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Suporte Paranormal (Geral) / Re: O homem da capa e chapéu preto
« Última mensagem por Morgana em Novembro 30, 2017, 11:38:39 pm »
Muito bom, está descrição

Sim é verdade, quem já o viu, é pânico total, quem o olha de frente, nosso sangue gela, o medo apodera se de nós, fica-se com uma sensação muito má que chega a incomodar mesmo depois da dita sombra se ter evaporado, sim é verdade...

Quando mencionei tal situação, disseram me que era um guardião e cobrador , e que quando surgia, vinha cobrar o favor que tinha sido feito...

Agora,  e  ainda hoje eu me pergunto, que raio veio ele me cobrar se eu não lhe pedi favor nenhum...
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Suporte Paranormal (Geral) / O homem da capa e chapéu preto
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 30, 2017, 10:32:35 am »
Em todas as partes do mundo existem relatos do avistamento de um misterioso Homem Sombrio, utilizando Roupa, Chapéu e Capa, todos da cor Preta". Ele surge misteriosamente do nada, aterrorizando todos aqueles que o vêem. Seu rosto não tem expressão, e seus olhos são descritos como vermelhos cor de fogo. Mas o que seria essa estranha criatura, de onde vem e quais seriam seus objetivos?

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Em algumas religiões ele é conhecido como "homem da capa preta" ou "exu", sendo que em alguns casos ele é o ser neutro entre o bem e o mal e é guardião de cemitérios e portas sagradas.
Há relatos de pessoas que o viram em cemitérios durante enterros de parentes ou amigos, sendo que essa figura aparecia ao longe dando quase a impressão de ser um desenho animado ou uma produção cinematográfica de tão surpreendente.

O que seriam estes vultos, estes Homens Sombra?

Vultos de um homem vestido de preto usando um chapéu, e que em algumas vezes também é visto com uma capa, parecendo ao longe até uma sombra, faz parte de um fenômeno sobrenatural já relatado por indivíduos ao redor do mundo.
Quem o viu de perto, em inúmeros casos, o descreve com mais de 2 metros de altura e com um olhar mortal e sem expressão.
A maioria destes relatos os descrevem também como silhuetas negras de seres humanóides, sendo que em alguns avistamentos estão "sem rosto", ou com uma face parecida com a de bonecos de cêra, pálidos e sem expressão.
Também existem comentários de que seus olhos, quando os possuem, são vermelhos cor de fogo ou amarelados.
Em outras situações dizem que não possuem massa, variando sua forma entre o bidimensional a formas vaporosas e errantes.

Seus movimentos são geralmente descritos como sendo muito ou extremamente rápidos e sem coordenação, ou mesmo do tipo "gelatinoso”, pois em alguns relatos constam que eles se movem lentamente como um tipo de geléia ou líquido viscoso e então rapidamente “voam” para outra parte do ambiente.
Alguns relatos afirmam que estes vultos movem-se no que parece ser uma dança, que geralmente envolve ir de uma parede a outra em movimentos muito rápidos.

Observadores destes supostos seres costumam relatar que eles são percebidos primeiro através da visão periférica e que quando percebem que o contato direto foi estabelecido rapidamente desintegram-se ou fogem do campo de foco do observador.
Mesmo assim, uma grande parte dos relatos afirmam que estes seres aperecem no foco central da visão humana, aparecendo muito perto do observador e permanecendo por muitos segundos antes de desaparecerem.
Alguns indivíduos já afirmaram terem sido ameaçados, perseguidos ou mesmo (muito raramente) terem sido vítimas de violência física e mesmo sexual, supostamente causadas por estas estranhas criaturas.

Estes avistamentos vem sendo relatados no mundo todo desde tempos muito antigos.
São tópicos freqüentes em programas de rádio, revistas e jornais com temática espiritualista e durante os anos 90 o assunto recebeu uma grande atenção da mídia especializada.
O termo “homem sombra” foi cunhado, possivelmente, em 1953 no programa de rádio americado “Salão do Fantástico”.
Ainda assim, relatos de seres que se encaixam na descrição de “Homens Sombra” estão gravados na literatura já a alguns séculos.

Os relatos mais consistentes descrevem um sentimento de pavor associado à presença do fenômeno e também que os animais reagem à aparição com medo e hostilidade.
Seres das Sombras são conhecidos por moverem-se com grande velocidade e por terem a capacidade de atravessar a matéria sólida.
Suas formas são descritas como não dotadas de traços humanos genéricos, mas apenas apresentando a silhueta de uma pessoa alta e magra.
Estes seres também são conhecidos por aparecerem algumas vezes em reflexos no espelho, em quartos durante a noite, e em ruas escuras e desertas, geralmente em locais afastados.

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Mas de onde viria esse misterioso "Homem da Capa Preta"?
Qual seria sua missão em nosso mundo?


Sua verdaderia essência é discutida de acordo com a crença de cada religião.
Alguns dizem que ele é o próprio demônio que vem atormentar determinadas pessoas, os espíritas dizem que ele é um espírito errante que está preso na terra com o objetivo de cumprir uma missão específica e desconhecida por nós, e outro dizem que ele é de outra dimensão, paralela à nossa.

Muitos relatos associam o avistamento do "Homem da Capa Preta" após o surgimentos do ritual de "macumba" em determinados locais, sendo que sua presença seria devido ao cumprimento de "tarefas" solicitadas pelas pessoas que realizaram o ritual (macumba).
Outros dizem que após o avistamento sistemático do "Homem da Capa Preta", perturbações ambientais são percebidas, bem como a alteração do comportamento de pessoas, como excesso de brigas em família, aumento no consumo de bebidas alcóolicas e até o surgimento de supostas doenças sem explicação pela medicina convencional.

Uma orientação que é dada para quem sofre com a presença do "Homem da Capa Preta", é a procura por ajuda religiosa, dependendo de casa crença, como em Igrejas Evangélicas, Igrejas Católicas e até em Centros Espíritas de Mesa Branca, onde os líderes religiosos de cada credo poderão orientar e realizar orações, bem como também a "limpeza espiritual" no ambiente perturbado por esse estranho visitante.
No entanto é importante observar que para se ter sucesso na eliminação desse problema, a "Fé" e a "Crença em Deus" é essencial para que os procedimentos tenham sucesso.

Agora, qual seria a verdade e o mistério que existe por trás do "Homem da Capa Preta"? Isso realmente ninguém sabe, mas o que é notório, é a sua visita às altas horas da noite e da madrugada, pegando de surpresa os menos avisados, gerando terror e pavor à todos aqueles que vêem sua presença

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Suporte Paranormal (Geral) / Eventos paranormais que nunca foram solucionados
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 30, 2017, 10:27:45 am »
Eventos paranormais que nunca foram solucionados

O real e não irreal em muito se confunde, até porque não sabemos com precisão até que ponto, o real realmente pode ir, e quais são os limites entre a nossa imaginação e o desconhecido.

Por esse motivo, muitas são os depoimentos, citações e até mesmo registros de situações que estão intimamente relacionados com o sobrenatural.

Frente esses casos podemos tomar 2 posições a principio, considerar a possivel probabilidade de sua ocorrência, ou desconsiderar por completo tal probabilidade.

1- O milagre do sol, aprovado pela igreja católica

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Em 13 de outubro de 1917 uma série de nuvens densas e carregadas pairavam sobre o céu da cidade de Fátima, em Portugal, quando repentinamente elas foram interrompidas por um disco giratório opaco, que ocupava o céu, na sequencia esse objeto acabou explodindo criando um raio ofuscante.

Uma média de 30,000 a 100,000 pessoas presenciaram o acontecimento, e alguma delas chegaram a alegar ter visto a imagem da Virgem Maria em meio ao clarão de luz. Por esse motivo, a igreja católica acabou reconhecendo o ocorrido aproximadamente 20 anos depois, visto o número de testemunhas, mas até os dias de hoje nada foi explicado.

2- O destino obscuro que os envolvidos com o filme Poltergeist tiveram

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Provavelmente você já escutou sobre essa história de bastidores, e ela realmente é real. Pois apesar de receber uma nova versão (foto acima), o filme lançado originalmente em 1982 culminou em uma série de acidentes e consequências para os seus envolvidos, que incluem atores, editores, figurinistas e até mesmo direção.

Boatos alegam que tal maldição ocorreu devido o fato de Spielberg autorizar o uso de ossos humanos reais em suas filmagens, como resultado acidentes de carros fatais, mortes inexplicáveis, acidentes nas filmagens e uma série de outras coisas passaram a ocorrer.

3- Residência Universitária assombrada que foi interditada

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Os relatos de atividade paranormal no quarto 428 do dormitório universitário da faculdade de Ohio em Atenas, são frequentes e remontam a muitas décadas.

Professores e alunos já alegaram ter presenciado atividades paranormais nesse local, como projeção astral conduzida pelo espirito ocupante, avistamento de poltergeist e até mesmo objetos se mexendo e sendo arremessados. Por esse motivo a sala foi interditada e completamente vedada.

4- Artefatos antigos que questionam nossa noção de história

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Segundo as estimativas atuais os seres humanos assim, como nos conhecemos só foram surgir na terra aproximadamente a 200.000 anos, mesmo assim, segundo os cientistas demoraram mais da metade desse tempo para que nós passássemos a demonstrar de fato algum tipo de inteligência.

É por esse motivo que descobertas que de esferas Klerksdorp que datam 3 milhões de anos, são um verdadeiro mistério para a ciência. Afinal, como poderia um ser humano que nem ser quer existia ter feito aquilo?

A possível resposta paralela a ciência que alguns estudiosos acreditam, é que esses objetos não são terrestres e que foram deixados aqui por visitantes de outros locais.

5- Desaparecimentos no Triângulo das Bermudas

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Sem dúvida você já ouviu falar sobre os mistérios paranormais que ocorrem nesse local. Os relatos mais frequentes, são de desaparecimento de aviões, barcos e navios que entram nessa região, que fica localizada entre Miami, Porto Rico e Bermudas.

Por esse motivo, uma das teorias que foi criada para justificar esses acontecimentos, é de que Ufos usam esse local para sequestrar pessoas e maquinas tecnológicas. Apesar de tal teoria da conspiração, uma explicação oficial nunca foi divulgada.

6- Sons marinhos de lugares inexplorados

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Nós seres humanos nos surpreendemos tanto com as estrelas, mas nunca pensamos na imensidão do que existe ao nosso redor.

Um exemplo disso, é que 95% de todo o oceano que existe na terra ainda é completamente inexplorado. E sabemos que abaixo de certa profundidade, a pressão torna impossível a nossa visita ou a vida como conhecemos aqui em cima, é por isso que devemos nos questionar, que tipo de criaturas devem existir lá em baixo?

Uma gravação realizada pela National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA, conseguiu capturar um som de baixa frequência porem extremamente poderoso nas profundezas marinhas.

O som é diferente de tudo o que já foi ouvido antes, e a aproximação mais próxima que chegaram, desse som a um som que conhecemos, é o barulho que os Icebergs gigantes fazem ao desmoronarem.Teorias indicam que estes sons podem ser emitidos por criaturas gigantescas que ainda desconhecemos, mas mais uma vez nada foi confirmado.

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Suporte Paranormal (Geral) / O Mistério do Quarto 428
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 30, 2017, 10:26:06 am »
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Á Universidade de Ohio, por si só, já um dos lugares mais agradáveis de se ficar a quilômetros de distância! Eventos sombrios são relatados por estudantes que vão de gárgulas andando pelo telhado a noite à seitas sinistras de seres estranhos e encapuzados.  Nesse mar de alegria Poltergeist, o epicentro de toda a bagunça parece ser o Quarto 428.
Há tempos a Universidade decidiu fechar o quarto para o uso de estudantes. Desde então apenas uma faxineira entra lá, uma vez por mês, durante o dia.
No quarto estranhos fenómenos poltergeist ocorrem, entre os quais os mais comuns são: sombras que aparecem no meio da noite e puxam as pessoas da cama, objectos que voam pela janela, objectos que acertam os visitantes e ninguém sabe de onde vem, e claro, o mais bonitinho de todos, um rosto de demónio que aparece constantemente na porta do Quarto. A porta foi substituída várias vezes só para o rosto aparecer novamente. A aparição é conhecida por ser brincalhona, e é dita como sendo o espírito de um estudante que cometeu suicídio no quarto. Para evitar maiores repercussões e não perder alunos em massa, a universidade resolveu fechar de vez o quarto. A lenda diz que uma aluna chamada Elizabeth C. Bridge ficou insana depois de passar duas semanas hospedada no quarto.
No final do período, ela não saia mais, ficava trancada, no escuro, até que seus colegas notaram sua ausência e já suspeitando do seu comportamento estranho, resolveram invadir o quarto: encontraram Elizabeth no chão, nua, encolhida em posição fetal, resmungando palavras indecifráveis.
A Universidade alega que Elizabeth Bridge nunca existiu e que é apenas uma lenda urbana, entretanto, também não abre o quarto para outros estudantes.
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Relatos & Histórias de Fantasmas / Whitney Houston comunica através de médium
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 04, 2017, 05:26:15 pm »
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Médium recebe mensagem inesperada de… Whitney Houston
O programa ‘Hollywood Medium With Tyler Henry’ contou com um momento inesperado. De acordo com a revista People, durante a emissão, o apresentador e médium recebeu uma mensagem ‘especial’ da cantora Whitney Houston para o seu ex-marido, o cantor Bobby Brown.

“Eu tenho uma mulher que está a vir em direção a mim e quer que eu fale sobre o seu coração”, começou por dizer Tyler.

“Isto é muito claro, ela é muito insistente em reconhecer-me, ‘não importa como eu morri, preciso que eles saibam do coração. Preciso que eles conheçam o coração”, acrescentou Tyler.

“Há uma sensação de ter uma suscetibilidade a uma arritmia cardíaca e também uma suscetibilidade a um problema cardíaco”, continuou.

Mas não ficou por aqui. Henry estava concentrado a explicar o que, alegadamente, Houston lhe estava a dizer: “Mas posso dizer que há outros aspetos nesta passagem. As pessoas a falar sobre isso e a discutir esta coisa do coração, mas é outra coisa. É como, 'ou eu morro de outra coisa ou as pessoas pensam que eu morri de outra coisa'. Há apenas uma ênfase em basicamente dizer que as pessoas não sabem tudo o que aconteceu, como a dimensão em que isso realmente me afetou”.

A dada altura Tyler pergunta a Brown se houve “discussões recentes” com alguém com um problema cardíaco, e a sua resposta foi: “Sim, com a minha ex-mulher”.

Recorde-se que Whitney Houston foi encontrada já sem vida em 2012 numa banheira de um hotel, aos 48 anos. Na altura, a causa oficial da morte da artista foi afogamento, mas uma investigação adiantou que os fatores que contribuíram para a sua morte foram doença cardíaca e vício em cocaína.

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Relatos & Histórias de Fantasmas / O Fantasma de Thomas Colley
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 04, 2017, 05:25:01 pm »
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Em abril de 1751, uma velha mendiga chamada Ruth Osborn pediu a um fazendeiro um pouco de soro de leite em Tring, Inglaterra. O fazendeiro disse que não tinha nada para dar e Osborn disse-lhe: "O Rei vai levá-lo e aos seus porcos pelo seu egoísmo." Não muito tempo depois, o agricultor e algumas das suas vacas adoeceram. Depois de falar sobre isso com uma suposta bruxa branca, o fazendeiro chegou a acreditar que Osborn o tinha amaldiçoado.

Como o sistema legal parou de levar as bruxas seriamente há décadas, o fazendeiro e os seus vizinhos tiveram que fazer "justiça" pelas suas próprias mãos. A 18 de Abril, uma multidão apreendeu Osborn e o seu marido, John, numa igreja em que estavam a esconder-se e forçou-os a ir a um lago. Os Osborns tiveram as suas roupas arrancadas, embrulhadas em lençóis e foram mergulhados na água. Ruth morreu no local, enquanto John sobreviveu, mas morreu alguns dias depois.

Embora 21 pessoas tenham sido mais tarde presas pelo seu papel na caça às bruxas, apenas um homem chamado Thomas Colley foi punido. Em Agosto, Colley foi enforcado e o seu corpo foi deixado para apodrecer na forca. Desde a sua morte, Colley tem sido dito assombrar o seu local de execução. Uma testemunha em 1911, o professor da aldeia, descreveu o seu fantasma como um "imenso cão preto" com "olhos como bolas de fogo".
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Relatos & Histórias de Fantasmas / O Pássaro Fantasma de West Drayton
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 04, 2017, 05:23:59 pm »
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Por volta de 1749, os aldeões de West Drayton, em Inglaterra, frequentemente ouviram gritos, bem como um barulho vindo da igreja local. Ninguém estava certo de onde exactamente os sons se originaram, mas havia muitos avistamentos de um corvo estranho que voava para dentro da igreja.

Um grupo de 4 homens e 2 rapazes que encontraram o pássaro na capela-mor tentaram persegui-lo. Depois de lhe baterem com uma vara algumas vezes, o corvo caiu ao chão com um grito. Mas assim que o seu corpo atingiu o chão, o pássaro desapareceu à frente dos olhos dos seus atacantes.

Ainda assim, depois desse incidente, o corvo podia ser visto a voar sobre os seus pontos habituais. Entre os aldeões, dizia-se que o pássaro era na verdade o fantasma de um assassino que se matara. Naquela época, a um homem como aquele não teria sido permitido um enterro adequado, mas a sua família tinha conseguido arranjar-lhe um lugar no cemitério.
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Relatos & Histórias de Fantasmas / O Fantasma da Casa 666
« Última mensagem por Mestre_Cruz em Novembro 04, 2017, 05:22:32 pm »
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Só agora, depois de 30 anos, minha mãe revelou-me o mistério sobre a morte da senhora Margot. Por muito tempo, durante a minha infância, essa curiosidade me perseguiu. Dizem que os fantasmas da infância, diante dos problemas da vida adulta, costumam ser esquecidos, guardados em algum canto da mente. Falam também que a criança que fomos, a exemplo dos fantasmas, nunca morre, simplesmente fica escondida dentro de nós. Talvez por esse motivo, hoje, dia em que completo 42 anos, foi que, vasculhando as teias de aranha dentro da minha cabeça, encontrei a criança curiosa que um dia fui. Corri até a casa da minha mãe e repeti uma pergunta feita a três décadas: como morreu a proprietária da casa 666?

Os moradores da rua temiam passar em frente aquele sobrado, principalmente à noite. Especulava-se que era comum ouvir-se gritos pavorosos ecoarem lá de dentro, cortando o silêncio e causando arrepios aos que, por ventura, passassem por aquela calçada. A velha casa abandonada tinha um aspecto realmente aterrador. Sua fachada, totalmente desgastada pelo tempo, mantinha algumas das inúmeras janelas. A maioria, no entanto, comida pelos cupins, não passava de espaços vazios por onde, segundo vários relatos, podia-se ver luzes de velas e sombras a passear lentamente pelos cômodos. Os mais antigos da vizinhança diziam ser a alma da senhora Margot que assombrava aquela casa. Sendo eu muito curioso, certa vez perguntei a minha mãe como tinha morrido a senhora Margot. Em vez de matar a minha curiosidade, deixou-me ainda mais confuso a frase que recebi como resposta:

— É uma história muito triste para se contar a uma criança.

Tentei insistir e fui ameaçado com uma boa surra, caso não esquecesse o assunto. A curiosidade, a partir daquele dia, transformou-se em obsessão. Estava decidido a descobrir, a qualquer custo, as circunstâncias que levaram à morte a senhora que habitara aquele sobrado assustador. Aos meus doze anos de idade, não me considerava mais uma criança. Dizia para mim mesmo, como se querendo convencer-me: eu sou um homem e, como tal, vou desvendar todo esse mistério. Saí a perguntar a todos que encontrava e as respostas não eram muito diferentes daquela dada pela minha mãe. Faziam suspense ou simplesmente mudavam de assunto. Acabei recebendo a surra prometida quando minha mãe ficou sabendo da inquisição que andava a fazer aos quatro cantos.

— Esqueça este assunto de uma vez por todas!

Fiquei de castigo por cinco dias, mesmo depois de ser obrigado a prometer que não mais tocaria no assunto. Após a curta reclusão, que me pareceu quase eterna, a curiosidade sobre a morte de dona Margot continuava a me atormentar. Fui recebido com vaias pelos meus amigos da rua: Vado, Cabeção, Dumbo, Leitão e Caju. Era costume da turma reunir-se em frente à casa do amigo que estava de castigo e dar-lhe uma sonora vaia no dia que este, absolvido da pena, colocasse a cara na rua. Sentir na pele essa humilhação não foi nada agradável, porém não podia reclamar. Principalmente eu, que costumava puxar o coro e fazer grande algazarra quando um colega castigado era colocado fora da gaiola. Mesmo assim, para não ficar inferiorizado diante dos amigos, tentei justificar-me.

— Vocês ficam de castigo por bobagens: você, Cabeção, ficou dez dias sem assistir televisão porque quebrou a bonequinha da irmã. Também! Foi brincar de boneca, né? Você, Leitão, foi comer o pudim ainda quente que a vovó preparou e passou 15 dias sem direito à sobremesa. Vocês, por acaso, sabem por que fui castigado? Coisa séria, problema de homem e não coisinhas de crianças como vocês.

Depois dessa minha explanação, tudo que consegui foi uma segunda e ainda mais sonora bateria de vaias. Fiquei realmente furioso e, num momento infeliz, lancei um impensado desafio:

— Qual de vocês tem coragem de entrar comigo, à noite, no antigo sobrado da senhora Margot?

Uma dezena de olhos assustados arregalaram-se à minha frente. Ficaram por alguns segundos em silêncio até que, com voz trêmula, Caju devolveu-me, em lugar de resposta, outra interrogação:

— Você tem essa coragem?

Diante dessa simples pergunta foi que percebi a situação complicada em que me encontrava. Como poderia responder negativamente? Não foi minha a idéia de transpor os portões da casa 666? Estava, realmente, sem saída e respondi:

— Mas é claro que tenho coragem. E vai ser ainda hoje.

Não sei onde arrumei tanta convicção. Entrar naquela casa sozinho, à noite? Nem os adultos tinham coragem, mesmo durante o dia. Olha só o tamanho do problema que arranjei. Na esperança de arrumar companhia para minha louca aventura, voltei a desafiar:

— Vocês são todos covardes. Afinal, quem é homem para ir comigo?

O silêncio da falta de resposta doía em meus ouvidos, causando-me grande angústia. Resolvi pegar pesado e mexer com o brio da turma.

— Vocês são um bando de menininhas medrosas. Afinal, quem vai comigo?

Foi quando uma voz estranha, vinda do outro lado da rua, se fez ouvir.

— Eu tenho coragem! Eu vou!

Assustados, já estávamos nos preparando para correr quando percebemos que era apenas o Aluado, um menino muito estranho que morava na rua. Seu verdadeiro nome era Vitor, porém o apelidamos de Aluado pelo seu jeito débil. Tinha problemas mentais e era discriminado pelas outras crianças que, considerando-o muito bobo, negavam-se a brincar com ele. Morava com uma tia velha que também era meio louca. Costumavam passar os períodos de lua cheia trancados em casa. Por esse motivo chamávamos a casa deles de Toca dos Aluados. Eu, a exemplo da criançada, também não nutria simpatia por ele. Porém, ao ouvi-lo se prontificando a me acompanhar em minha aventura, agarrei-me àquelas palavras como um náufrago a uma tábua de salvação. Vi, na figura do Aluado, a minha esperança de convencer os outros a irmos, todos juntos, tentar encontrar pistas que ajudassem a matar a curiosidade em torno da morte da senhora Margot. Disparei então meus argumentos:

— Estão vendo, menininhas? Até mesmo o Aluado, que vocês tanto discriminam e chamam de bobão, tem mais coragem que vocês.

Sentindo-se humilhado, Vado, o mais velho e também mais forte da turma e, por essa razão, detentor da liderança no grupo, decretou de forma nada democrática:

— Vamos todos juntos. Quem não for, vai se ver comigo.

Uma ordem de Vado era lei; ninguém tinha coragem de enfrentá-lo. Principalmente depois do dia em que ele, sozinho, numa briga feia, enfrentou e venceu quatro meninos que moravam numa rua paralela a nossa. Assim sendo, a turma preferiu enfrentar o fantasma da casa 666 a enfrentar Vado. Esperamos, assustados, o anoitecer que se aproximava. Reunimo-nos em frente àquele sobrado e, mesmo tentando disfarçar, os semblantes deixavam transparecer o receio que tínhamos em estar ali. O único que não demonstrava qualquer tipo de preocupação era o Aluado. Na verdade, parecia estar muito feliz em participar daquela aventura ao lado da turma, já que sempre fora renegado. Era tanto o seu entusiasmo que, aproveitando um momento em que a rua estava vazia, foi o primeiro a pular o alto portão frontal da casa. Não nos restou alternativa e, um a um, saltamos para dentro dos muros daquele sobrado. O mato tomava conta de todo o espaço que, no passado, fora um imenso jardim. Repentinamente, um vento forte soprou derrubando a porta principal. Nesse momento, todos se olhavam assustados e quase retornamos correndo. Porém, Vado, como sempre, democrático, falou energicamente:

— Daqui ninguém sai.

À frente daquela trêmula fila, ia Aluado, segurando uma lanterna. Na retaguarda, vinha o Vado para garantir que ninguém fugiria e, entre os dois, eu, Cabeção, Caju, Leitão e Dumbo, totalmente apavorados. Com uma coragem impressionante, talvez pela sua insanidade, Aluado ultrapassou a porta da frente, penetrando na sala principal. Já nos dirigíamos à escada de acesso ao primeiro andar quando, vinda, não se sabe de onde, uma voz tenebrosa pronunciou, claramente, aos nossos ouvidos:

— Eu queeeero meus anéeeeeis!

Senti o meu sangue gelar naquela hora, principalmente quando olhei para trás e percebi que Vado não mais estava lá. Foi o primeiro a correr, gritando desesperadamente. A exemplo dele, todos sumiram em alta velocidade. Eu, particularmente, não sei como saltei com tamanha rapidez e agilidade o alto muro que há pouco havia me oferecido tanta dificuldade em transpô-lo. Aquela correria desenfreada só teria fim na pracinha do final da rua, onde nos encontramos e, sem fôlego, não conseguíamos sequer falar. Todos afirmavam ter ouvido, claramente, aquela voz que dizia querer seus anéis. Porém, ninguém tinha a mínima idéia de que anéis se tratava. Mal tínhamos nos refeito do susto, quando Dumbo, quase sem voz, deixou-nos preocupados ao perguntar:

— Onde está Aluado?

Nesse momento, demo-nos conta de que nenhum de nós viu Aluado pular aquele muro de volta para a rua. Teria ficado dentro da casa? A preocupação aumentava pois sabíamos que algo precisava ser feito. Tive então a idéia de irmos perguntar à tia dele. Talvez ele tivesse corrido para casa. Ninguém concordou, achando que seria muito suspeita essa atitude, já que nunca procuramos por ele antes. A maioria resolveu que o melhor era ficarmos calados e aguardar o aparecimento de Aluado. Como já estava ficando tarde, decidimos retornar para nossas casas. O remorso tomava conta de mim. Sentia-me responsável pela ida do Aluado àquela casa e, conseqüentemente, sentia-me responsável por ele. Meu remorso transformou-se em angústia quando, pela janela do meu quarto, percebi que a tia velha do Aluado ganhava a rua a gritar pelo seu sobrinho:

— Vitor, onde você está?

Subia e descia a rua desesperada a ponto de chamar a atenção de todos. Algumas pessoas, solidárias àquela senhora, reuniram-se em coro a chamar pelo Vitor e nada do Aluado aparecer. Meu sentimento de culpa aumentava a cada minuto. Como poderia, sabendo de toda a verdade, esconder daquela senhora, já em prantos, o paradeiro do seu sobrinho? Em contrapartida, como poderia contar o que sabia sem denunciar a invasão realizada por mim e meus amigos àquele antigo sobrado? Era doloroso ouvir os gritos desesperados daquela senhora, mas, definitivamente, não poderia trair o pacto de silêncio da turma e muito menos expor minha própria pele às surras de cinto da minha mãe. Porém, tinha consciência de que algo deveria ser feito. Pensando assim foi que resolvi escrever um bilhete anônimo, relatando o suposto paradeiro do Aluado.

No silêncio da noite, quando todos já haviam se recolhido, saltei a janela do quarto e, cuidando para fazer o mínimo de barulho possível, caminhei até a "Toca dos Aluados". Lá chegando, fiz passar o bilhete por baixo da porta. Cheguei a ouvir os soluços daquela senhora a sofrer dentro da casa. Voltei para o meu quarto apressado, no entanto, tive o cuidado de, antes de entrar em casa, jogar uma pequena pedra no telhado da tia do Vitor no intuito de chamar sua atenção. Até esse momento, tudo funcionava exatamente como planejei. Apaguei a lâmpada do quarto e fiquei de vigília. A ansiedade tomava conta de mim quando, de súbito, percebi que a luz interna da casa se acendera para, logo em seguida, ver a tia Aluada abrir a porta e sair em direção a casa mal assombrada. Portava em uma das mãos uma folha de papel que deduzi ser o meu bilhete. Na outra mão, levava um objeto que parecia ser uma pequena caixa. Estranhamente, ela não mais gritava pelo nome do sobrinho. Contrariamente a momentos atrás, parecia fazer questão do silêncio, como se não quisesse ser notada. Olhava desconfiada para todos os lados, atravessando a rua sorrateiramente. Parou em frente ao portão da casa 666 e, ignorando o meu olhar perplexo, tirou de um dos bolsos um molho de chaves e passou a experimentá-las na enferrujada fechadura. É claro que ela não vai conseguir, pensei comigo mesmo. Como ela poderia ter uma chave que abrisse aquele portão? A possibilidade, pelos meus cálculos, era uma em milhões. Porém, a minha perplexidade chegou ao extremo ao ver, boquiaberto, pela primeira vez em minha vida, aquele portão ser descerrado. Lentamente, a tia Aluada puxava aquela imensa estrutura que, parecendo querer denunciá-la, fazia ecoar um triste rangido metálico no silêncio da noite. Admirado com a coragem daquela mulher, vi quando adentrou àquele lugar assustador. Fiquei na expectativa de vê-la sair correndo, a exemplo do que acontecera comigo e meus amigos. Os minutos que se seguiram foram angustiantes para mim. Um silêncio ensurdecedor ofendia meus ouvidos. Esperei o que me pareceu uma eternidade para, em lugar de uma fuga alucinada, testemunhar o tranqüilo retorno daquela senhora. Tamanha foi a minha felicidade ao perceber que, conduzido pela mão, trazia seu sobrinho Aluado. Ver aqueles dois atravessarem a rua, abraçados, foi como tirar um imenso fardo das minhas costas. Porém, na minha cabeça curiosa, nem tudo estava resolvido. O que teria acontecido lá dentro? O que era aquele objeto que a tia Aluada levou para o sobrado e não mais portava quando da sua saída? Só mesmo o sono, altas horas da madrugada, veio a encerrar meus questionamentos. Adormeci remoendo planos: amanhã irei investigar. Vou descobrir tudo.

Acordei pela manhã mais cedo que de costume. Cheguei a deixar minha mãe desconfiada.

—O que você andou aprontando ou pretende aprontar?

Minha querida mãe, com toda a razão, sempre desconfiada; era capaz de perceber, em meus olhos de menino traquinas, a iminência de uma travessura. Na verdade, a vontade que eu tinha era de correr até a casa do Aluado e perguntar sobre o acontecido na noite anterior. Mas como fazer isso sem levantar suspeita? Decidi então que esperaria a oportunidade de encontrá-lo na rua. Reuni a turma e comuniquei o retorno do Aluado. Contei-lhes que vi quando ele voltou para casa em companhia da tia. Omiti, porém, tê-la flagrado entrando na casa 666, temendo passar por mentiroso. Reconhecia que era uma estória difícil de acreditar. Passei o resto do dia em frente à "Toca dos Aluados" na esperança de ver o Vitor e esclarecer minhas dúvidas. Quando anoiteceu, vi surgir, no fim da rua, uma enorme lua cheia. Sinal de que o Aluado passaria os próximos dias sem botar a cara na rua. A minha presença constante à frente daquela casa chamou a atenção da tia do Vitor que, sentindo-se incomodada, foi reclamar com a minha mãe que eu estava a observá-la. Levei nova surra de cinto e, para completar, fui colocado 15 dias de castigo, sem sair de casa. Não sei como consegui passar todo aquele tempo em companhia de tanta curiosidade. Quando, finalmente, acabou o meu período de reclusão, um novo acontecimento me pegou de surpresa: os moradores da "Toca dos Aluados" mudaram-se da rua; sumiram sem deixar pistas. Ouvi comentários de que teriam partido às escuras. Senti-me condenado, portanto, a passar o resto da vida sem saber o que havia acontecido durante o resgate do Aluado pela sua tia, na noite em que entramos na casa mal assombrada. Algumas semanas depois, o velho casarão foi demolido e, em seu lugar, construíram uma igreja evangélica. A casa em que o Aluado morava, a exemplo do velho sobrado, também foi vendida e transformada em uma escola. Causou-me estranheza o fato de a tal escola pertencer à igreja que ocupou o terreno da antiga casa 666. Com a destruição daquele velho imóvel, a minha esperança de desvendar a morte da senhora Margot também pereceu.

Com o passar do tempo, minha alma de criança perguntadora acalmou-se. Tornei-me adulto e acreditava ter exorcizado, para sempre, meu espírito infantil. Eis que justamente hoje, no meu 42º aniversário, ganho, de presente, os fantasmas da infância embrulhados na revelação do mistério sobre a morte da senhora Margot. Minha mãe contou-me que a dona Margot era uma senhora que, apesar da idade avançada e seus muitos quilos, trazia no rosto traços de uma mulher muito bonita. Muito vaidosa, adorava andar bem vestida e coberta de jóias. Parecia ter preferência por anéis, já que sempre trazia os gordos dedos repletos deles. Eram todos muito caros, feitos de ouro e cravejados com pedras preciosas. Com o falecimento do seu marido, sentiu a necessidade de arranjar companhia. Resolveu alojar, em sua casa, um menino que afirmava ser seu sobrinho. A criança aparentava uns 9 anos e, proibida por dona Margot, quase nunca saía de casa. Só era vista na rua quando, sob ordens, ia comprar alguma coisa na mercearia da esquina, voltando rapidamente para casa. Apesar de ser um menino obediente, dona Margot costumava castigá-lo ou, até mesmo, aplicar-lhe pesadas sovas. Nessas ocasiões, seus berros podiam ser ouvidos por toda a vizinhança. Trazia em seu rosto muitas marcas, que os vizinhos especulavam serem causadas pela pesada mão da viúva repleta de anéis. Toda a rua ficou horrorizada quando, numa manhã, ouvindo gritos de socorro vindos da casa 666, alguns moradores a invadiram e se depararam com uma cena horrível: dona Margot caída ao pé da escada, totalmente ensangüentada. Seus braços e pernas apresentavam fraturas expostas. E, em suas mãos, ausência total dos dedos. Todos foram decepados e levados, juntamente com seus preciosos anéis. A viúva deixava a todos perplexos pelo fato de, com tantos e tão sérios ferimentos, não demonstrar preocupação com o seu estado gravíssimo. Repetia exaustivamente uma única frase: "eu quero meus anéis". Os médicos foram chamados e dona Margot, depois de sedada, foi conduzida ao hospital, onde passou por várias cirurgias. Após poucos dias, não suportando o sofrimento, veio a falecer. Nas investigações policiais, o pequeno sobrinho figurava como principal suspeito, já que sumira por ocasião do ocorrido. Após 15 dias de busca, a polícia conseguiu encontrá-lo, esmolando pelas ruas do centro da cidade. As suspeitas tornaram-se fato quando o menino confessou ter matado a tia. Não ficaram dúvidas da sua culpa, pois o mesmo levou a polícia até o local onde escondera a arma do crime: um pequeno machado com o qual executara o brutal ataque. Em seus depoimentos, somente um fato ficou sem ser esclarecido: onde teriam ido parar os dedos e anéis da senhora Margot? Quando questionado, simplesmente respondia que os havia perdido. Considerado insano, foi conduzido para tratamento psicológico em um manicômio, de onde teria conseguido fugir para nunca mais ser encontrado.

Ouvindo o relato desses acontecimentos foi que consegui entender e concordar com as palavras ditas pela minha mãe há trinta anos: "é uma história muito triste para se contar a uma criança". Os adultos partilhavam a opinião de que um crime tão bárbaro, praticado por uma criança, deveria ficar em segredo. Tinham medo que, de certa forma, fôssemos afetados ou influenciados por ele. Foi preciso passar todo esse tempo para, finalmente, conseguir resolver um velho mistério. Porém, nesse exato momento, pego-me pensativo e convicto de que tal revelação não passa da ponta do fio de um grande novelo que, novamente instigado pelo meu espírito juvenil e curioso, sinto necessidade de desenrolar. Com as palavras da minha mãe, depois de tantos anos esquecidos, inúmeros detalhes voltam à minha mente: a frase ouvida no casarão, a chave do portão, a pequena caixa conduzida para a casa 666 pela tia do Aluado, a mudança súbita no meio da noite, a aquisição dos dois imóveis pelo mesmo comprador. Sinto que preciso passar naquela igreja e, quem sabe, fazer algumas perguntas. Acho que, aos 42 anos, não corro mais o risco de ser surrado pela minha mãe.
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EVP's (Transcomunicação Instrumental) / Voz do Espírito diz nome de Mulher EVP no Túnel
« Última mensagem por Neferus em Abril 04, 2017, 02:13:55 pm »
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Desespero, medo e sofrimento essas foram as ultimas sensações das almas enterradas no Cemitério das Sete Catacumbas de Jaboticabal. Mas não foi isso que revoltou Rosa Maria Jaques, veja o que ela percebeu nesse lugar carregado de maldades.


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