água que sai do jarro formam o símbolo ying/yang, ou serpente da vida;
a árvore da vida, com o pássaro, totalmente desenvolvida;
parte da água cai na água e parte no chão, representando os atos e ideias perdidos e os atos e ideias férteis.

Interpretação
Posição correta: inspiração, criatividade, contato com alguma pessoa que inspirará o consulente.
Posição invertida: má sorte, doença mental, emoções desenfreadas, malconduzidas.
Sentido esotérico: o ser humano é o ponto central das lutas dos elementos e somente poderá equilibrar-se e realizar-se quando estabelecer equilíbrio entre eles. Essa lâmina representa também a influência dos elementos e astros em nossa vida material, mental e espiritual.

XVII - A Lua

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Uma alegoria da condição humana sobre a Terra. A carta apresenta a Lua "sugando" a energia terrestre. Os dois animais, representando as emoções, uivam para ela. A lagosta na lagoa de águas paradas é Câncer.

Detalhes importantes:
a expressão do rosto;
os dois castelos ao fundo são amarelos, bem como o chão;
a direção das gotas;
o predomínio do azul;
a lagoa de águas paradas(estagnação);
as plantas;

Interpretação
Posição correta: aviso de algo ruim, excesso de imaginação, influências perniciosas, exposição a perigos, drogas, alcoolismo, instabilidade. Relaciona-se ainda com os estados do sono.
Posição invertida: decepção, falsas opiniões, fraude, pequenos prejuízos.
Sentido esotérico: as condições da alma quando sob o domínio da matéria.

XIX - O Sol

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Alegoria do processo de crescimento, o oposto da carta anterior. Reciprocidade, alegrias repartidas, frutos do trabalho a dois. O Sol derrama sua energia para todos os lados. As duas crianças (gêmeas) estão em atitude amistosa, portanto solidárias.

Detalhes importantes:
os raios do Sol;
a direção das gotas;
o muro (isolamento, proteção);
o predomínio do amarelo.

Interpretação
Posição correta: presságio favorável, grande sucesso, facilidade e clareza de expressão, boas relações, amizade leal, contentamento no amor.
Posição invertida: falhas, perda de valores, mal-entendidos.
Significado esotérico: grande criatividade e felicidade, o paraíso, altruísmo, libertação.

XX - O Julgamento

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Renascimento a partir de uma reavaliação de valores e de atividades. O anjo toca sua trombeta do céu para a terra, é o processo de ativação da matéria. O grupo de figuras forma o ponto focal de energia ativadora, ou seja, representa a própria matéria.

O anjo segura ainda a cruz (matéria) na mão esquerda, ao mesmo tempo que procura "acordar" os que ainda não iniciaram o desenvolvimento espiritual. As três figuras são a mãe (Lua), o pai (Sol) e o filho, este de costas, representando a humanidade que ainda não se definiu. As duas figuras de frente representam conselheiros e guias já redimidos, que procuram ajudar os que ainda se encontram nos "túmulos".

Detalhes importantes:
a nudez das figuras;
a aridez da paisagem ao fundo;
as figuras no plano terrestre (em número de três).

Interpretação
Posição correta: regeneração, sucesso frente a uma dificuldade, decisão legal favorável, proteção.
Posição invertida: falta de ajuda, divórcio, falha num empreendimento, indecisão, rompimento de laços bem-estabelecidos.
Sentido esotérico: sucesso nas relações ou empreendimentos criativos, se conseguir vencer a letargia.

XXI - O Mundo

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Uma reunião e síntese das cartas anteriores. A matéria dominada pelo espírito(círculo). Este por sua vez, apresenta-se em equilíbrio entre atividade e passividade, rodeado pelos quatro elementos: o anjo (ar), a águia(água), o leão(o fogo) e o touro (terra).

Detalhes importantes:
as cores da guirlanda;
o bastão da mulher;
as pernas, que representam o inverso do enforcado;
o olhar da figura;

Interpretação
Posição correta: sucesso, segurança, realização, conclusão, recompensa.
Posição invertida: obstáculo a ser superado, ligação às coisas terrenas.
Sentido esotérico: equilíbrio e organização entre espírito e matéria.

XX - O Louco - ou o Zero (0)

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A condição de ser humano sobre a Terra. Um homem com um chapéu de bobo, sacola nas costas, roupa extravagante e rasgada, caminha despreocupado, sendo perseguido por um cão.

Detalhes importantes:
a direção da figura;
a cor da roupa - conflito de emoções;
as plantas no chão;
a sacola nos ombros - leva o potencial para se tornar o Mago ou chegar ao Mundo;
a expressão inconsequente da figura;
o bastão seguro sem convicção e mal tocando o chão;
o chapéu amarelo;
o bastão - cetro, espada ou o quê?
o cão - emoção, desejos, situações.

Interpretação
Posição correta: passividade, início de um processo, possibilidade, novos horizontes se abrindo, entusiasmo juvenil.
Posição invertida: impulso cego, falta de direção, inconsequência.
Sentido esotérico: aconselha-se o consulente a olhar e avaliar o que possui e a tentar determinar um novo caminho.


O Arcanos Menores

As cartas do jogo dito Menor correspondem às 56 restantes do Tarô quando deles são retiradas as 22 cartas dos Arcanos Maiores. Esse conjunto assume um caráter periférico em relação àquele, e seria sua função esclarecer, explicar, acrescentar detalhes, minúcias. Em suma, focalizar melhor as ideias genéricas colocadas pelas cartas dos Arcanos Maiores. É portanto, nas leituras de consultas mais complexas - envolvendo situações que arrolam um número maior de pessoas e situações variáveis, grupos sociais diferentes e relações mais complicadas, enfim, quando se necessita de maior refinamento e sensibilidade na resposta - que os Arcanos Menores mostram utilidade.
Os significados dos Arcanos Menores, ao contrário dos Maiores, são fixos e ligados à sua natureza intrínseca. Também aqui temos três grandes níveis de significado: material (ou literal), mental e espiritual. No nível material, podemos utilizar os elementos discutidos mais adiante, enquanto que, nos níveis mental e espiritual, faz-se necessário um trabalho mais elaborado, individual, carta a carta, para se chegar a seus componentes mais profundos. Para o primeiro caso, podemos destacar alguns elementos fixos:
paus e copas - vermelhos e amarelos;
espadas e ouros - negros, amarelos ou azuis.

Essas cores podem ser interpretadas à semelhança dos Arcanos Maiores:
Vermelho: Atividade, vidência
Azul: Passividade, feminilidade
Amarelo: Intelectualidade, inteligência, sociabilidade
Verde: Putrefação, renascimento, reação, potencialidade
Negro: Ausência, parada temporária, processo oculto, ainda não revelado.

Os significados das cores devem merecer especial atenção do estudioso, pois representam estágios, etapas, degraus do desenvolvimento humano. Em outras palavras, cada cor é representativa do nível de consciência do indivíduo num determinado momento. Daí as cores mais básicas representarem, respectivamente, o homem "normal", com seu intelecto, suas emoções e seu veículo físico.

A cor verde representaria, então os momentos de crise interior, crises essas geradoras de etapas de renovação. A cor negra, por sua vez, representaria um período de maturação e necessidade de paciência. Essas duas cores funcionariam como verdadeiros choques elétricos, espicaçando e estimulando o ser humano a despertar e a sair de sua condição mais baixa, procurando assim se elevar.

Os Naipes
A palavra "naipe" tem origem no árabe naib, que significa representante, mensageiro, alguém incumbido de uma determinada tarefa. Reconhecemos quatro naipes no tarô: paus, copas, espadas e ouros.

Numa primeira classificação, podemos agrupar os naipes dois a dois como detonadores de atividade, exteriorização(paus e espadas) e de passividade, repouso(copas e ouros). Temos aí, portanto, um outro aspecto do dualismo do ser humano, que oscila constantemente entre esses dois parâmetros: atividade e passividade.

Porém, a existência de dois símbolos para cada uma dessas características nos permite situar ambos os aspectos num contexto centralizado no ser humano: movimento interno(paus) contra movimento externo(espadas). Igualmente, há a receptividade para os externos(outros). Temos então:

Paus: Atividade exterior / Intelecto
Ouros: Passividade exterior
Espadas: Atividade externa
Copas: Passividade / Emoções internas

Saindo do contexto individual(isto é, do particular), podemos ampliar essa relação quádrupla, dando-lhe caráter geral e colocando-a numa visão coletiva: Filosofia, religião, ciência e arte.

Portanto, os significados atribuídos a cada um dos naipes dependem do enfoque dado à pergunta e, é claro, da resposta obtida. De um modo geral, entretanto, podemos fixar esses significados:
Paus: Intelectualidade, dominação, ideias, espiritualidade, criatividade, poder, reflexão, racionalismo e controle.
Copas: Sentimentalismo, paixões, amor, ensino, passividade, receptividade, sensibilidade, fragilidade, expectativa e rancor.
Espadas: Ação, violência, adversidade, antagonismo, luta, transformação, morte, ferimentos, acidentes, golpes de sorte, coincidências, ações intempestivas e ações não-planejadas.
Ouros: Materialismo, realização, riqueza como resultado, final de um processo ou esforço, avareza, ambição, egocentrismo, sensualidade e tendência ao jogo
.

Pode-se dizer então que cada naipe representa uma tendência, a qual, por sua vez, irá se desenvolver num conjunto de situações correlatas e que deverão ser levadas em conta na interpretação.

As Figuras
Em um sentido mais simples, as figuras dos naipes, em número de quatro (rei, rainha, cavaleiro, valete), representam as pessoas ligadas ao consulente.

Rei: O dominador, aquele que exerce o poder, que influencia o consulente. Pode ser o pai, marido, patrão, filho, governante, sacerdote, comandante, etc.
Rainha: É o elemento modificador, aquele que dá condições para que o poder do rei se expresse de forma não destrutiva ou tirânica. Representa igualmente as opções ou saídas às perguntas formuladas, estando expressa na figura da mãe, esposa, filha, amiga, amante, colega do sexo feminino, elementos femininos em geral.
Cavaleiro: É o atuante, o elemento que age. Representa as pessoas ou situações em ação, aquelas que geralmente provocam a necessidade da consulta. Pode ser um inimigo, o namorado, o amante, um credor, uma pessoa da família, etc. Facilmente identificável porque se representa como o motivo principal da pergunta.
Valete: Corresponde aos intermediários, às pessoas relacionadas de forma mais ou menos indireta com o problema, mas representando parte substancial da angústia, ansiedade do consulente. Geralmente pessoas da família, amigos próximos, tios, filhos, etc.

Os naipes, portanto, nos dão condições de delinear em maior detalhe certos elementos que interferem ou sofrem interferência segundo a leitura do Tarô. Sua interpretação em termos de relação de poder ou de pessoas dependerá da pergunta formulada e de alguns outros elementos, como os que seguem abaixo:

1ª situação: A figura dos naipes é precedida ou recebe influência de:

Um Arcano Maior: explica o Arcano Maior relativamente a pergunta formulada
Uma figura dos naipes: significa relação de poder ou  de autoridade, ação
Um número dos naipes: significa relação de parentesco

2ª situação: A figura dos naipes precedendo ou influenciado as seguintes cartas:

Um Arcano Maior: limita o significado do Arcano Maior, tornando a situação mais inevitável. Localiza a ação desse Arcano Maior sobre a situação de poder ou pessoa representada.
Uma figura de naipes: modifica o significado da carta seguinte, indicando responsabilidades, manipulações, pessoas envolvidas
Um número dos naipes: indica uma relação de tempo, sendo que o número representa a quantidade de tempo que a figura de naipe determina (em geral, rei representa anos; rainha, meses; cavaleiro, semanas; valete, dias).

Os Números
As cartas de números dos naipes vão de 1(ás) ao 10, totalizando 40 cartas, que juntamente com as 16 figuras dos naipes, somam 56. Esse conjunto deu origem às cartas de jogar, por isso algumas pessoas lerem a sorte com o baralho comum.

O Tarô de Marselha apresenta uma certa dificuldade, nos naipes, quanto à identificação das cartas de espadas e de paus. Isso em função da semelhança dos símbolos. Basta observar, porém, que os centros desses dois grupos de cartas apresentam cores distintas. Temos então: centro amarelo, paus; centros azul, espadas. Nas cartas de ouros e de copas não existe esse problema.


A sequência numérica de 1 a 10 apresentada nas cartas possibilita-nos atribuir-lhes significados. Vejamos: a numerologia nos fornece:

Um: unidade, ação, início da ação, homem, virilidade.
Dois: dualidade, passividade, receptividade, mulher, feminilidade
Três: ternário, perfeição, estabilidade, término de processo, possibilidade de sucesso.
Quatro: quaternário, materialismo, o plano material.

Aí temos então primeiro ciclo numerológico. O início como força ativa, geradora(1), atuando sobre a força passiva, receptiva(2), resultando em uma força neutralizadora, estabilizante(3), a qual se manifesta no plano físico como algo palpável, visível, material(4).
Assim, partindo desse conjunto de quatro elementos, podemos extrair os significados dos números dos Arcanos Menores, que são estes:
1 - inteligência, início de ação, atividade criadora
2 - dualidade, dificuldade, passividade, receptividade
3 - perfeição, fecundidade, possibilidade de sucesso, término de processo, estabilização temporária
4 - matéria, passividade em excesso, inércia, possibilidade de novo início, porém com resultado bem pouco satisfatório
5 - o homem fisicamente falando, isto é, sua constituição física, sua saúde, suas relações com os outros seres humanos, relações sociais, políticas e de poder.
6 - obstáculos ou dificuldades gerados a partir de ações internas(psíquicas, fisiológicas, metabólicas) ou externas (problemas causados por outrem, situações imprevistas, acidentes, enganos, sofrimentos)
7 - triunfo, encerramento coroado de sucesso
8 - tormento, sofrimento, sucesso parcial
9 - obrigação, sucesso com perigo de estagnação, exigindo mudança de rumos
10 - mudança, fim de um ciclo ou caminho, ponderação, estudo, avaliação


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2
Locais Assombrados, Fotografias e Vídeos de Fantasmas / Cemitério de Salem
« Última mensagem por Ricardo em Março 19, 2018, 01:00:18 am »
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O cemitério de Salem é supostamente assombrado pelo fantasma de Louiza Catharine Fox, a primeira pessoa assassinada no distrito de Kirkwood. Ela está enterrada no Cemitério Salem, seu túmulo está localizado na parte inferior do morro, na parte mais antiga do cemitério perto de uma árvore velha.
Muitas pessoas têm visto Louiza chorando em seu túmulo. Ela também assombra o local do seu assassinato. Embora o fantasma de Louiza Catharine Fox seja a assombração mais popular neste cemitério, há também outras histórias. Uma lenda diz que se você andar ao redor do exterior do cemitério seis vezes, você vai desaparecer. Há também histórias sobre várias sepulturas antigas, não identificadas, que pertencem a bruxas. O fantasma de uma certa bruxa, é dito ajudar a reunir amantes de coração partido, se uma maçã for colocada em seu túmulo. Outro vai ajudar você a ganhar dinheiro rápido se você jogar moedas e água com açúcar sobre sua lápide. E a última, vai te amaldiçoar se você não levar à ela doces e chocolates. Muitas pessoas afirmam terem visto no local grandes cães infernais, pretos e vermelhos, que atravessam a área do cemitério assombrado. Você pode ouvi-los, supostamente, rosnando e uivando. Outros dizem que eles guardam os muitos cemitérios na área, para que os fantasmas não escapem.
Aqui também abriga o espírito de Alvin, um homem solitário que morreu quando tinha por volta de 39 anos de idade, depressivo por ter o seu coração partido. Dizem que ele persegue mulheres jovens que visitam o cemitério e lhes belisca o rabo .
Há também a história interessante de um motorista de caminhão que caiu no cemitério, quando adormeceu ao volante. O motorista do caminhão não foi morto, mas ele perdeu o braço. O braço agora assombra este cemitério, e as unhas podem ser ouvidas arranhando sobre as lápides nas noites tranquilas.
E finalmente, a última história sobre este cemitério assombrado tem a ver com uma casa fantasma misteriosa, que aparece à noite no meio do cemitério, sempre com sete velas vermelhas acesas nas janelas. Ela simplesmente desaparece quando as pessoas tentam se aproximar dela.
3
Locais Assombrados, Fotografias e Vídeos de Fantasmas / Congelier House
« Última mensagem por Ricardo em Março 19, 2018, 12:59:49 am »
Charles Wright Congelier era o dono original da velha casa em Pittsburgh, Pensylvania. Ele viveu lá com sua esposa, Lydia, em 1800. As coisas estavam indo muito bem para o Congelier até 1871, quando Lydia descobriu que Charles tinha tido um caso com sua empregada doméstica. Em um acesso de raiva, Lydia Charles esfaqueou-o até a morte e, em seguida, cortou a cabeça da empregada. Após isto a casa permaneceu vaga por algum tempo até 1892, quando foi remodelada para acomodar os trabalhadores da ferrovia em expansão. Os trabalhadores não ficaram por muito tempo na casa queixando-se de ouvir choros inexplicáveis e gritos de uma mulher invisível.

A casa permaneceu vazia por mais alguns anos até que o Dr. Adolph C. Brunrichter comprou a casa, no início de 1900. Os vizinhos acharam Brunrichter estranho, mas de uma maneira inofensiva. Em 01 de agosto de 1901 vizinhos ouviram um grito de gelar o sangue que vinha de dentro da casa. O que aconteceu depois é discutível, mas um vizinho alega que viu um flash de luz vermelha vindo de dentro da casa e o chão começou a tremer. Quando a polícia chegou Dr. Brunrichter estava longe de ser encontrado. Eles acharam o corpo em decomposição de um jovem amarrado a sua cama, encontraram também os corpos decapitados de várias outras mulheres enterradas no porão.

Em 1920, Thomas Edison visitou esta casa assustadora. Edison estava tão inspirado pela casa que ele partiu para fazer uma máquina que permitiria que as pessoas se comunicassem com os mortos. A máquina, infelizmente, nunca foi concluída. Seu desenvolvimento foi interrompido pela morte de Edison.

Infelizmente a casa já não está mais lá, foi destruída quando uma instalação de gás natural localizada perto da casa explodiu.

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4
Locais Assombrados, Fotografias e Vídeos de Fantasmas / Monte Cristo
« Última mensagem por Ricardo em Março 19, 2018, 12:56:56 am »
Um homem chamado William Crawley originalmente construiu esta casa histórica de dois andares na Austrália, em 1884. Após a morte de Crawley é dito que sua esposa só deixou a casa duas vezes, nos 23 anos restantes de sua vida. Após a morte de Crawley  muitas lendas cercaram a propriedade. Por exemplo, é dito que um menino com deficiência mental foi acorrentado a uma parede do celeiro para toda a sua vida, fala-se também de um rapaz uma vez queimado até a morte em um acidente. Diz-se que o Crawley e outros permanecem nesta casa até hoje sob a forma de fantasmas.

Um dos acontecimentos mais intrigantes da atividade paranormal inexplicável é a luz que muitas vezes é vista na propriedade. Pessoas indo de carro ou a pé até a casa, muitas vezes, afirmam ser bombardeadas pelas luzes brilhantes que parecem vir do quintal. À medida que se aproximam as luzes desaparecem. Passos também são frequentemente ouvidos sobre a varanda e vozes de desencarnados podem ser ouvidas por toda a casa. Talvez o mais interessante nestas observações é que muitas aparições são vistas de corpo inteiro. Muitas vezes as pessoas afirmam ver uma mulher vestida de branco "flutuando" em torno dos diferentes cômodos da casa.

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5
Conhecida como "a ilha do não retorno", a enigmática Poveglia fica na superfície da água verde situada entre Veneza e cidade Libo na lagoa de Veneza, no norte da Itália. Dividido por um estreito canal, Poveglia aparece como uma ilha revestida por uma aura de silêncio, morte e proibição, já que não é permitido se aventurar em suas terras, onde milhares de pessoas foram queimadas há séculos atrás. Seus restos mortais, como se recusasse à serem enterrados no esquecimento, ainda tendem a chegar às costas de Veneza, lugar em que o lembrete fúnebre que há entre as árvores silenciosas e edifícios da ilha isolada, ainda deixa transparecer muitas vozes de almas que ainda não descansaram, muitas delas, devoradas pela angústia dos séculos.

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Voltando no tempo, vemos que a história Poveglia começa no tempo dos romanos, quando a ilha foi usada como aterro para quem sofresse de peste bubônica, ainda que teve o seu apogeu no século XIV, antes mesmo de outras doenças como a "praga de Antonino " e " Peste de Cipriano ", ambas com graves consequências para a Itália.
Mas o pior veio antes do Renascimento, quando, no século XIV, a Peste Negra apareceu, levando à morte cerca de 34 milhões de vítimas e Veneza se tornara um inferno na Terra, já que seu esgoto a céu aberto, humidade ambiente e outros elementos desencadeados em parte pela intensidade da sua vida comercial, teriam tornado o local, praticamente impossível de escapar à uma epidemia. Os cadáveres empilhados tornaram-se parte da paisagem cotidiana macabra de Veneza. Nessa situação, as autoridades e os clérigos concordaram em usar Poveglia como necrotério.

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Ossos na ilha

Convertido em ânfora da morte, dia após dia Poveglia era o destino de milhares de cadáveres fedorentos, empilhados como lixo, devorado pelo fogo que ardia, levantando altas nuvens de fumaça que enchiam o ar de um cheiro perturbador de carne queimada. Embora o pior ainda estivesse por vir, desde aquele momento, foi decretado que as pessoas afetadas pela praga - ainda vivas - seriam levados para a ilha. Assim, em poucos anos, mais de 160 mil pessoas, incluindo homens, mulheres, crianças e idosos, terminaram seus dias nesta ilha sinistra.
Segundo algumas informações, um crematório colossal foi erguido em Poveglia no século XIV. Uma grande camada do solo é praticamente feita de restos humanos, de modo que até mesmo os restos desses ossos continuam a chegar à costa. Devido a isso, a ilha foi transformada em uma espécie de "área podre" por causa da mistura entre a humidade do solo, com cinzas humanas, que criou uma camada de material pegajoso que, apesar do seu carácter repulsivo, é ideal para o cultivo de videiras.
Como mencionado antes, entrar Poveglia é proibido, excepto para os proprietários das vinhas, pois nem mesmo os pescadores, que temem pescar ossos humanos, se aproximam da ilha.

POVEGLIA, LUGAR DE LOUCOS E DE FANTASMAS


Tempos depois de Poveglia ser totalmente abandonada, foi construído, em 1922, um grande hospital psiquiátrico com um grande sino que ainda pode ser visto a partir da costa de Veneza, mesmo naquelas noites em que a ilha se encontra envolto em uma névoa fantasmagórica.
Ora, todos sabemos que para algumas pessoas com doenças como a esquizofrenia, as alucinações são confundidas com a realidade, mas mesmo assim, há crenças de que, muitas vezes, os "loucos" conseguem perceber espíritos reais. Por isso, os pacientes psiquiátricos eram a principal fonte de relatos de fantasmas, que, de acordo com os internos, pertenciam às vítimas da Peste Negra e foram imersas em um profundo estado de tormento. Mas, como aqueles depoimentos de visões de fantasmas eram testemunhos de "loucos", os relatos foram desacreditados.

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Hospital psiquiátrico


UM MALVADO MÉDICO CASTIGADO POR ESPÍRITOS


A parte mais negra da história de Poveglia foi quando o director do hospital psiquiátrico começou a usar os doentes mentais como cobaias em experiências para novos métodos de cura, incluindo processos como a lobotomia e trepa-nação, em que foram empregados cinzeis, martelos e às vezes furadeiras de mão, em meio a intensa agonia das vítimas, gerando a abertura da abóbada craniana, com um resultado que não estava nem perto de uma cura, mas sim da morte ou agravamento da doença, ambos com um rastro de sofrimento, sangue e detritos que cobriam as operações de limpeza do local, como prova irrefutável do quão cruel pode ser o Ciência em mãos erradas.
Diz-se que muitos foram os pacientes que morreram nos experimentos, ou foram literalmente torturado com pretextos científicos. Mas as atrocidades do médico não ficariam impunes, uma vez que, após vários anos de experiência com os doentes, o médico começou a ver espíritos daqueles que morreram por suas experiências e os espíritos que foram abandonados na ilha naqueles dias em que a praga assolou a Itália. Prisioneiro do terror diário incutido por suas visões, o médico - de acordo com uma enfermeira que testemunhou o evento - acabou pulando do alto da torre do sino. Quando ele caiu, diz-se que, enquanto se contorcia de dor em uma poça de seu próprio sangue, o terror se apoderou de seu rosto quando, de repente, do chão, surgiu uma névoa que o envolvia e o "estrangulou até a morte ".
Esse foi o fim do médico do mal e, desde então, seu espírito foi condenado a engrossar as fileiras de almas que penam no silencioso Poveglia. Mas não é um fantasma qualquer: ele vive na torre do sino e, conta-se, por vezes o faz soar. Muitos ouvem a sua campainha rouca, sabendo que não é mais provável que um vivo faça "os sinos dobrarem".

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APÓS A MORTE DO MÉDICO


Depois que o médico que realizava experiências com os doentes internados cometeu suicídio pulando da torre do sino, o hospital psiquiátrico foi fechado e a ilha ficou ainda mais abandonada, até que, depois que o governo italiano o vendeu, o novo proprietário tentou em 1960, viver ali com sua família, coisa essa que não conseguiu porque os fantasmas constantemente perturbavam a sua paz.
Após o incidente de 60, a reputação da ilha se tornou mais enegrecida ainda, quando uma família rica comprou a propriedade na ilha e mandou construir uma casa lá. Supostamente passariam longas férias na casa em Poveglia, mas a verdade é que não aguentaram sequer um dia na ilha, e que - de acordo com o proprietário em questão - o que experimentaram na casa foi tão assustador que se compara ao famoso caso de Amityville. O antigo proprietário se recusa a dar detalhes do que aconteceu, mas conta que uma de suas filhas foi atacada com tanta veracidade que sofreu um grande e profundo corte no rosto, o que lhe rendeu uma sutura de 14 pontos.

Depois do que aconteceu com aquela família, vários médiuns visitaram a ilha em busca de sinais de actividade paranormal, relatando o tempo todo que havia uma atmosfera densa, pesada e opressiva, e que tinham a sensação de que alguém estava respirando em seu pescoço. Às vezes viam sombras em forma humana, cruzando seu caminho e - esta é a pior - eles podiam ouvir os gritos e gemidos, das almas perdidas, como ecos em um quarto escuro. Os terríveis acontecimentos do passado foram carimbados no plano astral, e estão fadados a se repetirem por toda a eternidade neste lugar amaldiçoado.
São inúmeras as histórias, não só dos doentes mentais que residiram o local, mas de muitos aventureiros que provaram em primeira mão, a ruptura entre o aqui e o além que existe em Poveglia. Tal foi o caso paradigmático de um grupo que foi para o hospital e lá, entre as paredes danificadas pela passagem do tempo, eles ouviram uma voz clara, porém oriunda de lugar nenhum, em um tom revoltado e forte, que deu a seguinte ordem: "Saiam imediatamente daqui e não voltem nunca mais!".

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Locais Assombrados, Fotografias e Vídeos de Fantasmas / Espanha - Belchite
« Última mensagem por Ricardo em Março 19, 2018, 12:55:48 am »
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Durante cerca de duas semanas, em 1937, milhares de pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas na aldeia de Belchite, durante a Guerra Civil Espanhola. O abastecimento de água da cidade foi desligado e milhares morreram de fome ou foram atingidos por conchas disparadas das colinas circundantes. Os corpos foram queimados na praça da cidade e outros foram selados numa prensa subterrânea de azeite.

Hoje, o grito lamentoso de uma criança às vezes soa ao entardecer, lamentando-se ao longo das ruas desertas de Belchite. A criança chora e chama pela sua mãe; tanto a criança como a mãe perderam-se durante a guerra. Os agricultores da região ouvem outros sons e vozes inexplicáveis ​​a ecoarem da aldeia à noite. O lugar agora foi garantido como um set de filmagem, com filmagens a acontecer, apesar das assombrações.
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Locais Assombrados, Fotografias e Vídeos de Fantasmas / Inglaterra - Bramshott
« Última mensagem por Ricardo em Março 19, 2018, 12:55:11 am »
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Pergunte sobre aldeias assombradas no Reino Unido e a maioria das pessoas vai dizer imediatamente "Pluckley!" Mas, a cerca de 90 minutos de Pluckley, fica a aldeia de Bramshott, em Hampshire. Bramshott existe desde antes de 1086. Em 1700, a aldeia tinha uma pousada chamada Seven Thorns, onde muitos crimes - incluindo assassinatos - aconteceram.

Ao mesmo tempo em que todos esses crimes violentos estavam a acontecer, começaram também a acontecer coisas paranormais, que permanecem ainda hoje. Acredita-se que Bramshott tem até 17 fantasmas a assombrá-la, incluindo a Mordoma Butler, que morava ao lado do rio onde se afogou em 1745, e o Menino Flauta, que percorre as pistas da aldeia e às vezes sobe às árvores. Toca música linda e muitas vezes aparece perto da aparição de um bezerro branco. Outros fantasmas incluem a Senhora Branca, a Senhora Cinzenta e um menino assassinado em 1772.
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Locais Assombrados, Fotografias e Vídeos de Fantasmas / Palácio Real da Suécia assombrado
« Última mensagem por Ricardo em Março 19, 2018, 12:54:12 am »
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Rainha da Suécia garante que palácio real está assombrado

“Há aqui muita história. Há pequenos amigos… fantasmas. São todos muito amáveis, mas, às vezes, não nos sentimos totalmente sozinhos”, diz a monarca num documentário que vai esta quinta-feira para o ar no canal da TV estatal sueca, o SVT, sobre o Palácio de Drottningholm.

“É muito empolgante, mas não é assustador”, acrescentou a monarca, convidando de seguida a equipa de reportagem a “dar uma volta e sentir ela mesma”. “Passem por cá quando estiver escuro”, sugere. “Conseguem imaginar o que estes fantasmas podem contar?”, questiona.

Drottningholm, edificado na ilha de Lovön no final do século XVI, foi classificado como Património Mundial da Unesco em 1991. “É um sítio com muita energia”, refere no mesmo documentário a irmã do marido da rainha Sílvia, o rei Carlos Gustavo. “Há histórias de fantasmas em casas antigas. São casas que passaram séculos cheias de pessoas. A energia mantém-se”, acredita também a princesa Christina.

Residência oficial da família real sueca, o palácio é ainda um dos pontos turísticos mais fortes do país.

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Com o Natal menos de uma semana de distância as pessoas encontram desculpas para compartilhar as suas experiências com anjos, alegando que têm de agradecer pelas suas vidas.

Os usuários de Reddit têm compartilhado as suas experiências com o que eles descrevem como anjos da guarda, afirmando que eles evitaram o desastre em suas vidas. Outros admitem que eram céticos antes de seus supostos encontros com anjos.

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Algumas das histórias envolvem encontros com parentes falecidos, enquanto outros dizem que não reconheceram o anjo - de qualquer forma as experiências são inexplicadas.

  • Uma mulher lembra-se do seu anjo da guarda e descreve-o como corpulento e com fato.
  • Muitos descrevem a aparição de anjos a evitar desastres e a desaparecerem sem poderem agradecer.
  • Alguns adultos afirmam ter ficado cara a cara com um anjo e este os ter salvo de acidentes de carro.
  • Um homem diz que um anjo lhe salvou a vida ao lhe enviar uma mensagem a caminho de casa.
  • Uma mulher recebeu apoio do seu anjo da guarda quando estava num momento baixo da vida.
  • Uma usuária acreditava que um anjo se unia a ela em oração na morte de um amigo.
  • Um filho conta que a mãe foi ajudada por um samaritano quando esta ficou perdida de noite.
  • Uma avó foi salva em sua casa por duas entidades inexplicáveis.

Já alguma vez teve alguma experiência semelhante?
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Tarot / Tarot - O que é? ( outra explicação )
« Última mensagem por Ricardo em Março 13, 2018, 12:51:04 am »
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Escrito por Constantino K. Riemma em Clube do Tarot
 
O Tarot ou Arcanos Maiores e Menores ou baralho ou cartas de jogar ou naipes e trunfos, consistem numa única e mesma coisa. Trata-se de um jogo de 78 cartas, que se difunde a partir da segunda metade do século XIV, na Europa cristã, com iconografia cristã.
Não dispomos de registos históricos que indiquem alguma escola ou corporação de ofício que tenha criado este conjunto ou feito adaptações de jogos tradicionais anteriores. Tudo indica que ganhou a forma que hoje conhecemos pelas mãos de artistas e artesões que tinham conhecimentos e habilidades adquiridas entre os edificadores dos palácios e igrejas no período pré-renascentista, bem como as suas pinturas, imagens e vitrais.

É importante lembrar, do ponto de vista histórico, que existe um exemplar de baralho com 52 cartas, anterior às versões que hoje conhecemos. Trata-se do baralho Mamlûk, utilizado pelos guerreiros mamelucos e que, evidentemente, viram as suas cartas copiadas pelos impressores europeus. Continua numa incógnita, até hoje, os autores dos 22 trunfos (arcanos maiores) agregados ao modelo do baralho mameluco.

Dada a sua origem anónima, isenta de instruções ou regras dogmáticas, este jogo de cartas deu origem a incontáveis fantasias e re-invenções mais ou menos arbitrárias. Desde o seu aparecimento que foi utilizado por nobres e plebeus, para jogos, passatempos e, ao que tudo indica, como instrumento de mancias.
O cenário imaginário que cerca o Tarot, profuso e contraditório, confunde o iniciante interessado em compreender a sua linguagem simbólica. Este jogo maravilhoso, portanto, representa um real desafio para o estudo.

Se dependêssemos, por exemplo, apenas dos dicionários para saber o significado do Tarot, teríamos informações muito pobres e distorcidas. É lacónico: "Tarot. Colecção de 78 cartas, maior do que as do baralho, de desenhos diversos, usadas sobretudo por cartomantes". Essa definição revela o desconhecimento de que "tarot" e "baralho" vêm da mesma fonte e, também, de que as 78 cartas não ficam apenas em mãos de cartomantes e são objecto de estudos simbólicos e aplicações terapêuticas, de elaborações de pintores e artistas gráficos.

Os dicionaristas esqueceram-se, ainda, de informar de que a parte do tarot, que constitui o baralho comum, é também utilizado por cartomantes e, igualmente, como fonte de lazer nos lares, nos clubes e casinos. São produzidos no mundo todo e movimentam milhões de dólares.
O dicionário Houaiss oferece um pouco mais: "Tarot. Conjunto de 78 cartas de baralho (também ditas lâminas) ilustradas por figuras simbólicas e usado para supostamente predizer o futuro e conhecer o que, no passado ou no presente, se encontra velado. O baralho é constituído de 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores". Neste caso, os dicionaristas desconheciam que, na prática vigente até hoje, grande número de cartomantes utilizam o baralho comum e não as versões mais caras e variadas conhecidas como "tarot".

Para continuar nessa linha genérica de definição, podemos esclarecer que:
•   os 22 trunfos ou arcanos maiores são numerados de 1 a 21 e um deles, O Louco, não recebe número na maior parte dos baralhos;
•   as 56 lâminas, actualmente denominadas arcanos menores, constituem cartas de jogar do baralho comum e se subdividem em:
 –    quatro naipes ou séries: Paus, Ouros, Espadas e Copas – cada um deles com 10 cartas numeradas de 1 a 10, com desenhos que tornam os significados simbólicos mais abstratos que os dos “arcanos maiores”, num total de 40 cartas;
 –    quatro figuras: Rei, Rainha, Cavaleiro e Valete – mais parecidas com as dos “arcanos maiores”, também repetidas em quatro naipes, num total de 16 cartas. São também conhecidas como cartas da Corte.
 
Para acrescentar um simples comentário a essa descrição sumária do Tarot, podemos lembrar que os quatro naipes – Paus, Ouros, Espadas e Copas – correspondem aos quatro elementos tradicionais – Fogo, Terra, Ar e Água – representação simbólica das forças-qualidades constituitivas do Universo, que aparecem na Astrologia, na Alquimia, na Cabala, nos textos sagrados, como é o caso do Génesis, dos Evangelhos.
 
 
O Tarot pode, enfim, ser entendido como uma linguagem simbólica que traduz o Cosmos na sua constituição e eterna mudança, na sua estrutura e dinâmica. Ele aparece na Europa, num momento em que várias escolas esotéricas e corporações de artistas, procuravam transmitir conhecimentos, não por palavras, mas por imagens que convidavam à reflexão, à investigação, para serem correctamente assimiladas. É o caso, por exemplo, dos mestres e praticantes da Alquimia, que produziram livros de gravuras, sem mais comentários por escrito, conhecidos como Mutus Liber, ou seja, Livro Sem Palavras, livro mudo...

Os 22 arcanos maiores, entre outros significados possíveis, descreveriam as 21 etapas evolutivas que o Homem – representado pelo Louco – pode percorrer na sua vida. O número 21 (= 3 x 7) também resulta da combinação de duas leis fundamentais do Universo: a Lei de Três (“tudo, para existir, necessita de três forças”) e a Lei de Sete, ou Lei das Oitavas (“tudo se manifesta num processo de sete passos ou fases”).
Do mesmo modo que outros grandes sistemas simbólicos, o Tarot é apreciado como uma instigante fonte de inspiração e de aplicação em variadas situações e propósitos.
... e um sentido lúdico

Os registos históricos, datam a partir do século XIV, mencionando a utilização das cartas apenas como fonte de lazer, em jogos e passatempos. Essa função lúdica permanece viva até hoje, pois o que chamamos de jogos de baralho ou baralho comum, é exactamente o mesmo conjunto que os escritores modernos denominam de arcanos menores.
Para mantermos uma atitude aberta em relação ao Tarot é bom não esquecer que este conjunto simbólico sobreviveu até hoje e se difundiu, não em relação ao seu sentido mais profundo, mas pelo interesse que despertou como jogo de lazer ou de apostas a dinheiro e, também, como instrumento de cartomancia.

Tal como um verdadeiro Mutus Liber, o Tarot não veio acompanhado de normas ou dogmas, para ser utilizado obrigatoriamente deste ou daquele modo; todas as regras que hoje conhecemos foram inventadas posteriormente. Portanto, as normas e regras de utilização que lemos e ouvimos, as afirmações do que é certo ou errado, devem ser compreendidas de modo muito relativo e flexível. Os verdadeiros autores do Tarot, aqueles que sabiam do que se tratava, permaneceram anónimos e sem palavras. Ninguém, hoje em dia, pode se autorizar para falar em nome dos mestres originais.

O Tarot permanece um desafio em aberto. O que podemos fazer é associarmo-nos para tentar decifrar os símbolos e ensinamentos que se ocultam sob o conjunto das 78 cartas. E para fugir aos erros da subjectividade, nada melhor que trabalhar em grupo, partilhar, colocar à prova as nossas reflexões.
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